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Trata-se de um significativo conjunto de cerca de seis mil folhas manuscritas, cronologicamente situadas, na sua grande maioria, entre meados do século XVIII e a primeira metade da centúria seguinte. A temática desta documentação diz respeito às relações entre as autoridades portuguesas e chinesas a propósito do território de Macau, versando múltiplos e variados temas, no âmbito dos contactos ofic

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1641

Em 1641, Malaca cai nas mãos dos holandeses (Cfr. Beatriz Basto da Silva, Cronologia da História de Macau. Macau, Livros do Oriente, vol. I, 3.ª ed., 2015. 1639-1640; 1644).

1682

Padre jesuíta chinês. Mais conhecido por Louis ou Luigi Fan. Natural de Pinyang平陽 da Provínciade Shanxi 山西, nasceu a 13 de Junho de 1682, com o nome de Fan Shouyi 樊守義. Desde cedo, tornou-se companheiro do jesuíta italiano António Provana que estava a missionar na sua terra. Quando este foi convocado para Pequim, para o serviço imperial, em Agosto de 1705, levou Fan Shouyi 樊守義 para a capita limperial. Equando o padre Provana foi nomeado enviado do Imperador Kangxi 康熙 ao Papa Clemente XI, acompanhou o mestre na sua viagem. Saíram de Pequim em Outubro de1707 e embarcaram em Macau com destino à Europa a 14 de Janeiro de 1708. Chegaram a Roma, via Lisboa, em Fevereiro de 1709. A missão do padre Provana não foi bem sucedida junto do Papado. Durante este tempo, Fan Shouyi 樊守義 fez os seus estudos na Itália. Em 1720, acompanhou o padre Provana na sua viagem de regresso à China. Quando o seu mestre faleceu no caminho, perto do Cabo da Boa Esperança, ele trouxe os seus restos mortais para Guangzhou 廣州, onde foram enterrados com honras imperiais. Ao chegar à China, foi interrogado pelos mandarins de Guangdong 廣東 e mais tarde, ouvido pelo próprio Imperador Kangxi 康熙para saber da missão do padre Provana. Para não ter que responder aos mandarins, ávidos das informações sobre o mundo de fora, escreveu Shenjianlu 身見錄 [Diário do que Vi Pessoalmente]. Durante a perseguição promovida pelo Imperador Yongzheng 雍正 à cristandade chinesa, deu assistência às famílias cristãs exiladas. Foi um missionário zeloso e infatigável durante toda a sua vida. Veio a falecer em Pequim, em 28 de Fevereiro de 1753, aos 71 anos. A sua última morada é o cemitério Chala (Zhalan 柵欄), em Pequim. [J.G.P.] Bibliografia: BERTUCCIOLI, Giuliano, “Fan Shouyi e il suo Viaggio in Occidente”, in La Missione Cattolica in Cina tra i Secoli VXIII-XIX Matteo Ripa e il Colégio de Cinesi, (Nápoles, 1999); Biblioteca Nacional de Lisboa, Cód. 32; Biblioteca Pública e Arquivo Dustrital de Évora, Cód. CXVI/1-29; Biblioteca Pública e Arquivo Dustrital de Évora, Cód. CXVI/2-6; MALATESTA, Edward J.; GAO Zhiyu, Departed, yet Present – Zhalan, The Oldest Christian Cemetery in Beijing, (Macau, 1995); MARGIOTTI, Fortunato, O.F.M., Il Cattollcismo nello Shansi dalle Origini al 1738, (Roma, 1958); MARIA, José de Jesus, Ásia Sínica e Japónica, vol. 1, (Macau, 1988); ROSSO, António Sisto, Apostolic Legations to China of the Eighteen Century, (South Pasadena, 1948); RULE, Paul, “Louis Fan Shouyi e Macau”, in Revista de Cultura, n.° 21, II série, (Macau, 1994); SALDANHA, António Vasconcelos de, De Kangxi para o Papa, pela Via de Portugal Documentos Relativos à Intervenção de Portugal e da Companhia de Jesus na Questão dos Ritos Chineses e nas Relações entre o Imperador Kangxi e a Santa Sé, 3 vols.,(Macau, 2001); TEIXEIRA, Manuel, “O Túmulo de um Jesuíta, Embaixador Imperial”, in Revista de Cultura, n.° 21, II série, (Macau, 1994); WANG Zhongmin, Lenlu Wensu [Escritos da Cabana Fria], (Shanghai, 1992); YAN Shoucheng, Antologia Historiográfica de Yan Zonglin, (Shanxi, 1998).

1691

Em 1691, o Imperador K’ang-Hsi (Kangxi) fixa o foro de chão para Macau em 600 taéis e assim se mantém até João Ferreira do Amaral (1846-1849), que acaba com essa prática. No dia 14 de Janeiro de 1691, foram convocados os homens bons a fim de os informar sobre um ofício recebido das autoridades chinesas, pedindo o pagamento de foro com o acréscimo de mais de cem taéis, tendo sido satisfeito o pedido, depois de se ter ouvido o Pe. Alexandre Fillippucci, S.J., que foi de opinião que o mesmo fosse satisfeito.

1708

No dia 14 de Janeiro de 1708, deixa Macau como embaixador do Imperador K’ang-hsi a Roma (onde chega em 1709), o Pe. António Provana, S.J., que estivera anteriormente em Pequim, ao serviço do Patriarca Tournon. Apesar de ter morrido em viagem, perto do Cabo, em 1720, K’ang-hsi mandou-lhe levantar em 17 de Dezembro de 1722, em Cantão, um mausoléu, (cfr.Silva, Beatriz Basto da. Cronologia da História de Macau. Macau, Livros do Oriente, vol. I, 3.ª ed., 2015, 1719, Maio, 6).

1712

No dia 14 de Janeiro de 1712, por ordem do Vice-Rei da Índia, seguiram presos no navio de Goa Nossa Senhora de Nazaré o ex-Governador Francisco de Melo e Castro, o doutor sindicante Agostinho de Azevedo Monteiro, Luís Abreu, Tomás Marques e Manuel de Abreu Ribeiro; e, por ordem do Santo Ofício, Rodrigo de Torres Melo.

1713

No dia 14 de Janeiro de 1713, partiu a nau Santa Anna e S. Joaquim com uma carta do Imperador da China para o Rei de Portugal.

1732

No dia 14 de Janeiro de 1732, reune-se o Conselho Geral do Senado para debater a questão financeira: “a cidade acha-se em tanta decadência, de alguns anos a esta parte, que hoje se encontra esgotado não so o cabedal próprio, mas deve dinheiro a juros; acresce que vários acidentes deram azo aos mandarins de nos extorquir dinheiro. O comercio dos portos da Ásia vai em declínio de ano para ano. Tudo isto foi devido a quebra do comercio com o Japão; sucedeu-lhe o comercio com Timor, mas este esta em grande declínio. As sublevações dos indígenas e a pouca esperança que ha da sua sujeição nos tem cortado qualquer importação. Mesmo que se venha a dar a sujeição dos timorenses, hoje o sândalo, que era toda a substancia da nossa mercancia, ja perdeu a reputação que tinha antes”. Macau empenhou-se com as grandes despesas da Embaixada de Metelo de Sousa Meneses; “o comercio de Batavia passou para as mãos dos chinas; o de Manila vai direito a Cantão nos navios espanhóis sem tocar em Macau; o de Goa não chega para as despesas ordinárias e, muito menos, para cobrir as extraordinárias. Resta o Brasil, que e o único meio de presentemente se poder esperar para o melhoramento desta Cidade”.

1771

BENYOWSKY, CONDE MAURITIUS AUGUSTUS (1746-1786). Filho do conde Samuel Benyowsky, general do exército austríaco, no qual se alista, lutando na Guerra dos Sete Anos. Os bens do jovem eslovaco são-lhe retirados por Maria Teresa de Áustria, fugindo este para a Polónia, tendo estudado na Europa. Lutando contra os russos, Móric Benyowsky acaba por ser exilado na Sibéria (1770), escapando posteriormente para realizar uma longa viagem rumo ao Japão, onde não é autorizado a desembarcar, dirigindo-se para a Formosa, de onde parte, em 12 de Setembro de 1771, para Macau, onde chega, doente, a 22 desse mesmo mês, após cinco meses de viagens. Entre 20 a 50 dos 70 membros da tripulação acabam por falecer, doentes, no enclave. O relato ou diário da viagem e as Memórias do viajante descrevem a estada e os negócios do mesmo na cidade com a Companhia das Índias francesa e a venda de peles trazidas da Sibéria, contactando o autor com as autoridades mandarínicas e com o governador Diogo Fernandes Salema de Saldanha, a quem pede ajuda para a sua tripulação moribunda e entrega o barco como garantia do pagamento das despesas. O governador autoriza os membros da tripulação a arrendar casas até poderem voltar para a Europa, vindo, como já referimos, alguns deles a falecer. Em Outubro e Dezembro, o Leal Senado, através de quem o conde vendera dois dos seus barcos, decide pagar, dos cofres da cidade, a comida, os salários e as casas da tripulação. O governador e o conde encontram-se diversas vezes, chegando o primeiro a albergar o visitante no palácio quando este último adoece, enquanto as mulheres do território fazem companhia às da tripulação e a cidade oferece ao viajante um valioso presente em ouro e cetim. A descrição da urbe não será das mais ricas, desejando o autor do diário visitar Pequim. As Companhias das Índias inglesa e holandesa (EIC e VOC), acabam por tentar conquistar os serviços e algumas informações do conde, oferecendo-lhe elevadas quantias monetárias. No entanto, o primeiro decide negociar com a Companhia francesa em troca de passagem segura de Macau para a Europa num dos barcos da mesma. Stephanow, um dos membros da tripulação de Benyowsky, acaba por conspirar contra este último, planeando vender o diário de bordo e outros documentos do conde à EIC, chegando o revoltoso a tentar atingir o conde com um tiro de pistola, sendo preso com outros conspiradores no “castelo” (forte) do Monte, enquanto membros leais da tripulação capturam um judeu que servira de agente para os ingleses. Os sobrecargas ingleses comunicam estrategicamente aos chineses que os visitantes húngaros são piratas fugidos dos russos, levando o vice-rei de Cantão a exigir de Macau a entrega da tripulação ou a sua expulsão da cidade. O governador aconselha o conde, agora doente e a residir no palácio do primeiro, a fingir-se doente até que os barcos franceses estejam prontos para partir. Benyowsky pede ao governador que se mantenha neutral e resolve o problema com as autoridades chinesas, partindo do enclave em 14 de Janeiro de 1772, viajando até Cantão, onde embarca no Dauphin, e alguma da sua tripulação no Laverdi, deixando a China para chegar a França em Junho, após uma estada atribulada mas pautada pela hospitalidade de Macau. São inúmeras as edições da sua obra em toda a Europa e a figura do viajante inspira ainda diversas obras literárias e musicais, entre as quais romances (Lisa Mühlbach, Graf von Benjowsky: Historicher Roman, 4 vols., Jene, 1865 e L. M. Demin, Katorzhnik Inperatour, Moscovo, 1998), peças de teatro (August Friedrich Ferdinand von Kotzebue, Graf von Benyovsky, Ausburg, 1792, traduzida para inglês, por Benjamim Thompson como The Conspiracy of Count Benyowsky, Londres, 1800), óperas (Alexander Duval, Benjowsky, ou les exiles du Kamchatka, ópera cómica, Paris, 1800) e várias biografias. Bibliografia: Manuscritos do e sobre o conde encontram-se nos seguintes locais: Library of Congress, Manuscript Division, Washington, D.C.; American Philosophical Society (Filadélfia); The British Library: OIR Collections: IOR/G/12/19, ff. 3-6, 9-11; Archives Nationales de France. Section Outre-Mer, Colonies et Marines ; Archives Nationales de France e Archive de l’ Ile Maurice (França); Archives de l’Académie Malagache (Madagáscar). BENYOWSKY, Mauritius Augustus, The Memoirs and Travels of Mauritius Augustus Count de Benyowsky, Magnate of the Kingdoms of Hungary and Poland and one of the Chiefs of the Confederation of Poland, 2 vols., (Londres, 1789); BENYOWSKY, Mauritius Augustus, The Memoirs and Travels of Mauritius Augustus Count de Benyowsky in Siberia, Kamchatka, Japan, the Liukiu Islands and Formosa, trad. William Nicholson, (Londres, 1893); TEIXEIRA, Padre Manuel, O Conde Benyowsky em Macau, (Macau, 1966); PEREIRA, João Feliciano Marques, “A Gruta de Camões: Impressões e Reminiscências”, in Ta- Ssi-Yang-Kuo: Arquivos e Annaes do Extremo Oriente, vols. 3-4, (Macau, 1984); SENA, Tereza, “Some Hungarian Adventurers in Macao, Formosa and China in the Late Eighteenth Century (1771-1772), in Review of Culture, edição inglesa, 2.ª série, n.° 30, (Macau), pp. 79-100.

1834

António Lourenço Barreto faleceu em Macau (S. Lourenço) a 14 de Janeiro de 1834. É da terceira geração da família macaense de apelido 'Barreto' de Macau, nasceu em Bombaim a 22 de Abril de 1778, estabeleceu-se definitivamente em Macau como comerciante. Foi director, com seu irmão Bartolomeu, da 'Casa de Seguros de Macau'. Em remuneração da fidelidade demonstrada por ocasião da restauração de Macau, foi condecorado em 1825 com o grau de cavaleiro da Ordem de Nª Srª da Conceição de Vila Viçosa. Em 1832 foi eleito almotacé da Câmara.

1876

No dia 14 de Janeiro de 1876, é estabelecido um Posto Fiscal Chinês nas proximidades de Macau.

1890

Capitão José Maria Esteves foi Comandante militar e administrador do Concelho das Ilhas entre 14 de Janeiro e 14 de Abril de 1890. Foi substituído pelo Major Rafael das Dores, que, por sua vez, foi substituído pelo Capitão João Baptista Gonçalves em 24 de Outubro do mesmo ano. Tenente João de Sousa Carneiro Canavarro tomou o cargo a 15 de Dezembro de 1890.

1892

No dia 14 de Janeiro de 1892, a Secretaria Geral do Governo faz publicar no Boletim Oficial a tomada de posse (a 1 do mesmo mês e ano) do Delegado, em Macau, do Superintendente da fiscalização de importação e exportação de ópio cru, na pessoa do Imediato do Capitão do Porto, Capitão Tenente da Armada - Wenceslau José de Souza Moraes.

1892

Fernando de Lara Reis foi filantropo e celibatário, filho do médico militar da Redinha (Pombal), Francisco António dos Reis, e de Maria del Carmen de Lara Reis, tendo nascido em Leiria a 28 de Dezembro de 1892. Órfão de mãe pouco depois do nascimento, viu também morrer o seu pai em 1905, quando tinha 13 anos de idade. Frequentou o liceu de Leiria entre 1902 e 1904, ingressando no Colégio Militar, depois da morte do progenitor, onde terminou o curso liceal em 1910. No mesmo ano assentou praça no Regimento de Infantaria n.º 1, matriculou-se na Escola Politécnica de Lisboa e entrou para a Escola do Exército. Com a eclosão do primeiro conflito mundial, em 1915, avançou em comissão voluntária para Angola, de onde regressou no ano seguinte, para, em 1917, partir para França, como ‘observador-aviador’. Acabaria por ficar gravemente ferido num acidente aéreo, findando a carreira militar activa em Abril de 1918. De novo em Lisboa, à procura de um rumo a dar à vida, seriam os velhos conhecimentos de Leiria que o ajudariam a reencontrar-se e a empurrá-lo para um destino definitivo e bem diferente do que conhecera até então. Telo de Azevedo Gomes(), um antigo camarada do liceu de Leiria, tratava do necessário para partir para Macau quando encontrou Lara Reis na Baixa lisboeta, desafiando- o para abalar para o Extremo-Oriente como professor. Com o apoio de conterrâneos bem colocados nos gabinetes ministeriais, chegariam a Macau em Outubro de 1919, tomando posse no Liceu Central para leccionar Desenho, Trabalhos Manuais e Educação Física. A integração na vida social do Território começou cedo. Jovem, afável, tido como um herói da Guerra e da nova era da aviação, Lara Reis revelar-se- -ia muito mais que um vulgar cavalheiro de sociedade, ganhando rapidamente credibilidade e audiência, passando por ele muito da dinâmica social da cidade. Inovador na fotografia, fomentou exposições, récitas, tunas, bailes, passeios, participou na organização da I Grande Feira Industrial de Macau, em 1926, na criação do Aéro-Club, na fundação da Academia de Amadores de Teatro e Música, na instalação da Agência da Liga dos Combatentes da Grande Guerra, e na criação do primeiro Rotary Club de Macau. Globe-trotter infatigável, aproveitou todas as licenças graciosas de seis meses até 1949 para, entre as idas a Portugal, percorrer o mundo. Foi esta compreensão do meio envolvente que fez extravasar o seu trabalho de docente para fora dos muros da escola. As frequentes saídas com as suas turmas para conhecimento da vida prática como complemento do desenvolvimento teórico, tornavam-se numa pedagogia inovadora, assim como os campeonatos inter-escolas e as feiras escolares que promovia, defendendo que as disciplinas que leccionava tinham “o seu lado físico, moral, intelectual e estético…um ensino integral das faculdades do indivíduo”. Nesta frenética actividade, seria a criação da Caixa Escolar para apoio a alunos orfãos (como fora o seu caso) ou carenciados que se tornaria rapidamente a sua grande luta, consumando-a com a aprovação de um projecto seu para o campo do Tap-Seac, em 1925, instalando aí a Caixa com um parque desportivo anexo que subsiste até hoje. Em 1942, com a deflagração da II Guerra Mundial, foi transferido para Goa, tendo aí leccionado no Liceu Afonso de Albuquerque até à dramática primeira acostagem do Colonial a Macau, após a capitulação japonesa, em 1945. A sua última viagem a Portugal com a saúde debilitada, em 1949, foi um permanente sofrimento. Aqui, ainda deixou em testamento a sua casa da Redinha à Junta de Freguesia para aí ser instalada a escola. No regresso a Macau, no final do ano, em premonição da morte, legou a casa da avenida marginal, Sol Poente na forma dita em lápide: “Neste edifício legado pelo rotário Fernando de Lara Reis à Santa Casa da Misericórdia foi instalado por iniciativa do Rotary Club de Macau, o primeiro Centro de Luta Anticancerosa desta cidade no dia 15 de Abril de 1951”. Lara Reis finou-se no dia 14 de Janeiro de 1950, com 57 anos de idade. Da herança que deixou, ficou uma geração de distintos alunos seus, como Luis Gonzaga Gomes, Joaquim Paço d’Arcos, Herculano Estorninho e Henrique de Senna Fernandes, assim como a admiração da comunidade chinesa com quem manteve sempre excelentes relações. Ficou a casa Sol Poente, hoje sede da delegação da Cruz Vermelha, tal como a escola da Redinha, na terra do seu pai. Ficaram as agremiações cívicas e filantrópicas que ajudou a fundar e ficaram 32 volumes manuscritos dos relatos e diários redigidos ao longo de mais de 30 anos, que traçam um retrato minucioso da Macau social da primeira metade do século XX, mas também das suas viagens pelo mundo. Inesgotável manancial para os próximos investigadores da história recente de Macau e para os apreciadores da literatura de viagens, estes manuscritos estão recheados de desenhos e aguarelas originais de Charles Eyck, Noda, Furusawa, Carlos Carneiro, Fausto Sampaio e outros artistas chineses, assim como de inúmeras fotografias. Apesar da perda de grande parte do seu espólio quando da transferência de instalações do Liceu de Macau, nos primeiros anos da década de 1950, um outro médico militar, António Moreira de Figueiredo, trouxe para o Arquivo Distrital de Leiria aqueles 32 volumes e para a Câmara Municipal desta terra natal de Lara Reis três valiosíssimas colecções, uma de carimbos de artistas chineses, outra de medalhística e outra ainda de numismática, com muitas das peças em ouro. Assim foi a última vontade de Fernando de Lara Reis, deixada em testamento. [A.F.S.] Bibliografia: CARDOSO, Orlando, Macau e o Oriente no Espólio de Lara Reis, (Macau, 1998); CARDOSO, Orlando; SOUSA, Acácio Fernando de, “Lara Reis: a Memória no seu Centenário”, in MacaU, n.º 8, (Macau, Dezembro 1992).

1893

No dia 14 de Janeiro de 1893, o Vice-Cônsul de Inglaterra solicitou a autorização para o estabelecimento em Macau de 3 missionários protestantes.

1947

João Jacques de Lima Gracias faleceu na Sé a 14 de Janeiro de 1947. Nasceu a 30 de Agosto de 1879. Foi Director do Semanário independente A Opinião. Em 1912 foi efeito pela primeira vez vereador do Leal Senado, de que foi 6 vezes vice-presidente.

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