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Macau e a Rota da Seda: “Macau nos Mapas Antigos” Série de Conhecimentos (I)
Escravo Negro de Macau que Podia Viver no Fundo da Água
Que tipo de país é a China ? O que disseram os primeiros portugueses aqui chegados sobre a China, 1515

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Trata-se de um significativo conjunto de cerca de seis mil folhas manuscritas, cronologicamente situadas, na sua grande maioria, entre meados do século XVIII e a primeira metade da centúria seguinte. A temática desta documentação diz respeito às relações entre as autoridades portuguesas e chinesas a propósito do território de Macau, versando múltiplos e variados temas, no âmbito dos contactos ofic
No dia 3 de Fevereiro de 1711, José da Cunha D’Eça, Secretário-Geral e Capitão-Mor de Campo, no tempo do Governador e Capitão-Geral Diogo de Pinho Teixeira, escreveu a El-Rei, informando ter sido demitido do cargo de vereador do Senado, que se tinha revoltado contra o Governador, e pedindo a S.M. que ordenasse ao Senado que lhe desse uma satisfação. Esta carta contém informações que permitem verificar que existia uma provisão de S. Majestade ordenando que os vereadores tinham de ter 40 anos de idade e os juizes 35.
CHACIM, D. FREI FRANCISCO DE NOSSA SENHORA DA LUZ (1767-1828). Nasceu a 15 de Setembro de 1767 e morreu em Macau a 31 de Janeiro de 1828. Professou a Regra de São Francisco na Província da Arrábida. Foi eleito Bispo de Macau a 26 de Março de 1804, tendo assumido o governo da diocese no ano seguinte. Serviu de presidente do conselho do governo de Macau de 1823 a 1825 e de 1827 até ao seu falecimento. Durante o seu governo, nos anos de 1813 e 1815, houve romaria ao primeiro sepulcro de São Francisco Xavier, na ilha de Sanchoão (Shangchuan 上川). Tem lápide sepulcral na Sé, onde foi sepultado no dia 3 de Fevereiro de 1828, com os dizeres que o Padre Manuel Teixeira traduziu do latim para português: “Aqui jaz sepultado em paz. A alma agradecida do Cabido consagrou esta lápide ao senhor Dom Frei Francisco da Luz Chacim, Bispo de Macau, mestre emérito da Sagrada Teologia, de eminente piedade, fé, beneficência e generosidade. Nasceu aos 15 de Setembro de 1767 e faleceu aos 31 de Janeiro de 1828, no 22.º ano e 4.º mês do seu episcopado”. Como se pode deduzir da sua vida e das pastorais e cir¬culares, o Bispo Francisco Chacim, na palavra do his¬toriador de Macau Padre Manuel Teixeira, é “homem de uma só fé, de antes quebrar que torcer”. “É bem o tipo do sic volo, sic jubeo”. “Foi homem que os tempos requeriam”. “O liberalismo revolucionário achou nele um adversário irredutível”. Bibliografia: TEIXEIRA, Padre Manuel, Macau e a sua Diocese, vol. II, (Macau, 1940).
Conselheiro Francisco António Gonçalves Cardoso foi Governador de Macau desde 6 de Julho de 1850, altura em que recebeu o poder das mãos do Conselho de Governo, que substituira o Governador Pedro Alexandrino da Cunha, entretanto falecido, a 3 de Fevereiro de 1851. Poucos elementos há sobre este Governador. Sabe-se, apenas, que mandou ocupar a Taipa Quebrada, em 1851.
No dia 24 de Janeiro de 1851, chegou o Governador Conselheiro Capitão de Mar-e-Guerra, Francisco António Gonçalves Cardoso, nomeado, por Decreto de 17 de Outubro de 1850, para suceder ao Conselheiro Capitão de Mar-e-Guerra Pedro Alexandrino da Cunha, que falecera em Macau. O novo Governador veio de Hong Kong, onde se hospedara em casa de Eduardo Pereira, a bordo da corveta D. João I. O desembarque efectuou-se no dia 26, ao meio-dia, no cais chamado do Governador. Após a recepção no Palácio do Governo, o novo Governador ouviu Missa na Capela do Palácio. À noite, às 7.00 horas, realizou-se um jantar com a assistência dos membros do Conselho do Governo e da Câmara Municipal, Cônsules, Comandantes das Corvetas e Fortalezas, autoridades e vários empregados públicos. Foi investido na posse do Governo desta Colónia em 3 de Fevereiro de 1851, pelas cinco horas da tarde, na porta principal da Fortaleza de S. Paulo do Monte, entregando-lhe o Conselho do Governo a chave da dita Fortaleza e o bastão e com eles a posse do Governo desta cidade com todas as artilharias e armas, apetrechos e munições de todas as fortalezas da guarnição. Depois da posse, o Governador dirigiu-se à Igreja da Sé, onde depositou o bastão aos pés da Nossa Senhora da Conceição e onde se cantou um solene Te-Deum, seguido de recepção no Palácio do Governo. No dia 3 de Fevereiro, toma posse Francisco António Gonçalves Cardoso como Governador de Macau. Recebe o poder das mãos do Bispo D. Jerónimo da Mata. Teve que reequilibrar as finanças antes de organizar de novo a rede económica entre Macau e o Sul da China. O Vice-Rei Xu Guangjing viria a reconhecer os cônsules portugueses nomeados para Cantão e Xangai, numa óptica que o Governador perseguia desde que chegou. Procurou atrair a Macau os grandes negociantes chineses. Para surpresa de Macau, o Reino (em plena política regeneradora) exonerou o Governador em 18 de Novembro do mesmo ano em que tomou posse. (V. Governadores de Macau, pp. 227 a 230).
No dia 3 de Fevereiro de 1928, o Bispo da Diocese de Macau fez visita pastoral às Missões de Reungh-shan e dos Estreitos. (Arquivo Histórico de Macau – F.A.C., P. n.° 492-S-V). •É nomeado nesta data o Reverendo Dr. António José Gomes para o cargo de Governador do Bispado de Macau. (Arquivo Histórico de Macau – F.A.C., P. n.° 314 – S-N).
O Consulado do Japão em Macau começou a funcionar no dia 1 de Outubro de 1940. O primeiro cônsul foi Yasumitsu Fukui, natural da aldeia Kambaya de lkaruga de Kyoto, nascido em 1902. Em 1920, concluiu os seus estudos secundários e, em Setembro, foi admitido numa escola de chinês, sob a tutela do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão, que formava diplomatas para trabalhar na China, donde saíu em Junho de 1923 e foi mandado para Pequim, para continuar com os seus estudos. Em Abril de 1926, foi promovido a secretário do Ministério dos Negócios Estrangeiros e mandado em missão à China, com a patente militar de cabo do exército. Em Novembro de 1926, foi destacado para o vice-consulado de Xinmin 新民, subordinado ao Consulado de Fengtian 奉天. Em Fevereiro de 1927, foi promovido a tenente da infantaria. Em Abril do mesmo ano, foi promovido à 8.ª categoria da carreira. A partir do dia 1 de Agosto de 1943, Yasumitsu Fukui assumiu as funções de vice-cônsul no Consulado do Japão, em Macau. Segundo o Padre Manuel Teixeira, Yasumitsu Fukui era 'fino diplomata, era inteligente e tinha bom coração'. No dia 2 de Fevereiro de 1945, o governador de Macau, Maurício Teixeira informou telegraficamente Lisboa de que Yasumitsu Fukui fora objecto de um atentado, tendo morrido no dia seguinte. Pela posição japonesa em não ter insistido na investigação deste assassínio, que abalou Macau, pode-se afirmar que o acto terá sido preparado pelo rival de Yasumitsu Fukui, o coronel Sawa, chefe dos serviços secretos militares japoneses, em Macau, pois, caso tivesse sido pela mão dos agentes dos nacionalistas chineses, as autoridades japonesas nunca deixariam de investigar o caso. [J.G.P.] Bibliografia: Arquivo Histórico-Diplomático do MNE de Portugal, Arquivo Consulado de Cantão, M 116; BRAGA, Isabel Maria Peixoto, Macau Durante a II Guerra Mundial: Sociedade, Educação Física e Desporto, tese de mestrado, (Macau, 1999); CHAN Sek Hou, Macau durante a Guerra Anti-japonesa (1937-1947) , tese de mestrado; Deng Kaisong, História de Macau (1840-1949) , (Macau, 1995); DENG Kaisong et alii, As Relações entre Guangdong, Hong Kong e Macau na Era Modema, (Guangdong, 1996); DENG Kaisong, HUANG Hongzao; WUZhiliang; LU Xiaoming, Nova História de Macau, (Sijiazhuang, 2000); DENG Kaisong; WU Zhiliang; LU Xiaoming, História das Relações entre Guangdong e Macau, (Pequim, 2000); FANG Jianchang, ''As Actividades Japonesas em Macau após a Eclosão da Guerra do Pacífico, de acordo com o Arquivo do Consulado do Japão em Macau', in Literatura e História de Guangdong, n.o 4, (1998); FEl Chengkang, Macao 400 Years, (Xangai, 1996); HUANG Qichen, História Geral de Macau, (Guangdong, 1999); FERNANDES, Moisés Silva, Sinopse de Macau nas Relações Luso-Chinesas 1945-1995, (Lisboa, 2000); GINOZA, Shinji, 'As Relações entre Macau e o Japão duranre a Guerra do Pacífico- Uma Abordagem Preliminar da não Ocupação de Macau pelas Tropas Japonesas', in Boletim de Estudos de Macau, n. o 5; JIN Guo Ping; WU Zhiliang, Jinghai Piaomiao [Histórias de Macau - Ficção e Realidade], (Macau, 200l); OU Chu, 'Algumas Coisas da Luta Anti-japonesa na Terra Natal do Dr. Sun Yat-Sen', in Os Tempos da China, n. o 11, (Pequim, 1995); TAM,Camões C.K., Disputes Concerning Macau´s Sovereignity between China and Portugal (1553-1993), (Taipei, 1994); TEIXEIRA, Padre Manuel, 'Macau duranre a Segunda Guerra Mundial', in Boletim do lnstituto Luís de Camões, vol. 15, n. os 1-2, (1981); Torre do Tombo, Arquivo Salazar, Aos COUE 10 A PT 4; WUZhiliang, Segredos de Sobrevivência: O Sistema Político e o Desenvolvimento Político de Macau, (Macau, 1999).
BELO, D. CARLOS FILIPE XIMENES (1948- ). Nascido na pequena aldeia de Walakama, perto de Vemasse, a 3 de Fevereiro de 1948, quinto filho de um professor primário, Domingos Vaz Filipe, e de Ermelinda Baptista Filipe, D. Carlos Filipe Ximenes Belo assistiria ao falecimento do seu pai com apenas dois anos. Seguiu o itinerário educativo das escolas católicas de Baucau e Ossu, graduando-se mais tarde, em 1960, no colégio de Dare. Depois de demorada formação sacerdotal salesiana em Macau e Portugal, D. Ximenes Belo viria a ordenar-se sacerdote a 26 de Julho de 1980. Regressa a Timor um ano mais tarde, em Julho de 1981, tornando-se professor e mesmo, durante um curto período, director do colégio salesiano de Fatumaca. Depois da resignação de Monsenhor Martinho da Costa Lopes, em 1983, acabaria D. Ximenes Belo, a 21 de Março de 1988, por ser apontado administrador apostólico de Díli e bispo titular de Lorium, recebendo o título episcopal a 19 de Junho desse mesmo ano. Imediatamente, em 1989, o novo administrador apostólico da capital de Timor Leste escreve ao então secretário-geral das Nações Unidas, Javier Perez de Cuellar, denunciando a situação humana do território e a repressão difícil da ocupação militar e política indonésia. Em 1989, coube a D. Ximenes Belo acolher a visita de João Paulo II, oficialmente o responsável pela diocese de Díli, mobilizando intensamente a população de maioria católica do território. A partir daqui, a biografia de D. Carlos Filipe Ximenes Belo torna-se progressivamente mais conhecida, destacando-se o modo intransigente como defende os direitos humanos do povo timorense. Para tanto, denuncia a violenta ocupação indonésia e pugna pelos valores culturais e nacionais da parte oriental da ilha de Timor, antiga colónia portuguesa. Apesar das enormes dificuldades, muitas incompreensões e frequentes calúnias, D. Ximenes Belo não vacilou nesse caminho de defesa do direito à auto-determinação do povo timorense, concorrendo para ampliar uma resistência cívica, moral e cultural, que haveria de ganhar definitivamente eco internacional quando o bispo foi laureado com o Prémio Nobel da Paz de 1996. Abriam-se, assim, três vertiginosos anos de luta pela auto-determinação, que se concluiriam com o referendo ganho claramente pela via da independência. A violência subsequente encontraria, também, em D. Ximenes Belo, um dos mais relevantes protagonistas da defesa da identidade nacional e dos direitos do povo timorense. Mais recentemente, a 26 de Novembro de 2002, o bispo de Díli viria a resignar da sua administração apostólica, ganhando algum descanso para novas etapas vivenciais que o levam a cruzar a actividade cultural, a reflexão e também o aconselhamento das novas autoridades políticas timorenses, finalmente, eleitas democraticamente pela vontade popular expressa através do sufrágio directo universal. Até aqui, sumariam-se eventos e temas que se poderiam facilmente visitar em qualquer enciclopédia geral minimamente preocupada com o mundo actual ou com as figuras mais proeminentes do catolicismo contemporâneo. Menos conhecida é a estada de D. Ximenes Belo, entre 1975 e 1976, em Macau, para estudar no colégio salesiano de Dom Bosco, precisamente durante o período em que se concretiza a violenta ocupação militar indonésia de Timor Leste, que ecoa também, entre resistências e solidariedades, no território macaense. A passagem do bispo de Díli por Macau reveste-se de um duplo significado: recorda as ligações históricas e religiosas continuadas entre Macau e Timor e relembra, igualmente, a presença em Macau de uma comunidade timorense que sempre encontrou no território um especial apoio para a sua formação sacerdotal e intelectual. Deste modo, o itinerário macaense de D. Ximenes Belo representa um ponto de chegada da história da instalação dos salesianos em Macau, desde 1906, comunicando também com a sua vocação missionária em território timorense. A obra educativa salesiana seria marcada, sobretudo, pela inauguração, na década de 1950, do Colégio de Dom Bosco, abraçando filhos e descendentes de portugueses e concretizando um projecto de formação em língua portuguesa dirigido a muitos jovens que viriam a preencher as administrações, ofícios e igrejas coloniais no mundo asiático, de Macau a Timor. Bibliografia: CARMO, António, A Igreja Católica na China e em Macau no Contexto do Sudeste Asiático. Que Futuro?, (Macau, 1997); KOHEN, Arnold S., From the Place of the Dead: The Epic Struggles of Bishop Belo of East Timor, (Inglaterra, 1999).
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