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Trata-se de um significativo conjunto de cerca de seis mil folhas manuscritas, cronologicamente situadas, na sua grande maioria, entre meados do século XVIII e a primeira metade da centúria seguinte. A temática desta documentação diz respeito às relações entre as autoridades portuguesas e chinesas a propósito do território de Macau, versando múltiplos e variados temas, no âmbito dos contactos ofic
Alexandre Valignano foi doutor em direito, jesuíta e visitador do Oriente. Nasceu de linhagem nobre (filho de João Baptista Valignano e de Isabel de Sangro), a 7 de Fevereiro de 1539, na cidade de Chieti. Da sua infância pouco se sabe. Em Fevereiro de 1557, doutorouse em direito civil pela Universidade de Pádua. Em Maio, recebeu a tonsura clerical e obteve, sucessivamente, um benefício na abadia de San Stefano del Casale, um canonicato na catedral de Chieti (a que logo renunciou) e o título de abade de Santo António. Em 1561, voltou para a Universidade de Pádua. A sua vida viria a ficar marcada quando, às duas horas da madrugada do dia 28 de Novembro de 1562, feriu, com uma cutilada, o rosto de uma mulher chamada Francisquinha Trona. Alexandre foi preso, mas a sentença atrasou-se até 18 de Março de 1564. O juiz Marco António Giustiniano desterrou-o da Senhoria de Veneza durante quatro anos. Apesar disso, Francisco de Borja admitiu-o na Companhia de Jesus, a 29 de Maio de 1566. Ao cabo de apenas um ano de noviciado, iniciou os seus estudos no Colégio Romano. Foi seu condiscípulo Cláudio Aquaviva, futuro geral da ordem, com quem manteve sempre grande amizade. Sendo ainda estudante, substituiu o mestre de noviços, Fábio de Fabris, que se encontrava doente. Entre os seus noviços, contavam-se o espanhol Pedro Ramón, o italiano Matteo Ricci e outros futuros colaboradores seus na Índia, Japão e China. Ordenou-se sacerdote em São João de Latrão, a 25 de Março de 1570. Em 1572, o novo geral, Everardo Mercuriano, fê-lo visitador da Índia, encarregando-o em particular da missão japonesa. Valignano deixou Roma a 20 de Setembro de 1573 e a 10 de Novembro chegou a Alicante com sete jesuítas italianos. No seu percurso pela Península Ibérica, obteve, dos superiores, um grupo de jesuítas espanhóis para o Oriente. Em Almeirim, discutiu a sua missão com o provincial de Portugal, Jorge Serrão, e os seus consultores, desgostosos por ele só levar oito portugueses e sete italianos, contra os 26 espanhóis do grupo. A 1 de Janeiro de 1574, o rei D. Sebastião recebeu- o no palácio de Almeirim e não levantou qualquer objecção à nacionalidade dos missionários. A 6 de Setembro, os 42 jesuítas chegaram a Goa. Para a sua primeira visita à Índia, Valignano programou dois anos e meio, que alargou para três (Setembro de 1574 a Setembro de 1577), por se ter contagiado aquando de uma epidemia que vitimou oito jesuítas do Colégio de São Paulo. Visitou todos os jesuítas por duas vezes nas suas missões e verificou o trabalho docente que era levado a cabo por eles nas escolas. A 26 de Dezembro de 1578, convocou a Congregação Provincial para estudar as Constituições da ordem. O visitador agradeceu o árduo trabalho que os jesuítas edificavam no meio de dificuldades económicas, sendo guiados, desde 1559, com tacto e eficiência, pelo provincial António de Quadros, um dos 58 que “en estos cuatro años han muerto de los nuestros en la India” [conforme documento da época]. Antes de zarpar de Goa para o Japão, Valignano havia destinado 26 jesuítas a essa missão. As naus saíram a 20 de Setembro de 1577 e chegaram a Malaca a 19 de Outubro. A 6 de Setembro do ano seguinte, Valignano desembarcou em Macau. Preocupado com as finanças da missão japonesa, obteve das autoridades lusas que Macau ratificasse a concessão de uma parte mínima (50 picos) nas transacções oficiais do comércio da seda, iniciadas em 1555 por Luís de Almeida e aprovadas por Roma. Para principiar a missão da China, pediu ajuda a Rui Vicente, provincial da Índia, e este enviou Michele Ruggieri. Sem esperar que Ruggieri chegasse, Valignano foi para o Japão na nau de Lionel de Brito e aportou em Kuchinotsu a 25 de Julho de 1579, juntamente com Lourenço Mexia, o irmão Olivério Toscanello e outros missionários. O Japão central estava já sob o domínio de Oda Nobunaga mas, em Kyushu, havia guerra civil. Valignano mandou pôr a salvo a fazenda da missão e os ornamentos do culto e, por indicação sua, Gaspar Coelho encorajou os cristãos a fortificarem a cidade de Nagasáqui, assediada pelo tono de Fukahori, aliado de Ryuzuji de Saga. Em Janeiro de 1580, convenceu Lionel de Brito a ajudar o dáimio Ariuma Harunobu com mantimentos, armas, salitre e chumbo e, como Valignano comentou anos mais tarde, todos os jesuítas o aprovaram. Harunobu correspondeu com a cedência de um terreno para edificar o Seminário de Arima, que foi inaugurado entre 3 de Abril e 24 de Junho. A 7 de Junho de 1580, Valignano confirmou, com o dáimio cristão Bartolomeu de Omura e o seu filho Sancho, a cessão de parte dos direitos de ancoragem do porto de Nagasáqui para usufruto provisional, benefício que, desde 1569, Cosme de Torres havia obtido do mesmo dáimio. A 5 de Outubro de 1580, reuniu os consultores em Usuki. Concordou-se em eliminar as diferenças de tratamento de que padeciam os irmãos japoneses e em reforçar a adaptação aos modos do Japão, descuidadas pelo superior Cabral, presente durante a consulta. Valignano decidiu transferir o colégio, ou melhor dizendo a escola de línguas, de Usuki para Funai, e o noviciado de Funai para Usuki. A 8 de Março de 1581, Valignano foi para a capital Miyako e alojou-se no Seminário de Azuchi, levantado por Organtino Soldo nas margens do lago Biwa, num solar concedido por Oda Nobunaga, a 22 de Maio do ano anterior. A 29 de Março de 1581, Valignano foi recebido com grande deferência por Oda Nobunaga em Quioto e na fortaleza de Azuchi. Depois de visitar várias cristandades, entre as quais Takatsuki e Azuchi, Valignano convocou, para Julho, a Consulta de Azuchi, continuação da de Usuki, “importándole mucho el asesoramiento que le facilitó el P. Organtino” (como ele próprio escreveu). A 3 de Outubro, chegaram a Bungo, onde Valignano falou com o dáimio D. Francisco acerca do seu regresso à Europa, pois pretendia avistar-se com o rei de Espanha e Portugal, o geral jesuíta e, sobretudo, o Papa. Tomo aplaudiu a ideia de enviar alguns jovens como delegados dos dáimios de Bungo, Arima e Omura, mas os consultores objectaram. Apesar de tudo, Valignano manteve a sua decisão. Por acréscimo, comunicou-lhes oficialmente que a missão do Japão havia passado a ser vice-província independente. Valignano, os seus acompanhantes jesuítas e os quatro delegados saíram de Nagasáqui a 20 de Fevereiro de 1582 e chegaram a Macau a 9 de Março. Nesta segunda estadia em Macau, Valignano aprovou a imersão de Michele Ruggieri na cultura chinesa e fundou uma congregação piedosa para chineses, japoneses e outros orientais. Informado das condições do império, enviou Ruggieri e Francisco Pasio para a cidade de Zhaoqing 肇慶. Valignano e os seus companheiros deixaram Macau a 31 de Dezembro de 1582 e chegaram a Cochim a 7 de Abril de 1583, com ideias de continuarem até Roma. Porém, em Junho, chegoulhe uma carta do geral Aquaviva, nomeando-o provincial da Índia. Em Outubro de 1583, iniciou as suas novas funções e, em seguida, organizou o primeiro sínodo dos chamados Cristãos de São Tomé, a fim de conseguir a sua união com Roma. A 10 de Novembro, convocou, em Goa, a 2a. Congregação Provincial da Índia, finda a qual percorreu a província pela terceira vez. Em 1585, o geral Aquaviva reinstituiu-o como visitador da Índia Oriental, mas deixou ao seu critério a data de entrada no cargo. A 13 de Janeiro de 1586, Valignano colocou a primeira pedra da casa professa de Goa, no centro da cidade. A 27 de Setembro, recebeu, em Goa, 14 jesuítas que vinham da Europa, um deles Pedro Martins, futuro bispo do Japão, juntamente com os jovens delegados japoneses. As credenciais de Roma, nomeando Pedro Martins provincial, chegaram a 13 de Setembro de 1587, tendo então Valignano reassumido o seu cargo de visitador e anunciado, para 1588, a 3a. Congregação Provincial da Índia, a que presidiria o novo provincial, depois de o visitador ter partido. Os padres congregados, descontentes com Valignano, pediram ao geral a sua destituição como visitador. Ao que parece, Aquaviva entendeu as razões da Congregação (por exemplo, o seu desprezo pelos nativos, que o impedia de os admitir na Companhia de Jesus), mas não tomou qualquer decisão. Valignano zarpou de Goa a 22 de Abril de 1588 e chegou a Macau a 20 de Julho. Aqui, souberam que Toyotomi Hideyoshi, sucessor de Oda Nobunaga, havia terminado a unificação nacional e que a Igreja vivia momentos dramáticos, pois Hideyoshi havia decretado a expulsão dos jesuítas, a 25 de Julho de 1587, e confiscado o porto de Nagasáqui. O colégio de Funai, o noviciado de Usuki e centenas de igrejas e oratórios haviam sido destruídos. O absurdo decreto não foi posto em execução, mas converteu os jesuítas em emigrantes ilegais, acolhidos apenas por alguns dáimios benévolos. Valignano esperou em Macau, até Junho de 1590, para entrar no Japão como embaixador do vice-rei da Índia, com imunidade diplomática para o seu séquito: doze padres, quatro irmãos e os jovens delegados, agora homens de 22 anos. Chegaram a Nagasáqui a 21 de Julho de 1590. Em pleno Agosto, Valignano reuniu a Consulta em Katsusa para estudar a forma de encarar, o melhor possível, as circunstâncias adversas. Por volta de finais de Novembro, Valignano foi como embaixador à corte, mas a audiência atrasou-se até 3 de Março de 1591. Hideyoshi recusou-se a revogar o decreto de expulsão, mas autorizou verbalmente que dez jesuítas ficassem em Nagasáqui, em favor dos mercadores portugueses. Valignano deixou a capital em Abril de 1591. De 3 a 14 de Fevereiro de 1592, reuniu a Congregação Provincial, depois da qual redigiu várias normas sobre o governo da vice-província. O trabalho deve ter sido esgotante, pois Francisco Pasio notificou Aquaviva de que o visitador havia “padecido dos nervos”. A sua segunda estadia no Japão acabou a 9 de Outubro de 1592, pois a sua condição de diplomata obrigava-o a apresentar-se perante o vice-rei da Índia. Chegou a Goa, a 4 de Março de 1595, no meio de um ambiente pouco agradável, devido à resistência dos jesuítas da 2a. Congregação Provincial, de modo que, a 24 de Setembro, Valignano renunciou, motu proprio, ao seu cargo de visitador, perante Francisco Cabral, a quem ele próprio havia eleito provincial. A 21 de Outubro de 1595, Cabral e os seus consultores publicaram a destituição de Valignano como visitador da Índia, mas não da China e do Japão. Valignano esteve, durante ano e meio, nesta violenta situação até que, cerca de finais de Abril de 1597, embarcou em Cochim para o Japão, dizendo o seu último adeus à Índia. No percurso, permaneceu em Macau durante mais um ano e, a 5 de Agosto de 1598, um mês e 11 dias antes da morte do ditador Hideyoshi, chegou a Nagasáqui com outros quatro jesuítas, acompanhando o bispo Luís Cer queira, sucessor de Pedro Martins. Valignano viveu de perto a luta pelo poder do regime de Tokugawa Ieyasu, facto que o motivou a dar novas directrizes para a missão. Em 1601, escreveu, em Katsusa, o Libro Primero del Principio y Progreso de la Religion Ccristiana en Japón e, a 8 de Agosto de 1602, convocou outra vez os consultores para determinar o envio de um procurador a Roma. Estes seriam ainda convocados, pela última vez, em Janeiro de 1603, a fim de se pronunciarem sobre os prós e contras de se transformar a vice-província do Japão em Província da China e do Japão. A 15 de Janeiro, Valignano empreendeu a sua última viagem de 27 dias para Macau. O religioso tinha então 31 anos como visitador e, em Abril de 1604, escreveu a Aquaviva, pedindo-lhe que o libertasse, porque as suas forças estavam em declínio. Devido a um forte ataque de uremia, a vida de Alexandre Valignano extinguiu-se em Macau, a 20 de Janeiro de 1606, pouco antes de este alcançar os 67 anos. Sepultaram-no em Macau, na nave principal da igreja da Madre de Deus, hoje em ruínas. A memória de Valignano ficou marcada por sinais desiguais na Índia e no Japão. Embora existam exageros de sobra, é de justiça reconhecer os méritos de Valignano, apesar dos seus evidentes defeitos. A sua estatura humana brilha mais nos claros-escuros de um juízo objectivo e, para alguns escritores de hoje, Valignano é a figura mais relevante do Oriente cristão depois de Francisco Xavier, embora se lhe atribuam méritos falsos e outros que pertenceram aos seus predecessores. Com argumentos contestáveis, disse-se que “su llegada a Goa (Setembro de 1574) con un contingente de jesuitas fue la salvación para aquella provincia”. Chamase- lhe, inclusivamente, “fundador de la Iglesia de Japón”, “pionero de adaptación”, etc. No entanto, estas ponderações exageradas carecem de alguns retoques, pois a História Cristã do Oriente é tão rica em personalidades de primeira categoria, anteriores e posteriores a Valignano que, nem sequer quando se trata de Xavier, podem valer as afirmações absolutas. [J.R.M.] Bibliografia: SCHÜTTE, Josef F., Valignano’s Mission Principles for Japan, 2 vols., 1980-1985); VALIGNANO, Alessandro, Historia del principio y progresso de la Compaflía de Jesús en las Indias Orientales, (Roma, 1944).
No dia 7 de Fevereiro de 1707, carta de Mons. Tournon aos chineses conversos, proibindo-lhes o culto dos antepassados e a observância de Confúcio, em nome do Santo Ofício. À semelhança dos Ritos Malabares, são também proibidos os Ritos Chineses (cfr. Silva, Beatriz Basto da. Cronologia da História de Macau. Macau, Livros do Oriente, vol. I, 3.ª ed., 2015, 1703). A situação, porém, continuará a arrastar-se.
No dia 7 de Fevereiro de 1751, chegou carta de Lisboa do Bispo de Macau D. Fr. Hilário de St.ª Rosa, dizendo que ainda não tinha conseguido audiência do Rei, para lhe pedir, em nome da cidade, o envio dum embaixador à China e expor a situação precária em que se encontrava Macau, solicitando ao mesmo tempo a remessa duma letra para as suas despesas.
No dia 7 de Fevereiro de 1915, o jornal O Progresso, desta data, publica o seguinte convite: “O Governador da Província de Macau e D. Berta de Castro e Maia têm a honra de convidar as pessoas das suas relações a visitar hoje, pelas 16 horas, no palácio do Governo, a exposição de preciosidades chinesas da colecção do Exmo. Sr. Dr. Camilo de Almeida Pessanha”. Camilo proferiu então uma conferência sobre Estética Chinesa. É Camilo Pessanha quem organiza pessoalmente a exposição, escolhendo cento e vinte e cinco peças, cem delas classificadas no respectivo catálogo. Esta colecção seleccionada é oferecida ao Estado Português, seguindo-se uma outra, de sessenta peças, doada por documento de 1926, ano da sua morte, ao Museu Machado de Castro, de Coimbra, terra natal do Poeta. Ambas as doações se encontram hoje nesse Museu, depois de várias vicissitudes e com seis peças em falta.
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