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1601

No dia 27 de Setembro de 1601, aparece no horizonte litoral de Macau, pela primeira vez, o poder da armada holandesa: dois navios comandados pelo almirante J. Van Neck. Confrontos e novas aproximações, cada vez mais explícitas, mais poderosas, em 1603, 1604, 1607, além de ataques cerrados à navegação portuguesa nas águas que tinha de sulcar em negócio. (Cfr. Peter Mundy, The Trade of Peter Mundy in Europe and Asia 1608-1667, Cambridge, Hakluyt Society, 1907-1936, vol. III, parte II). O avistamento de navios holandeses, não necessariamente armados, já é referenciado em 1599, mas agora apresentam-se agressivos: Concretamente, trata-se das naus holandesas Amsterdam e Gouda e de um patachinho da esquadra do Almirante Jacob Van Neck. Era Capitão-Mor de Macau D. Paulo de Portugal. Traziam os holandeses 700 homens dos quais enviaram 7 a terra, num barco, sendo imediatamente capturados, assim como quatro peças de artilharia e outro material bélico. (Cfr. Pires, S. J. Padre Benjamim Videira. Taprobana e mais além … Presenças de Portugal na Ásia. Instituto Cultural de Macau. Macau, 1995, p.233). No dia seguinte, mandaram os holandeses o patacho, que foi logo tomado com os seus 9 homens. D. Paulo pretendeu sair em perseguição das naus holandesas com seis navios de remo que armara, mas os navios holandeses fugiram, deixando os seus compatriotas, que foram supliciados e convertidos à fé católica. Dezassete prisioneiros foram executados. (Cfr. mesmo assunto, in: Beatriz Basto da Silva, Cronologia da História de Macau. Macau, Livros do Oriente, vol. I, 3.ª ed., 2015. 1603, Julho, 30).

1634

No dia 3 de Outubro de 1634, com o consentimento do povo foi resolvido tirar, sob penhores, do depósito dos castelhanos de Manila, a quantia de 7000 pardaus, para resgatar os cativos que se encontrassem em poder dos piratas chineses.

1719

Por resolução do Senado a 3 de Outubro de 1719, ordena-se ao Procurador Manuel Leite Pereira que entregue, ao comerciante Pais, 287 taeis para ele levar ao Rei do Sião para a cabal satisfação do que este Senado lhe deve. A quantia é remetida nessa mesma monção, (Cfr. Silva, Beatriz Basto da. Cronologia da História de Macau. Macau, Livros do Oriente, vol. I, 3.ª ed., 2015, 1719, Dezembro, 26).

1773

No dia 31 de Janeiro de 1773, faleceu Simão Vicente Rosa. Nasceu em Tancos cerca de 1718. Chegou a Macau, a 3 de Outubro de 1738, a chamado de seu tio Manuel Vicente Rosa. Mal desembarcou, seu tio aprazou-lhe casamento com Maria de Araújo Barros. Herdou a grande fortuna de seu tio e foi também proprietário da Ilha Verde que anteriormente pertencera aos Jesuítas e que passou para as suas mãos como forma de pagamento da quantia 6.174 táeis, que a Companhia de Jesus lhe estava devendo à data da chegada a Macau do decreto da expulsão. Foi procurador do Senado nos anos de 1745, 1759, 1761, 1764 e 1771. Faleceu Simão Vicente Rosa a 31 de Janeiro de 1773, legando a Ilha Verde (na sua posse desde 1765) a sua filha, Ana de Araújo Rosa; quando esta faleceu, a ilha foi vendida em leilão e arrematada por 501 taeis, em 1 de Setembro de 1813, por Manuel Homem de Carvalho e Bernardo Gomes de Lemos. Finalmente, a 15 de Março de 1820, foi comprada por 2 000 patacas pelo Pe. Nicolau Rodrigues Pereira de Borja, Superior do Seminário de S. José.

1841

No dia 3 de Outubro de 1841, faleceu no Seminário de S. José o ilustre sinólogo Pe. Joaquim Afonso Gonçalves, da extinta Congregação da Missão, ou de S. Vicente de Paulo, autor de várias obras destinadas à aprendizagem da língua chinesa. Foi membro da Real Sociedade Asiática de Calcutá. Eleito sócio correspondente da Academia Real das Ciências de Lisboa, em 18 de Novembro de 1840, não chegou a receber o diploma, nem o de Cavaleiro da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, cuja mercê lhe fora decretada ao mesmo tempo.

1843

No dia 3 de Outubro de 1843, iniciou o Governo de José Gregório Pegado, durante o qual se iniciou a ocupação da Ilha da Taipa, depois de uma memorável visita de cortesia ao Vice-rei Ki-Yin, alto comissário de Cantão, que prometeu “fechar os olhos” ao nosso estabelecimento na mencionada Ilha. Na Taipa Pequena mandou depois Ferreira do Amaral fazer um pequeno forte (terminado em Setembro de 1847). Em 20 de Agosto de 1851 o Governador Francisco António Gonçalves Cardoso procedeu à ocupação da Taipa Grande. Só mais tarde as duas Taipas (outrora três) se uniram geograficamente. Pegado faleceu em Aden, no seu regresso a Portugal em 1846, tendo embarcado em Macau, em 28 de Maio desse ano.

1846

No dia 3 de Outubro de 1836, o Procurador Manuel Pereira propôs ao Governador João Maria Ferreira do Amaral: Os “faitiões” (embarcações chinesas de passagem e carga) deveriam ser registados e pagar 1 pataca/mês à Fazenda Pública. O Governador, em sessão do Senado, aprovou. Os faitiões que se recusassem seriam retidos. Os chinas dos faitiões começaram reuniões no Pagode Novo (zona reconquistada ao mar em frente da Ilha Verde, que se vê em mapas chineses). Aliam-se aos principais do Bazar (uma espécie de gente do mar mais a gente de terra daquela zona) contando com o apoio dos Mandarins; assim se criou o espírito de revolta. Os chinas vingavam-se do serviço das alfândegas. A tropa armou-se. De 7 para 8 de Outubro havia 36 faitiões “abicados” para Macau. De manhã desembarcaram muitos “lanchões” armados e com 3 peças de artilharia. A eles se juntaram os chinas de terra. Resultado: Confronto de mais de 1500 chinas com os portugueses que apareciam à frente. As nossas forças organizaram-se com ajuda de uma peça da alfândega e outra da Fortaleza do Monte, soldados e cidadãos, e os invasores recuaram, abandonando as peças e muito armamento. Quando os lanchões embarcaram, os faitiões foram atacados no mar por embarcações nossas: uns foram tomados, outros foram a pique, 8 ficaram encalhados. Briosas provas de união por parte dos macaenses. Os chinas fecharam todas as lojas do bazar, em conluio, única arma que lhes restou, e poderosa, para romper a nossa resistência, como era habitual. Mas desta vez Amaral avisou por Edital que arrasaria o Bazar com a artilharia do Monte se não abrissem dentro de 24 horas e todas as lojas estavam abertas na manhã de 9! A 10 estavam, com a comitiva, 2 Mandarins à porta da cidade. O Governador mandou-os dispensar a comitiva armada. A 11 apareceram de novo, sem comitiva: era só para “certificarem ao Governador os seus sentimentos de amizade”! A 9 tínhamos também fundeada na Rada a fragata a vapor Vulture, comandada pelo capitão de Mar-e-Guerra Dousal, posta à disposição do Governador pelo seu congénere de Hong Kong. A fragata regressou, sem ter necessidade de intervir, a 12. V. Leonel Barros, Jornal Tribuna de Macau de 30 de Janeiro de 1993, sobre o mesmo assunto.

1875

No dia 3 de Outubro de 1876, o Ofício do Governador de Macau ao Vice-Rei dos dois Kuangs, mostra a conveniência de que o Vice-Rei ordene aos seus subordinados e embarcações chinesas de guerra e de fiscalização que vierem a Macau a observância rigorosa do Regulamento do Porto da cidade. A fim de evitar que possam alegar ignorância do Regulamento do Porto de Macau, mandou-se distribuir uma cópia a todas as embarcações que entrassem.

1924

O vapor Taishan, construído em 1913, mas já em 2ª mão com o nome de Ninshin, foi assaltado junto da costa de Wengchau pelos piratas no dia 3 de Outubro de 1924, ao que se julga comandados por uma mulher de nome Lam-Choi-San. O seu esconderijo era perto da Ilha da Lapa, nas imediações de Macau, e os assaltos muito frequentes. Neste assalto foram roubados 97 mil taéis de prata (cada tael correspondia a US $34 daquela época). Parte dos piratas acabou por ser presa e a prata recuperada. (Cfr. Beatriz Basto da Silva, Cronologia da História de Macau, 1924, Novembro, 4).

1931

No dia 3 de Outubro de 1931, Tem início a publicação do Semanário Eco Macaense, com o subtítulo Órgão Regionalista Independente, que segue até ao n.° 54, e seu suplemento, datado de 24 de Outubro de 1932. (Entre 1893 e 1899 existiu outro periódico com o mesmo título.)

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