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Trata-se, na sua maioria, de cartas e documentos relativos à administração dos jesuítas na China. F. em branco: [4] Documentos não encadernados CONTEM: 'Euangelicis Provinciarum Operarijs Pekinenses Commissionarij'. Pequim, 15 março 1733 (f. [1-2]) . - Carta aos bispos e vigários apostólicos da Missão da China. Pequim, 15 março 1733 (f. [3]) . - 'Conventio Missionariorum Pekinensium' (f. [5-5 v.]) . - Manifesto dos missionários Domingos Pinheiro, Inácio Kegler S.J., André Pereira S.J., António de Magalhães S.J. e Emberto Fridelli S.J. contra o padre Theodorico Pedrini. Pequim, 28 novembro 1733 (f. [6-13 v.]) . - 'Copia da Relação o M. R. P. Andre Pereyra fes da pratica do Imperador da China a qual sucedeo aos 18 de Março de 1733' (f. [14-17]) . - 'Excerptum fideliter transcriptum ex Epistolis R. D. Theodorici Pedrini datis ad R. P. Dominicum Pinheyro [...] cum aliquibus ejusdem R. D[omi]ni integris epistolis ad eundem R. P. V. Prov[incia]lem missis super negotio Relationis faciendae de audientia Imp[erator]is Sinensis die 18 Martij 1733 habita' (f. [18-24]) . - 'Copia d'una Lettera scritta dal R. P. Giacinto Giordano all Ill.mo Sig[n]or Vescoco Lorimense' (f. [25-26]) . - Carta pastorais do Bispo de Pequim D. Frei Francisco da Purificação, certificadas po Domingos Pinheiro (f. [27-30 v.]) . - 'Interpretatio Emin[entissi]mi Card[ina]lis Hugo Super testibus Ecclesiastes cap. 7 v. 17. Noli esse iustus multum, neq[ue] plus sapias quam necesse est, ne obstupescas, ne impie agas multum' (f. [31-32]) . - Carta de 'Julianus Placidus Hervieu' para o Bispo de Pequim, Frei Francisco da Purificação e resposta. Macau, 1733 (f. [33-33 v.]) . - Carta do Bispo de Pequim, frei Francisco da Purificação, ao vice provincial da China. Macau, 11 junho 1734 (f. [34-34 v.]) . - Carta do padre Domingos Pinheiro ao Bispo Lorimense. Pequim, 12 dezembro 1733 (f. [35-52]) . - Inquirição de testemunhas chinesas circa praxin Constitutionis. Pequim, 22 março 1734 (f. [53-64]) . - Carta do padre Jacinto Jordano para o Bispo de Pequim. Hai Tien, 30 março 1734 (f. [65]) . - 'Resposta q[ue] deo a Camara de Macao a hua chapa, q[ue] lhe veyo dos Mandarins de Cantão. Feita p[e]lo P[adr]e Prov[inci]}al do Japão da Comp[anhi]a de Je[su]s'. 1732 (f. [66-68]) . - Fragmento final de um memorial em latim. Macau, 8 novembro 1683 (f. [69-72])
Nasceu na Freguesia de Nossa Senhora dos Mártires, em Lisboa, em 1 de Março de 1693, filho de Crispim da Silva e Maria Josefa. Com 24 anos de idade entrou na Província de Santa Maria da Arrábida, professou no convento do Barro, junto de Torres Vedras, a 19 de Outubro de 1712. Foi lente de Teologia Moral no convento de Santo António de Leiria e de Filosofia no convento de Santo António de Mafra. Foi examinador sinodal e examinador da Bula da Cruzada. Na província da Arrábida foi guardião do convento de S. José de Ribamar. Nomeado Bispo de Macau em Fevereiro de 1739, foi sagrado na catedral de Lisboa pelo Cardeal D. Tomás de Almeida em Março de 1741. Em 14 de Março de 1741 partiu para a sua diocese, tendo chegado em 5 de Outubro de 1742. D. João V, seu amigo pessoal, aumentou- -lhe a côngrua, ajudas de custo, paramentos ricos para dizer missa no seu oratório particular e mandou-lhe comprar casa em Macau. Foi zeloso, pediu aos seus missionários que indicassem o número de católicos, de apóstatas, de baptismos, o número de confissões, comunhões, matrimónios, santas-unções, e o número de oratórios e lugares sagrados. Publicou uma carta pastoral sobre o jejum e abstinência, denunciando os abusos, denunciando as arbitrariedades do Leal Senado para com a Igreja e para com a Santa Casa da Misericórdia, denunciando a violenta perseguição na China contra os cristãos. Durante o seu episcopado trabalharam em Macau os religiosos franciscanos, jesuítas, dominicanos e agostinhos. Em 1750, partiu para Portugal a bordo de um navio francês. Foi figura eminente no anúncio da palavra; foi figura invulgar como mestre de teologia e filosofia. Dos muitos sermões que pregou em Leiria, Lisboa e Macau, apenas se publicou o sermão da segunda dominga da quaresma, pregado na igreja paroquial de S. Nicolau. Pediu a resignação da sua diocese em Janeiro, invocando a falta de ciência e virtude para o cargo, e apresentando como prova os seus últimos 4 anos de governo, confessando- -se inapto para defender as questões de disciplina e liberdade eclesiástica. O papa Bento XIV enviou-lhe uma carta louvando o seu zelo apostólico e a atitude que tinha tido para com os missionários enviados pela Santa Sé. O papa exortava-o a continuar. A resignação é aceite no consistório de 1752. D. José concede-lhe a mesma côngrua e o bispo vai hospedar-se no real convento de Mafra. Sobre este bispo, Frei Caetano da Conceição disse: “governou o bispado com muita prudência, sabedoria e zelo apostólico”. Faleceu a 30 de Março de 1764. [J.M.M.P.] Bibliografia: TEIXEIRA, Padre Manuel, Macau e a sua Diocese, vol. II, (Macau, 1940); TEIXEIRA, Manuel, Vultos Marcantes de Macau, (Macau, 1982).
No dia 30 de Março de 1786, chega a Macau, vindo de Cantão, o Pe. João Baptista Marchini, procurador da Propaganda, que transferiu para aqui a Procuradoria, fundada em 16 de Agosto de 1705 em Kuang-Chau pelo Patriarca Tournon. Marchini, além de procurador da Propaganda, foi procurador das Missões Estrangeiras de Paris de 1813 a 1816. Esta sociedade fora suprimida por Napoleão I em 1809, sendo em 1812 expulso de Roma o seu procurador. De 1785 a 1813 foi procurador das M.E.P. em Macau Claude François Letondal; sucedeu-lhe Marchini e a este, o Pe. Jean Jacques Louis Baroudel (1816-1830). Marchini faleceu em Macau em 22 de Abril de 1823, sendo sepultado na Igreja do Seminário, onde se encontra a sua lápide com a seguinte inscrição: “A João Baptista Marchini, Dertonense, Protonotario Apostólico, Procurador da Congregação da Propagação da Fe, insigne pela piedade, doutrina e sabedoria; benemérito da Religião Cristã. O seu companheiro Carlos Vidua Conzani, italiano, dedicou [esta lápide] a um italiano. Viveu 65 anos. Faleceu em Macau no ano de 1823”.
No dia 30 de Março de 1861, autorizada por Portaria do Ministério da Marinha e Ultramar, a demolição do Convento de S. Francisco e a construção do Quartel para o Batalhão de Macau, no mesmo local. O desenho do Quartel e do Forte de S. Francisco, no lugar do antigo edifício, são da autoria do Governador José Rodrigues Coelho do Amaral, que também dirigiu as obras.
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