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Macau e a Rota da Seda: “Macau nos Mapas Antigos” Série de Conhecimentos (I)
Escravo Negro de Macau que Podia Viver no Fundo da Água
Que tipo de país é a China ? O que disseram os primeiros portugueses aqui chegados sobre a China, 1515

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"Memórias de Macau" lança a edição para download do calendário eletrónico "Afetos pela Zona Norte de Macau" de 2026, convidando a explorar e saborear a transformação e o charme da Zona Norte, revivendo a sinceridade e o calor da vida comunitária!
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BRAGA, JOSÉ MARIA ou BRAGA, JACK (1897-1988). Intelectual que se destacou na história Extremo Oriente, igualmente conhecido por Jack Braga, nasceu em Hong Kong a 22 de Maio de 1897, filho de conhecido membro da comunidade macaense da colónia inglesa de Hong Kong e de Olive Pauline Kollard, violinista, australiana de nascimento, que se havia fixado em Hong Kong por 1890. Foi o filho mais velho de uma família de treze filhos. O bisavô de J.M. Braga foi um dos pioneiros da comunidade lusa de Hong Kong, que ali se fixou após a sua ocupação pelos ingleses. Naquele território fundou a editora Noronha e Co., cuja actividade se prolongou por mais de cem anos, acabando por ser comprada pelo Governo de Hong Kong. O seu pai, José Pedro Braga, seguiria as mesmas pisadas e viria a ser impressor, editor e, posteriormente, director do Hong Kong Telegraph e de várias companhias locais, membro activo do Conselho Sanitário, hoje conhecido por Conselho da Cidade, e do Conselho Legislativo.Frequentou o St. Joseph’s College. Apesar de ter sido um dos melhores alunos da colónia de Hong Kong e ter o sonho de ser médico, o seu pai contrariou o desejo, pois queria que começasse a trabalhar para ajudar a família. Casou com Augusta e foram pais de sete filhos. A família deslocou-se para Macau e José Maria Braga foi leccionar as cadeiras de Língua e Literatura Inglesa no Seminário de S. José, na década de 1920. Tendo grandes dificuldades na expressão da língua portuguesa, comprou o seu primeiro livro a Viagem de Vasco da Gama. Ao dedicar-se ao estudo e investigação das primeiras relações entre a China e o Ocidente, deu origem a uma vasta obra que o realçou como um especialista no tema. Era conhecedor dos arquivos e bibliotecas de várias partes do mundo, como Japão, Inglaterra, Itália e Portugal, tendo encontrado muitos originais que deu a conhecer. Seria ali que o futuro padre Manuel Teixeira, com apenas 12 anos, o viria a encontrar. Professor durante vários anos no velho Seminário, coube-lhe o mérito de ter preparado algumas gerações de jovens macaenses no conhecimento da Língua e Literatura Inglesa, tão necessárias para um futuro mais adequado. Enquanto esteve em Macau foi conselheiro não oficial de vários governadores, no que tocava às relações entre Macau e Hong Kong. Foi correspondente da Reuter e do South China Morning Post. Ocupou também o lugar de gerente da Watco, empresa de fornecimento de água à China para ser usada em Macau, bem como desenvolveu outras actividades no campo da exportação e importação. Muitos dos seus alunos notabilizaram-se nas mais variadas actividades em Hong Kong, Xangai e outras cidades importantes do Extremo Oriente. Outros emigraram para a Austrália, Estados Unidos da América e Canadá, contribuindo para a divulgação da cultura de Macau nessas zonas. Durante a II Guerra Mundial, e apesar da sua família ser numerosa, pois incluía duas tias e uma avó, Jack Braga recolheu na sua casa muitas famílias refugiadas de Hong Kong, obrigando mesmo à venda de diversos bens pessoais para poder sustentar toda a gente. Segundo o jornal de Hong Kong, South China Morning Post, desenvolveu actividade em prol dos Aliados durante a Guerra do Pacífico, tendo sido o elo de ligação entre vários grupos dos Serviços Secretos, incluindo o governo chinês e o grupo de apoio ao Exército britânico. Jack Braga emigrou para a Austrália e, mais tarde, em 1973, para os EUA por motivos de saúde, onde fixou residência. Veio a falecer em São Francisco, a 27 de Abril de 1988, com 90 anos de idade. A sua vasta biblioteca, com cerca de 9000 livros, algumas primeiras edições raras, manuscritos, mapas, fotografias e desenhos, encontra-se na Biblioteca Nacional da Austrália, em Camberra. Alguns dos seus trabalhos estão sob o pseudónimo de J.A. Kollard, segundo o historiador macaense Luís Gonzaga Gomes, como, por exemplo, Early medical practice in Macao, publicado cerca de 1935 ou “Macao-Shekki Highway”, na Macau Review datada de 1930. Muitos dos seus artigos foram publicados nas revistas Boletim Eclesiástico de Macau, Arquivos de Macau, Mosaico, Studia, Renascimento, Boletim do Instituto Português de Hong Kong, Boletim do Instituto Luís de Camões, Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa, Anuário de Macau. Segundo o seu amigo de longa data, Jeoffrey Bonsall, deveu-se a Braga a doação da casa e biblioteca de Robert Ho Tung (Hedong Tushuguan 何東圖書館). Este, quando regressou a Hong Kong após a II Guerra Mundial, foi persuadido a ceder a sua casa para efeitos culturais. Igualmente através de Braga, uma colecção completa do Hong Kong News, jornal de língua inglesa publicado pelos japoneses durante a ocupação de Hong Kong, foi comprada para a Biblioteca da Universidade. A sua vasta bibliografia encontra-se referenciada por Luís Gonzaga Gomes em Bibliografia Macaense, obra republicada pelo Instituto Cultural de Macau em 1987, bem como no n.º 2 da Revista de Cultura, 1988. Devido à sua contribuição para a cultura macaense, o Instituto Cultural de Macau propôs que, no dia 10 de Junho de 1988, lhe fosse atribuído o Grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, galardão que destaca personalidades cuja acção tenha contribuído para a expansão da Cultura Portuguesa no Mundo. Bibliografia: GOMES, Luís Gonzaga, Bibliografia Macaense, (Macau, 1987); José Maria Braga, Vida e Obra, (Catálogo, Macau, 1988).
O Escudo foi a unidade monetária fundamental portuguesa de 1911 a 2001. A República, proclamada a 5 de Outubrode 1910, reformou o sistema monetário português: o Decreto com força de lei de 22 de Maio de 1911, revogando a lei de 29 de Julho de 1854, de terminou a substituição do real pelo Escudo-Ouro. O real tornara-se uma simples moeda de conta e, sendo muito pequena, criava alguns inconvenientes: obrigava a muitos números, pelo quese tornava muito pouco prática, e induzia os estrangeiros em erro na avaliação dos montantes. A nova unidade monetária – o Escudo – equivalia a mil reis e estava dividida em 100 centavos (unidades de conta). Os seus múltiplos seriam moedas de ouro de 2, 5 e 10 escudos, que nunca existiram. Os submúltiplos do Escudo eram moedas de prata de 50, 20 e 10 centavos. Criaram-se também moedas subsidiárias de 4, 2, 1 e 0,5 centavos de bronze e níquel. A moeda de 0,5 centavos não foi cunhada. Devido à facilidade de conversão entre a antiga e a nova unidade monetária, a mudança não suscitou problemas no quotidiano da comunidade que, aliás, conservou na linguagem corrente a lembrança da antiga unidade monetária, o real. Também na linguagem corrente se manteve o uso do“tostão”, que equivalia a 100 reis. Assim, exemplificando, 50 centavos correspondiam a 5 tostões,1 escudo a 10 tostões, 2 escudos e 50 centavos a 25 tostões. A emissão destas moedas era exclusiva do Estado e na reforma introduzida pelo referido Decreto de 22 de Maio de 1911 previa-se que fosse aplicada a todo o território da República, excepto ao Estado da Índia. O Decreto n.º 800, de 26 de Agosto de 1914, regulou a faculdade de emissão de notas pelo Banco de Portugal. Em 1917, o Banco de Portugal começou a emitir notas de 50 centavos, 1 escudo, 2 escudos e 50 centavos, 5, 10, 20 e 50 escudos. A emissão de notas continuou antes e após a Revolução de 25 de Abril de 1974, geralmente sob a evocação de uma figura histórica, como são os casos seguintes: Santo António (20$00), Infanta D. Maria (50$00), Fernando Pessoa (100$00), João de Barros (500$00), Pedro Álvares Cabral (1000$00), Bartolomeu Dias (2000$00), Vasco da Gama (5000$00), Infante D. Henrique (10000$00). Esta última, cuja derradeira emissão data de 20 de Maio de 1996, foi a nota portuguesa de valor nominal mais elevado. Após a Grande Guerra de 1914-1918, o Escudo de papel atingiu o seu valor mais baixo (0,25 do seu valor ouro) em Julho de 1924. Até 1919 assistira-se a um período de depreciação lenta do Escudo, a que se seguira um período de depreciação rápida. A política de estabilização do câmbio e do poder de compra interno levada a efeito, a partir de 1922, pelo governo de Álvaro de Castro, procurou travar esta situação. As Câmaras Municipais, em consequência da crise que se seguiu a este grande conflito, emitiram cédulas de papel para, assim, superarem a falta de numerário. Em 1928, com a entrada de Oliveira Salazar para o Ministério das Finanças, consolida-se a política de estabilização e promovem-se profundas reformas financeiras, administrativas e tributárias que permitiram melhorias na situação monetária e cambial. A reforma monetária de 1931, estabelecida pelo Decreto com força de lei n.º 19870, de 9 de Junho de 1931, criou um novo regime monetário estabelecendo as seguintes moedas: 50,100 e 250 escudos, de ouro; 2 escudo se 50 centavos, 5 e 10 escudos, de prata; 1 escudo e 50 centavos, de alpaca; 5, 10 e 20 centavos, de bronze. As moedas de ouro são substituídas, nas suas funções, pelas notas emitidas pelo Banco de Portugal, dos seguintes valores: 20, 50, 100, 500 e 1000 escudos. A par desta reforma, o Banco de Portugal foi confirmado como banco central a nível macro económico. A ruptura decorrente da Revolução de 25 de Abril de 1974, que pôs termo à ditadura do Estado Novo – regime resultante do movimento militar de Maio de 1926 – determinou a alteração da situação interna e externa do Escudo e a extinção da zona do Escudo, consequência particular da descolonização. Os novos Estados de língua portuguesa passaram a ter moeda própria: o peso na Guiné; o escudo em Cabo Verde; a dobra em SãoTomé e Príncipe; okuanza em Angola; a metical em Moçambique. A partir de 1 de Janeiro de 1999 o Escudo deixou de ser a unidade monetária portuguesa principal e passou a ser um submúltiplo nacional não decimal da nova unidade monetária – o Euro, unidade monetária fundamental da União Europeia. A taxa de conversão, que foi fixada em 31 de Dezembro de 1998, é de 200, 482 escudos por cada Euro. As notas e moedas de Escudos deixaram de poder ser utilizadas, definitivamente, a partir de 1 de Março de 2002. Em Janeiro e Fevereiro de 2002 de correu o designado“período de dupla circulação”, durante o qual os Euros foram progressivamente distribuídos e os Escudos foram sendo retirados da circulação. [M.T.O.] Bibliografia: VALÉRIO, Nuno, O Escudo: Unidade Monetária Portuguesa 1911-2001 (Lisboa, 2001).
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