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Escravo Negro de Macau que Podia Viver no Fundo da Água
Que tipo de país é a China ? O que disseram os primeiros portugueses aqui chegados sobre a China, 1515

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Quando Silva, Favacho, Fiumes e Leme chegaram a Cantão, já o Pe. José Pereira, S.J., tinha obtido do V. Rey que revogasse a proibição de saída dos barcos. O Senado agradeceu-lhe e este respondeu em 24 de Março de1718: “Duas tenho recevido de V.Ms. hua de 3 do corrente com os agradecimentos do pouco (comforme mandastes(?) que trabalhey para a expedição dos barcos dessa Cidade a q. não respondi logo por me achar todos estes dias emfermo, ainda q. actualmente continuão os meus achaques) em recebendo a outra de 18 do mesmo fui logo ver-me com o V.Rey acerca do foro do Chão q. o Mandarim da villa pretendia ao q. me respondeo q. elleV.Rey o tinha ja satisfeito ao Puchim-fu. Esta o V.Rey esperando a ordem do Emperador q. dizem não tardara muito para entregar o officio de V. Rey com grande penna minha. Podem V.Ms. declarar ao Mandarim da villa q. o V. Rey tem ja satisfeito os quinhentos taeis ao Puchim-fu conforme o mesmo V. Rey me disse a my”.
No dia 24 de Março de 1839, o Capitão Elliot parte de Macau e chega a Cantão. Lin manda retirar todos os servidores chineses das feitorias de Cantão e ordena ainda o corte de abastecimentos de água. As ruas de Cantão que circundavam as feitorias são ocupadas por soldados assim como o rio na zona frontal aos estabelecimentos. No dia 13 de Abril, O Superintendente do Comércio Britânico na China, Charles Elliot, perante a ordem de expulsão que recebeu, avisa os súbditos britânicos, em nome de Sua Majestade a Rainha de Inglaterra para, encontrando-se em águas chinesas se porem “imediatamente sob o comando de S. Sa. o Governador de Macau para a defesa dos Direitos de Sua Magestade Fidelíssima, e para a geral protecção das vidas, propriedades e liberdades de todos os súbditos dos Governos Cristãos que frequentam aquele Estabelecimento”. (Cfr. esta Cronologia…, 1839, Março, 10). No dia 6 de Maio, Elliot envia um ofício a Lord Palmerston salientando a necessidade de os ingleses tomarem conta de Macau para sua protecção. No dia 24 de Maio, o Superintendente do Comércio Britânico, Capitão Elliot, e todos os negociantes ingleses saíram de Cantão para Macau com promessa escrita de nunca mais voltarem à China. No dia 26 de Maio, Elliot chega a Macau.
No dia 24 de Março de 1883, o Conselheiro Joaquim José da Graça, exonerado por Decreto de 29 de Dezembro de 1882, entregou o governo ao Conselho Governativo, para regressar ao reino em 27 de Março de 1883. No dia 23 de Abril, Tomás de Sousa Rosa tomou posse do Governo de Macau, cargo este para que foi nomeado por Decreto de 29 de Dezembro de 1882. (V. BO n.º 15, de 10 de Abril de 1883, 2º. Suplemento, pp. 151 e 152). Este Governador manda arborizar a Colina da Guia e plantar árvores pela cidade fora. Foi um percursor do ambientalismo. A Colina da Guia é de novo recuperada pelo agrónomo Casal Ribeiro (1883-1886). Outros assuntos a que deu a maior atenção e andamento: Serviço de Correio em Macau (selos alusivos, correio marítimo, cabo telegráfico submarino entre Macau e Hong Kong); situação do porto de Macau (estudo de Adolfo Loureiro); fontes de rendimento local (exclusivos do ópio, sal, carne de porco e de vaca, peixe); actividade diplomática com a China (“Bases do Tratado Chinês e Português para ser submetido aos respectivos governos”). Visitou Timor, Singapura, Sião e Hong Kong, antes do termo do seu governo, a 14 de Maio de 1886. (V. Governadores De Macau, pp. 269 a 271).
Adé, como era conhecido, nasceu em Macau a 28 de Julho de 1919 e faleceu num hospital de Hong Kong, em 24 de Março de 1993. Filho de Francisco dos Santos Ferreira, natural de Seia, que para Macau veio como militar, e de Florentina Maria, natural de Macau, Adé viveu uma infância e juventude difíceis, já que o pai cedo lhe faltaria. Ficou órfão com apenas 5 anos de idade, sendo o mais novo dos 18 filhos de Florentina Maria, já viúva quando casara com Francisco Ferreira. O jovem José Inocêncio frequentou o Liceu Central de Macau, mas ao concluir o 5.º ano as dificuldades económicas obrigaram-no a interromper os estudos, motivo pelo que começou a trabalhar como as salariado das Obras Públicas com a idade de apenas 17 anos. Em 1943 ingressou nos quadros dos Serviços de Saúde e Higiene e, em 1956, passou a Chefe de Secretaria do Liceu de Macau, onde iniciou uma empenhada acção em prol dos estudantes mais desfavorecidos, que praticaria toda a sua vida. Para completar o magro vencimento do funcionalismo, foi ao longo desses anos cumulativamente dando aulas de português a chineses, fazendo traduções e trabalhando em diversos jornais. Assim, vêmo-lo ligado, a nível profissional, a vários periódicos macaenses como O Clarim, a Comunidade e a Gazeta Macaense, de que foi Chefe de Redacção, tendo estado na origem dos dois últimos, tal como do Notícias de Macau. Foi também correspondente dos jornais Diário de Notícias, Diário do Norte, Diário Popular, Volante, China Mail e da agência noticiosa Associated Press, colaborador da revista Renascimento, de periódicos desportivos, bem como do jornal infantil, Tio Tareco. Em 1960 deslocou-se a convite da companhia S.A.S. à Suécia, visitando Portugal de seguida. As crónicas dessa viagem estão reunidas no seu primeiro livro, Escandinávia. Região de Encantos Mil, publicado em 1961. Aposentando-se em 1964, passou a trabalhar na Sociedade de Turismo e Diversões de Macau, S.T.D.M., como seu Secretário-Geral, cargo que exerceu até à morte. Dotado de espírito solidário e sendo um incansável lutador, José dos Santos Ferreira não deixou de se associar às instituições tradicionalmente macaenses, tendo integrado, entre outras, a Mesa Directora da Santa Casa da Misericórdia e a Direcção do Clube de Macau, mas foi sobretudo ao nível desportivo que mais entusiástico contributo deu às associações locais. Sendo um dos fundadores e dirigentes do Hóquei Clube de Macau e da Associação de Futebol de Macau, pertenceu ao Conselho dos Desportos, foi Presidente da Direcção e da Mesa da Assembleia-geral do Clube de Ténis Civil. Vêmo-lo ainda ligado ao karate-do e ao tiro; organizador de digressões e de torneios de quase todas as modalidades desportivas, que também praticava, motivos pelos quais alcançou, em 1983, a Medalha de Mérito Desportivo do Governador de Macau. Em 1953 publicou num jornal local os seus primeiros poemas em patoá –o dialecto macaense, hoje quase extinto, a cujo estudo e divulgação Adé dedicou grande parte da sua vida. Contudo, Macau Sã Assi, o seu primeiro livro em língua maquista, só saiu em 1968, marcando o início de um labor que originará mais de vinte títulos, na sua quase totalidade em patois, inicialmente publicados pelo autor (alguns dos quais foram posteriormente reeditados pelo Instituto Cultural de Macau), e uma vasta colaboração em programas radiofónicos e televisivos. Mas, terá sido principalmente no palco, no desempenho das inúmeras peças, récitas, comédias e representações, que escreveu, encenou e organizou, que José dos Santos Ferreira mais terá contribuído para manter vivo na memória dos seus conterrâneos esse crioulo então já praticamente extinto. Autor de um sem fim de versos em patois para serem cantados com melodias populares ou em voga–uma das formas como animava os inúmeros convívios que organizava–Adé mostrava-se igualmente amante da música e estabelecia a ligação entre a cultura portuguesa e a macaense. Por isso, também verteu para português alguns dos seus originais escritos no dialecto macaense. Em 1979 foi agraciado pelo Presidente da República Portuguesa como grau de Cavaleiro da Ordem do Infante D. Henrique, enquanto que o Governador de Macau o voltaria a distinguir, em 1984 e 1990, com as Medalha de Mérito Cultural e de Valor, respectivamente. Com o seu desaparecimento, perdeu-se um dos pilares mais marcantes da cultura macaense deste século, não tendo, por isso, a obra e a personalidade de José dos Santos Ferreira deixado de ser relembrada em diversas ocasiões e por múltiplas vias, pelos seus conterrâneos e residentes de Macau, nomeadamente através da tentativa de reanimação das récitas em patois e da reedição da sua Obra Completa, iniciada em 1994 e concluída em 1997, a que devemos acrescentar a estátua, da autoria de Carlos Marreiros, que lhe foi erigida em 1999 no Jardim das Artes de Macau. – Principais Obras. 1. Em Dialecto macaense. Macau Sã Assi, 1968; Qui-Nova, Chencho, 1974; Papia Cristám di Macau. Epítome de Gramática Comparada, 1978; Camões, Grándi na Naçám, 1982; Poéma di Macau,1983; Macau Di Tempo Antigo,1985 (poesia e prosa); Acunga Natal qui nôs já Sonhá, 1988 e Sã Natal, Jesus já nascê, 1989. 2. Em Português e Patois. Doci Papiaçam di Macau, 1990; Poema na Língu Maquista, 1992; História de Maria e Alferes João, versão portuguesa da novel a Estória di Maria co Alféris Juám, 1987, anteriormente publicada, em 1985, na versão original in Macau Di Tempo Antigo e Macau, Jardim Abençoado (poesia e prosa), 1988. 3. Discos. Doci Papiá di Macau, Macau, Tradison, 1997.[M.T.S.] Bibliografia: FERREIRA, José dos Santos, Obras Completas, 6 vols., (Macau, 1994-1997); MARREIROS, Carlos, Adé dos Santos Ferreira – Fotobiografia (Macau, 1994); SENNA, Maria Tereza; BASTO, Jorge, Macau nas Palavras, CD-ROM, (Macau, 1998).
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