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Em 1565, Wu Guifang (fonte expressa em Wu Zhiliang, Segredos de Sobrevivência. O Sistema Político e o Desenvolvimento Político de Macau. Associação de Educação de Adultos de Macau, 1999, pp. 51 a 55) escreve à Corte de Pequim sobre a ambição que os bárbaros do reino Folangi têm de querer estatuto de tributários da China mas com isenção de impostos, o que não está na sua mão, pelo que pede despacho. O assunto é premente, porque o comércio vem aliviar muito as despesas; os direitos comerciais são um rendimento a observar e “os bárbaros, quando revoltados, tornam-se perigosos”. Wu Guifang data de c. 1545 a primeira presença de portugueses em Macau e, no nosso entender, mede com muita clarividência o futuro. Mas já não lhe é possível suster o processo de desenvolvimento de Macau, para o bem e para o mal que daí advenha. Tem ainda consciência de que uma das grandes dificuldades é a barreira da língua, impedindo o diálogo franco e gerando desconfiança mútua. A solução pareceu ser: afastar os portugueses de Cantão e facilitar-lhes a zona controlada de Macau. É de resto o que se lê em Mendes Pinto: “concederam-nos o porto de Macau” e em Tien-Tsê Chang: “o esforço dos chineses para encontrar um novo local para comerciar com o estrangeiro é digno de nota”. (Cfr. Tien-Tsê Chang, O Comércio Sino-Português Entre 1514 e 1644. Uma Síntese de Fontes Portuguesas e Chinesas. Int. Jorge Santos Alves, trad. Pedro Catalão. Colecção Memórias do Oriente. IPOR. Macau, 1997, pp. 116-117).
No dia 16 de Maio de 1710, o Governador Diogo de Pinho Teixeira convocou todos os cidadãos para a sua residência na Fortazela do Monte, onde se fez uma nova eleição dos membros do Senado, para substituir aqueles que, desde 13 de Fevereiro, se tinham refugiado no Colégio de S. Paulo, onde davam expediente aos negócios da cidade conjuntamente com os padres da Companhia, e intimou estes a fazerem sair do Seminário os antigos membros do Senado. Como os padres não fizessem caso da ordem do Governador, este fez cercar o Seminário, no dia 17. Dois dias depois, João da Cunha Lobo, que tinha sido eleito juiz na eleição que fora anulada pelo Governador, refugiou-se com os seus três filhos no Colégio de S. Paulo, sendo eleito, em seu lugar, Manuel Gomes, que também se refugiou no mesmo estabelecimento. Entretanto, o Governador empregou todas as diligências para que o Ouvidor entrasse à força no Colégio, para arrancar dali os recalcitrantes membros do Senado. Reuniram-se durante dois dias seguidos o Ouvidor e os tabeliães Tomé Vaz e Cristóvão de Almeida com o Vigário Geral e o Provincial da Companhia de Jesus, numa mesa colocada no alto da escadaria de S. Paulo, onde os padres argumentaram com sucesso que não era permitida a entrada à força no seu Colégio. Passados dias, o Governador mandou levar uma peça do navio de António da Cruz, para arrombar a porta do Colégio e, como não foi possível encontrar-se peça capaz para este fim, ordenou ao condestável que arrasasse o Colégio e o Seminário com a artilharia do Monte. Como o Governador não quisesse atender aos rogos do Bispo para deixar em paz a cidade, foi este à Sé, onde mandou pôr o Senhor exposto, até 1 de Junho.
Em 1583 nasce em Macau uma instituição sui-géneris. O Leal Senado. Uma ideia do bispo jesuíta D. Melchior Carneiro representado neste retrato imponente de corpo inteiro no salão nobre da Santa Casa da Misericórdia, outra criação sua. E é assim que 3 anos depois de Portugal ter perdido a independência Macau se organiza politicamente à maneira das repúblicas italianas do Renascimento.
No dia 9 de Setembro de 1719, António de Albuquerque Coelho entregou a capitania geral desta cidade a António Silva Telo e Meneses, que era irmão do Conde de Aveiras e tinha servido de Castelão e Capitão de Diu em 1712-1717. Antes de entrar na capitania de Macau teve de pôr demanda ao Procurador de António de Albuquerque Coelho, em Goa, que alegava os direitos anteriores deste. O Vice-Rei deu sentença a favor de Telo e Meneses em 16 de Maio de 1719 (cfr. Alguns documentos referentes a Macau… no Museu Britânico. Coligidos e transcritos por Armando Cortesão, Mss. Add.20, 906), que tomou posse do seu cargo a 9 de Setembro do mesmo ano. Ainda assim não se sentiu seguro. Governou até 19 de Agosto de1722. De 1719 a 1722 e depois de 1723 a 1724 governa Macau António da Silva Teles e Meneses. No seu tempo estanciou em Macau D. Carlos Ambroglio Mezzabarba, à ida e à vinda de Pequim, onde se deslocou como legado apostólico. V. Governadores de Macau, Coordenação de Jorge Santos Alves e António Vasconcelos de Saldanha. Investigação e textos de Paulo Sousa Pinto, António Martins do Vale, Teresa Lopes da Silva e Alfredo Gomes Dias. Editora Livros do Oriente, Portugal, 2013, pp. 90-91.
Oficial da Armada, Batalha de Freitas desenvolveu uma intensa carreira diplomática, tendo como palco privilegiado o Extremo Oriente. Por decreto de 30 de Janeiro de 1897 foi nomeado cônsul geral de Portugal no Japão, fixando a sua residência em Tóquio, onde permaneceu até Dezembro de 1901. Regressou a Lisboa e, dois anos mais tarde, voltou a ter o Japão como destino: a 14 de Agosto de 1903 partiu para a capital nipónica, agora como Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário, tendo tomado posse do seu novo cargo no dia 25 de Dezembro desse mesmo ano. Desempenhou estas funções diplomáticas até 14 de Abril de 1906, data em que regressou de novo a Lisboa. Uma vez em Portugal, Batalha de Freitas foi integrado no Gabinete do Ministro dos Negócios Estrangeiros, e, depois de uma curta passagem pela Legação de Portugal em Buenos Aires, voltou ao Extremo Oriente ao ser nomeado novamente Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário em Pequim e em Tóquio pelo decreto de 10 de Fevereiro de 1912. Tomou posse no último dia deste mesmo ano. Dando seguimento às instruções que recebeu do seu Ministério, Batalha de Freiras deslocou-se a Macau, onde chegou a 15 de Janeiro de 1913, seguindo para Pequim no dia 22 de Março. Permaneceu no Extremo Oriente, desempenhando estas funções, até Dezembro de 1918. Mais tarde, participou nos trabalhos diplomáticos desenvolvidos por Portugal em torno da questão do ópio, ao ser enviado ao estrangeiro em comissão de serviço para participar nos trabalhos de preparação da segunda Conferência Internacional do Ópio, através de uma portaria datada de 30 de Maio de 1924. Pelo decreto de 7 de Dezembro, Batalha de Freiras foi transferido da legação de Tóquio para a legação portuguesa em Bruxelas. A sua longa permanência, repartida pelas legações portuguesas de Tóquio e de Pequim, colocaram Baralha de Freiras em locais particularmente privilegiados para observar, conhecer e acompanhar os processos políticos conturbados por que passou o Japão e a China nas duas primeiras décadas do século XX. No que à China diz respeito, acompanhou de perto os acontecimentos ocorridos no país durante os primeiros anos da República Chinesa, sobre os quais foi dando importantes informações ao seu Ministério. Apresentou-se como um válido interlocutor junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, quer para a governação de Macau, quer para Lisboa, sempre que surgiram problemas em torno da questão de Macau, nomeadamente as constantes situações de conflito entre as autoridades do Território e o governo de Cantão, provocadas pela indefinição dos limites terrestres e marítimos de Macau. De destacar o seu empenhamento na procura de uma solução para a crise provocada pelos incidentes ocorridos aquando da presença de um torpedeiro chinês no Porto Interior de Macau, em 1921. José Emílio Batalha de Freitas faleceu no dia 16 de Maio de 1928. [A.G.D.]Bibliografia: MARTINEZ, Pedro Soares, A República Portuguesa e as Relações Internacionais (1910-1926), (Lisboa,200l); SlLVA, Beatriz Basto da, Cronologia de Macau. Século XX, vol. 4 , (Macau, 1997).
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