Surgimento e mudança da Ribeira Lin Kai de San Kio
Macau e a Rota da Seda: “Macau nos Mapas Antigos” Série de Conhecimentos (I)
Escravo Negro de Macau que Podia Viver no Fundo da Água
Que tipo de país é a China ? O que disseram os primeiros portugueses aqui chegados sobre a China, 1515

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Trata-se de um significativo conjunto de cerca de seis mil folhas manuscritas, cronologicamente situadas, na sua grande maioria, entre meados do século XVIII e a primeira metade da centúria seguinte. A temática desta documentação diz respeito às relações entre as autoridades portuguesas e chinesas a propósito do território de Macau, versando múltiplos e variados temas, no âmbito dos contactos ofic
No dia 20 de Fevereiro de 1582, por organização do Visitador Valignano, parte de Nagasaqui para a Europa (Macau - 1582; Lisboa - 1584; Madrid - 1584; Roma - 1585) a 34.ª expedição de missionários jesuítas, ou 1.ª, porque desta vez foi em sentido contrário, provando já os frutos da evangelização. Como guia segue Diogo de Mesquita. Trata-se de uma embaixada de 2 jovens príncipes cristãos japoneses e de outros 2 nobres seus familiares, que se dirigem a Roma para prestar obediência ao Papa, Gregório XIII. Assistem à entronização do seu sucessor, Sixto V. Estão ausentes 8 anos do Japão, regressando a Nagasaqui a 21 de Julho de 1590. (Cfr. Fróis S.J., Luís, Tratado Dos Embaixadores Japões Que Forão De Japão A Roma No Anno De 1582, Parte I, ed. e notas de J. A. Abranches Pinto. Ramalho, A. Costa, “O Padre Duarte de Sande, S.J., verdadeiro autor do De Missione Legatorum Iaponensium ad Romanam Curiam… Dialogus”, RC, Revista de Cultura, nº 30, 1997, Macau, pp. 43- 51) No dia 7 de Agosto de 1582, pedido pelo Pe. Valignano, chegou a Macau vindo de Goa o célebre missionário jesuíta Mateus Ricci, encontrando-se com a Embaixada Cristã Japonesa, que seguia para a Europa. Valignano, que deixou o Japão a 20 de Fevereiro, estava em Macau a 9 de Março e seguiria para Goa a 31 de Dezembro.
A chamada Embaixada dos Quatro Jovens à Europa na Era Tensho (1582-1591) é um episódio da antiga Igreja do Japão e um dos que, hoje em dia, têm maiores atractivos. É também uma história que tem uma profunda ligação com a cidade de Macau: os embaixadores passaram duas vezes por esta cidade e depois vários deles voltaram aqui por motivos de estudo ou desterrados. A embaixa da foi planeada pelo Padre Valignano, com uma dupla finalidade: levar ao Sumo Pontífice as saudações da Igreja do Japão e mostrar-lhe o seu progresso, e, no regresso ao Japão, fazer dos embaixadores testemunhas, perante os seus compatriotas, do que tinham visto na Europa.Valignano comunicou o seu projecto aos três dáimios cristãos de Kyushu: D. Francisco Otomo, dáimio de Bungo, que envia como seu embaixador Ito Mâncio, neto do daimio de Hyuga; D. Protasio Arima, dáimio de Arima e D. Bartolomeu Omura, senhor de Omura, que escolhem como embaixador Miguel Chijiwa, neto do dáimio de Arima, Haruzumi Sengan, que era sobrinho de Omura Sumitada e primo de Arima Harunobu. Os outros dois jovens, Martinho Hara e Julião Nakaura, eram filhos de vassalos principais de Omura Sumitada. As genealogias estão hoje em dia bem investigadas e os rumores de que os dáimios os não teriam enviado não passam de calúnias para desacreditar a legação. A embaixada sai de Nagasáqui a 20 de Fevereiro de 1582, chega a Portugal a 11 de Agosto de 1584, estão em Roma de 22 de Marco de 1585 a 3 de Junho, e voltam a Nagasáqui a 21 de Julho de 1590. Estiveram em Macau, à ida, de 9 de Março de 1582 a 31 de Dezembro, e à volta, de 28 de Julho de 1588 a 23 de Julho de 1590. Macau foi o seu primeiro contacto com um país estrangeiro, e há poucos dados sobre essa primeira estada. No regresso ficam, por falta de embarcação, dois anos; são já homens, com uma experiência rica, e temos dados abundantes sobre a sua estada. Como durante a viagem recebem a notícia da morte do Cardeal D. Henrique e da anexação de Portugal a Espanha, a sua primeira visita a Portugal limita-se a descansar e a visitar alguns lugares, embora a sua primeira visita a Évora, festejados pelo bispo D. Teotónio de Bragança, e a Vila Viçosa, hóspedes do Duque de Bragança, os ponha em contacto com o mundo político e religioso da Península Ibérica. A caminho de Madrid iniciam uma série de peregrinações com a visita ao Mosteiro de GuadaluPadre Em Toledo, Miguel Chijiwa adoece gravemente e, ao chegar a Madrid, também Martinho Hara adoece, mas todos estão em forma para assistir ao juramento do Príncipe D. Filipe, filho de Filipe II. Vão para Itália, e depois da sumptuosa recepção feita por Sua Graça o Grão-Duque de Medicis, seguem para Roma. Chegam a 22 de Março, e a 23 é a recepção solene, em Consistório, pelo Papa Gregório XIII. Julião Nakaura está gravemente doente, mas consegue uma visita privada ao Papa, a qual marca a sua vida. Duas semanas mais tarde morre Gregório XIII, sucedendo-lhe Sixto V, que trata os embaixadores com o mesmo afecto paternal. O Senado de Romaconcede-lhe sotítulo de cidadãos romanos. Saem de Roma cobertos de honrarias e, numa viagem minuciosamente contada em numeros os documentos, passam pelas cidades de Bolonha, Ferrara, Veneza, Mântua e Milão, embarcam em Génova e atravessam o Mediterrâneo até Barcelona. Dali, depois de uma peregrinação a Monserrate, vão despedir-se de Filipe II, que estava nas cortes de Monzón, e voltam a Portugal. Enquanto não chega a altura de embarcar, vão a Coimbra, onde entram em contacto com o mundo universitário; estudam música em Lisboa e adquirem ali uma máquina impressora e os caracteres móveis que introduzirão no Japão; ao mesmo tempo, os seus companheiros Jorge Loyola e Constantino Dourado iniciam-se na arte da imprensa e no fabrico dos tipos para a imprensa. Chegam a Goa a 29 de Maio de 1587 e aqui voltam a reunir-se com o Padre Valignano, e seguem para Macau, onde chegam a 28 de Julho de 1588. Aqui recebem as notícias da perseguição iniciada por Toyotomi Hideyoshi e da morte de D. Francisco Otomo e de D. Bartolo- meu Omura. Alojam-se numa casa nos terrenos do Colégio e, enquanto esperam dois anos para partirem para o Japão, dividem o seu tempo entre o estudo e a música. No dia de Ano Novo de 1589 deram um concerto na igreja da Companhia. Chegados ao Japão, vão descansar no Seminário de Arima, então em Hachirao, onde comunicam aos alunos os seus conhecimentos de música europeia. Dali partem para Quioto, para acompanharem o Padre Valignano na apresentação da sua embaixada perante Hideyoshi, a quem obsequiam com canto e música.Terminada esta difícil missão voltam a Kyushu, onde apresentam a Arima Harunobu a resposta do Papa à sua legação, e fazem depois o mesmo perante D. Sancho Omura, que tinha sucedido ao pai. Finalmente, a 25 de Julho de 1591, entram no noviciado da Companhia de Jesus, que era então em Kwachinoura, em Amakusa. Pouco a pouco, os seus caminhos separam-se: Miguel Chijiwa, doente e com pouca aptidão para o estudo, deixa a Companhia e vai servir o primo, D.Sancho de Omura; Mâncio Ito e Julião Nakaura voltam em 1601 a Macau, onde estudam Teologia durante três anos, e a seguir de novo no Japão, trabalham no seminário e na igreja de Hakata. Ordenados sacerdotes em 1608, Ito Mâncio vai para a igreja de Kokura, de onde, expulsosos Missionários em 1611, volta a Nagasáqui, e morre de doença, no Colégio, a 13 de Novembro de 1612. Em Novembro de 1614 todos os missionários são expulsos do Japão: o Padre Mesquita morre dias antes de partir, na praia de Nagasáqui; Martinho Harae Constantino Dourado vão para Macau, onde Constantino consegue finalmente ser ordenado sacerdote e é nomeado reitor do seminário, mas morre em 3 de Julho de 1620, e Martinho Hara, depois de anos de apostolado, morre em 23 de Outubro de 1629. Julião Nakaura fica no Japão, escondido, na povoação de Kuchinotsu, de onde atende a outras regiões. Depois de uma vida heróica com o missionário clandestino é feito prisioneiro em Kokura em finais de 1632, enviado para o cárcere de Crusmachi em Nagasáquie, após dez meses de cárcere e de julgamentos, morre na tortura da fossa na colina Nishizaka, a 21 de Outubro de 1633. Nesse mesmo ano iniciou-se em Macau o processo da sua beatificação. Esse processo, interrompido durante longos anos, foi retomado e está actualmente em andamento em Roma. A história dos Quatro Legados, as numerosas obras e scritas sobre eles e a influência que exerceram na música, arte,literatura e sobre tudo nas relações com Roma nos séculos XVI e XVII, fizeram deles figuras importantes da história japonesa dessa época. [D.Y.]Bibliografia: FRÓIS, Luís, La Prémiere Ambassade du Japon en Europe, (Tóquio, 1942); SANDE, Duarte de, Diálogo sobre a Missão dos Embaixadores Japoneses à Cúria Romana,(Macau, 1997); YUUKI, Diego, Os Quatro Legados dos Daimios de Quiuxu após Regressarem ao Japão, (Macau, 1990).
No dia 20 de Fevereiro de 1621, necessidade de enviar para Macau um mestre de fundição de artilharia (Cfr. N. Valdez dos Santos, “Manuel Bocarro o Grande Fundidor”, in Boletim do Museu de Estudos Marítimos, n.º 3, Macau, s/d, p. 75).V. Leão, Mário C., “Gentes da Índia Por Terras De Macau”. Separata do Boletim do Instituto Menezes Bragança, Nº 169. Goa, 1993.
No dia 20 de Fevereiro de 1718, o Senado mandou correr um bando, ordenando a todos os moradores que trouxessem luto, por espaço de sete dias, pela morte da madrasta e prima do Imperador da China (a bondosa Hsiao-hiu, nascida em 1614 e que só teve título de imperatriz depois de morta. A mãe verdadeira de K’ang-hsi era Hsiao-K’ang que já falecera em 1663).
Nome chinês: He De 赫德, cognome literário: Lu Bing 鷺賓. Inglês, natural de Militown, Contry Armagh, nasceu em 20 de Fevereiro de 1835. Estudou em Queen's College, Taunton, Wesley College, Dublin, e obteve o BA, no Queen's College, Belfast, em 1853. No ano seguinte, já no Ministério dos Negócios Estrangeiros, foi indicado como estudante-intérprete no serviço comercial de Hong Kong. Serviu, por pouco tempo, no vice-consulado de Ningbo 寧波. como sub-intérprete e foi transferido para Guangzhou 廣州,onde desempenhou as funções de sub-intérprete da 2.a classe e secretário dos comissários aliados que governavam a cidade, quando foi ocupada em 1858. Em Outubro do mesmo ano, foi promovido ao cargo de intérprete. Em Maio de 1859, despediu-se do Consulado Britânico e foi nomeado sub-inspector da Alfândega de Guangzhou. A partir de Abril de 1861, juntamente com George Henry Fitz-Roy e Tudor H. Davies, assumiu o cargo de Inspector-geral das Alfândegas Marítimas Imperiais da China. Em Setembro de 1863, foi nomeado o Inspector da Alfândega de Shanghai 上海. Em Novembro do mesmo ano, sucedeu a Horatio Nelson Lay no cargo de Inspector-geral das Alfândegas Marítimas Imperiais da China. Mal tomou posse, começou a reformar a estrutura aduaneira chinesa, que, em 1901, empregava um total de 5704 funcionários. Em 1885, foi apontado como ministro plenipotenciário britânico em Pequim, mas ele recusou a honrosa proposta, tendo em consideração a sua posição na estrutura governativa chinesa. Em 1906, quando foi criado a Secção de Assuntos Fiscais, pelo Governo Qing 清, pediu a exoneração do seu cargo, mas não foi aceite. Foram-lhe autorizadas férias no seu país natal, que foram sucessivamente renovadas, até ao seu falecimento. Nas 4 décadas do seu mandato, além do campo aduaneiro, contribuiu para a modernização da China, ao ajudar a criar o sistema postal e Tong Wen Guan 同文館 [Instituto de Intérpretes e Tradutores], teve intervenções activas na diplomacia chinesa, na qualidade de supremo conselheiro do Zongli Yamen 總理衙門 [Ministério dos Negócios Estrangeiros da China], das quais destacamos a sua intervenção nas relações sino-portuguesas, o que conduziu ao Protocolo de Lisboa, de 1886, acerca de Macau, e à conclusão do Tratado Luso-Chinês de Amizade e Comércio, de 1887. Os seus esforços mereceram-lhe condecorações de vários países ocidentais e da China. Em 1882, obteve um doutoramento honoris causa. Em 1866, casou com Hestor Jane Bredon, de quem teve 3 filhos. Teve também 3 filhos de uma ligação anterior. Faleceu a 20 de Setembro de 1911. É autor de The Peking Legations: a National Uprising and International Episode, Shanghai, Kelly & Walsh, 1900 e These from the Land of Sinim: Essays on the Chinese Question, London, Chapman & Hall, 1903, entre outras obras. [J.G.P.]Bibliografia: Aomen Zhuandang [Arquivo Especial de Macau], vol. I, (Taipei, 1995); BREDON, Juliet, Sir Robert Hart, the Romance of a Great Career, 2nd ed., (London, 1910); BRUNER, Katherine F.; FAIRBANK, John K.; SMITH, Richard J. (eds.), Entering China's Service: Robert Hart's Joumals, 1854-1863, (Cambridge, 1986); CHEN Xiafei, Zhongguo Haiguan Midang He De Jin Denggan Han Huibian [Arquivos da Alfândega Marítima Imperial da China Correspondência confidencial entre Sir Robert Hart e James Duncan Campbell], 9 vols., (Pequim, 1990-1996); CHEN Xiafei; HAN Rongfeng, (eds.), Archives of China’s Imperial Maritime Customs. Confidential Correspondence between Robert Hart and James Duncan Campbell 1874-1907, Second Historical Archives of China, Institute of Modern History, CASS, 4 vols., (Pequim, 1990); FAIRBANK, John K.; BRUNER, Katherine F.; MATHESON, Elizabeth M. (eds.), The l G. in Peking: Letters of Robert Hart, Chinese Maritime Customs, 1868-1907, (Cambridge, 1975); Negócios Extremos, Documentos Apresentados às Cortes na Sessão Legislativa de 1887 pelo Ministro e Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros. Negociações com a China, II, (Lisboa, 1888); PAN Ansheng, He De Shiliao [Documentos Históricos sobre Sir Robert Hart], (Taipei, 1969); QIU Ke, Yingren He De Yu Zhongguo Jindai Waijiao [Sir Robert Hart and modern Chinese diplomacy], tese de doutoramento, (1988); SALDANHA, António Vasconcelos de (cood.), 'Documentos Relativos às Negociações do Protocolo de Lisboa e do Tratado Luso-Chinês de Amizade e Comércio de 1887 (Primeira Parte) (1886-1888)', Colecção de Fontes Documentais para a Historia das Relações entre Portugal e a China, vol. 5, (Macau, 2000); SALDANHA, António Vasconcelos de (cood.), 'Documentos Relativos às Negociações do Protocolo de Lisboa e do Tratado Luso-Chinês de Amizade e Comércio de 1887 (Segunda Parte) (1886-1888)', Colecção de Fontes Documentais para a Historia das Relações entre Portugal e a China, vol. 6, (Macau, 2000); SALDANHA, António Vasconcelos de (cood.), 'Reformismo e Conservadorismo. O Vice Rei Zhang Zhidong e a 'Questão de Macau'', in ALVES, Jorge dos Santos (coord.), Portugal e a China. Conferências no II Curso Livre de História das Relações entre Portugal e a China (Séculos XVI-XIX), (Lisboa, 1999); SALDANHA, António Vasconcelos de (cood.), Estudos sobre as Relações Luso-Chinesas, (Macau, 1996); SMITH, Richard; FAIRBANK, John K.; BRUNER, Katherine F. (eds.), Robert Hart and China's Early Modernization: His Journals, 1863-1866, (Cambridge, 1991); SPENCE, Jonathan, The China Helpers: Western Advisers in China, 1620-1960, (London, 1969); SUN Xuelei; LIU jiaping (coods.) Guojia Tushuguan Cang Qingdai Guben Waijiao Dang'an [Arquivo Diplomático da Dinastia Qing, única cópia depositada na Biblioteca Nacional de Pequim], Centro Nacional de Microfilmagem e Reprografia de Fontes Documentais das Bibliotecas da China, edição fac-similada, vols. 3, 4, e 25, (Pequim, 2003); WRIGHT, Stanley F., Hart and the Chinese Costums, WM. Mullan, (Belfast, 1950); WANG Hongbing, He De ]ueshi Zhuan [Sir Robert Hart]-Administrador Geral Estrangeiro da Alfândega Marítima da Grande Qing, (Pequim,2000); WANG Jingyu, He De Yu Jindai Zhongxi Guanxi [Sir Robert Hart e as relações sino-estrangeiras modernas], (Pequim,1987); WANG Yanwei; WANG Liang, Qingji Waijiao Shiliao [Documentos Diplomáticos da Dinastia Qing Tardia], edição fac-ssimilada, (Xanghai, 1987); WU Zhiliang, Segredos de Sobrevivência: O Sistema Politico e o Desenvolvimento Político de Macau, (Macau, 1999); Zhongguo Haiguan Yu Zhongpu Lisiben Caoyue [as Alfândegas Marítimas Imperiais da China e o Protocolo de Lisboa entre a China e Portugal], (Pequim, 1983).
No dia 20 de Fevereiro de 1891, o Pároco da Taipa abre uma escola de português na sua residência. O Administrador, na altura sem recursos, pede ao Governo de Macau, por ofício desta data, um subsídio de $40 patacas. No dia 4 de Março do corrente ano, a Escola “do Pároco” da Vila da Taipa conta com o apoio de $22,95 patacas da Fazenda Provincial e funciona graças ainda ao fornecimento de livros pelo Arquivo da Secretaria do Governo e ao quadro do método de João de Deus, emprestado pela Escola Central por não haver esses artigos à venda em Macau.
Conjunto coral fundado em 1959 por iniciativa do Padre Áureo da Costa Nunes e Castro com apoio de um grupo de entusiastas oriundos do antigo Orfeão Macaense.O agrupamento dedicava-se à interpretação do repertório polifónico, com especial ênfase nos autores portugueses, até então desconhecidos das plateias locais. Realizou o seu primeiro ensaio no dia 12 de Maio de 1959, contando com 6 sopranos, 5 contraltos, 4 tenores e 6 baixos. No dia 20 de Fevereiro de 1960 faz a sua primeira apresentação pública, no hoje já desaparecido Liceu Nacional Infante D. Henrique. Nesse mesmo ano o conjunto realizaria mais sete concertos, quatro dos quais em Hong Kong. A reacção favorável do público daria origem a um convite do Hongkong Educational Department {Music Section) para uma apresentação no recém inaugurado Hong Kong City Hall Concert Hall. O concerto, com obras de Jacob Arcadelt {1514-1507), Josquin de Près (1440-1521), Francisco Martins {ca. 1620-1680), J.S. Bach {1685-1750), Ippolitov-Ivanov (1859-1935), entre outros, aconteceu na sexta-feira, 11 de Janeiro de 1963, seguido de mais duas apresentações: no sábado, uma apresentação informal no auditório do Wah Yan College, em Kowloon; no domingo, participação na Missa Solene em Rosary Church, Chatham Road, Tsimshatsui. O coro, então com 45 vozes, era composto por amadores portugueses, chineses e coreanos. O concerto no Wah Yan College foi testemunhado pelo crítico musical do jornal South China Morning Post, que o considerou interessante e original, sugerindo ainda que gostaria de ouvir mais música de Macau. Entre 1960 e 1963, o Grupo Coral Polifónico realizou 25 concertos públicos, cinco execuções de música sacra em cerimónias religiosas e duas gravações (das quais infelizmente não existe registo) para a Hongkong Radio, respectivamente em 16 de Dezembro de 1960 e 11 de Janeiro de 1963. A partir da década de 1970 as apresentações viriam a tornar-se cada vez mais espaçadas. Em 1977, o grupo terá sido convidado a apresentar se com a Filarmónica de Hong Kong, porém, não há notícias desta apresentação. Em 1983 apresenta-se ao lado da recém criada Orquestra de Câmara de Macau, sob a direcção de Stuart E. Bonner e, em 1985, realiza um concerto comemorativo ao tricentenário do nascimento de J. S. Bach (1685-1750). Após o concerto de 29 de Maio de 1988, no auditório da Academiade Música S. Pio X, não se registaram, até o presente, outras apresentações.
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