熱門搜索

CONSTRUIR · PARTILHAR · LEGAR

Já divulgado o resultado da selecção do Programa da Partilha de Imagens "Minha Memória de Macau - 2025"

>>Veja o resultado

Mais

O website lançou o Programa de partilha de imagens "Minha Memória de Macau – 2026", esperamos incentivar mais cidadãos a valorizarem os detalhes da nossa cidade, explorando e partilhando mais recursos históricos e memória da vida.

>>Ir à página

Mais

"Memórias de Macau" lança a edição para download do calendário eletrónico "Afetos pela Zona Norte de Macau" de 2026, convidando a explorar e saborear a transformação e o charme da Zona Norte, revivendo a sinceridade e o calor da vida comunitária!
Download agora: Calendário

Mais

Os termos e serviços do website “Memória de Macau” já foram atualizados. Clique >>consultar para conhecer o novo conteúdo. O contínuo de uso significa que os aceitou. Em caso de dúvida, seja bem-vindo de contactar connosco.

Mais

O projecto “Memória de Macau” foi galardoado com “Estrela de Descobrimento” do “Prémio Global 2024 para Casos Inovadores em Educação do Património Mundial (AWHEIC)”.

Mais

1552

O padre Matteo Ricci, o mais destacado jesuíta do período inicial da missionação europeia na China, nasceu em Macerata, no distrito de Ancona, Itália, em 6 de Outubro de 1552. Estudou Direito em Roma e em 1571 entrou no noviciado romano do colégio da Companhia de Jesus. Aí começou a antever a possibilidade de partir como missionário para a Índia ou para a China. Para missionar no Extremo Oriente ao serviço do Padroado Português, viajou para Portugal em 1577, tendo estudado durante quase um ano em Coimbra. Em Março de 1578, antes de embarcar rumo a Goa na nau S. Luís, Matteo Ricci e outros companheiros de missão que com ele partiam para o Oriente foram recebidos em audiência na corte portuguesa pelo jovem rei D. Sebastião. Em Setembro de 1578, Matteo Ricci chegou a Goa, terminou os estudos de Teologia em Cochim e foi ordenado em Cochim em 1580. Era altura de viajar para a China. Em Abril de 1582 estava em Macau, a convite do padre Valignano, onde se iniciou no estudo da língua chinesa, e em Setembro de 1583 entrava finalmente na grande China, na companhia do seu compatriota Michele Ruggieri. Começaram por se fixar em Zhaoqing 肇慶, importante cidade da província de Guangdong 廣東, 80 quilómetros a noroeste de Macau. Aí construíram uma residência e uma capela, dando início à difícil evangelização no Império do Meio. Superiormente inteligente, o padre Ricci interessou-se pelo estudo da cultura chinesa e entendeu que um conhecimento profundo da China clássica e uma adaptação aos ancestrais costumes chineses ia ajudar o trabalho dos missionários católicos. Estabeleceu um bom relacionamento com os mandarins que acreditava poder converter. Enquanto o padre Ruggieri iniciava a elaboração de um catecismo em chinês, Matteo Ricci mostrava os seus conhecimentos de matemática e geografia adquiridos em Roma. Desenhou um novo mapa-mundo e concebeu uma série de esferas celestes e relógios de sol que interessaram vivamente os letrados chineses, o que lhe valeu a fama de homem sábio e astrónomo. Mudou o seu apelido italiano para chinês, passando a ser conhecido por Li Madou 利瑪竇, nome por que é ainda hoje famoso na China. Não foi fácil a permanência de Ricci em Zhaoqing 肇慶, sobretudo pela estranheza e hostilidade de alguma população chinesa face aos estrangeiros. Em Agosto de 1589, acompanhado do padre António de Almeida, fixou-se na cidade de Shaozhou 韶州, actual Shaoguan 韶關, no norte da província de Cantão (Guangdong 廣東), onde continuou o seu brilhante labor de missionário. Em 1594, o padre Lázaro Cattaneo juntou-se-lhes e Ricci começou a perspectivar a viagem e fixação em Pequim (Beijing 北京). Entretanto, entendendo a importância dada ao mandatrinato na sociedade chinesa, os jesuítas decidiram mudar as roupas que usavam, trocando o traje de bonzo pela cabaia de mandarim. Em 1595, na companhia de um grande mandarim militar, Matteo Ricci tentou a viagem para a corte chinesa. Não passou de Nanquim, mas esta primeira tentativa de entrar no coração do império possibilitou-lhe o contacto com vários mandarins importantes. Tornava-se conhecido, respeitado e admirado. Acabou por conseguir fixar-se na grande cidade de Nanchang 南昌, capital da província de Jiangxi 江西, alargando assim o espaço de missionação e as possibilidades de expansão do cristianismo na China. A partir de Macau, foi nomeado superior geral das missões na China o que lhe dava mais poderes na gigantesca tarefa de evangelização do império. Em 1598, o mandarim Xu Guangqi 徐光 啟, um dos grandes de Nanchang 南昌 e amigo de Matteo Ricci que ele próprio haveria de converter ao catolicismo, foi nomeado presidente do Li Pu (Libu 禮部), o Tribunal dos Ritos na corte chinesa. Ricci acreditou estarem reunidas as condições para seguir para Pequim (Beijing 北京) onde poderia contar com a protecção do novo ministro. O jesuíta italiano iniciou nova viagem, que o levou a Nanjing 南京, Pequim (Beijing 北京), Zhenjiang 鎮江 e Suzhou 蘇 州. Nesta altura não conseguiu instalar-se na capital do império, o que só aconteceria em 1601, quando, na companhia do padre Diego Pantoja, espanhol, passou a viver definitivamente em Pequim (Beijing 北 京). Os presentes que levara para o imperador – relógios, pinturas religiosas a óleo, pirâmides de vidro cromáticas, espelhos e mapas – foram bem aceites e Ricci entrou na corte como relojoeiro e geógrafo. Falava perfeitamente o chinês, conhecia os clássicos do velho império, era educado e sociável, e o imperador Wanli 萬歷 estimava-o. Os mandarins da corte acolhiam-no com curiosidade e respeito. Por doação imperial, Ricci conseguiu um terreno junto à porta Xuanwumen 玄武門 para construir uma residência e uma pequena capela. A semente deu fruto e aí se ergue hoje a velha igreja de Nantang 南堂 ou da Imaculada Conceição, durante três séculos a catedral de Pequim (Beijing 北京). A China dos Ming 明 parecia ser diferente do Cataio descrito por Marco Polo (1254-1324) no seu Livro. Mas Ricci já entendera que se tratava do mesmo território e que Khanbalik, a capital dos mongóis, era esta Pequim (Beijing 北京). Outro jesuíta, o irmão açoriano Bento de Goes, partira de Lahore – na altura uma importante cidade da Índia, hoje pertencente ao Paquistão –, na longa viagem por terra para tentar provar que o Cataio e a China do Norte eram um só e mesmo império. Em 1606, ao ter conhecimento que o padre Bento de Goes estava muito doente em Jiayuguan 嘉裕關 (ou Suzhou 肅 州) ou Suchau, como aparece nos textos da época), no extremo oeste da Grande Muralha mas já em território chinês, Matteo Ricci enviou-lhe um emissário católico chinês de nome Fernando, que lhe assistiu aos últimos dias e o confortou com a certeza da tese que justificara tão trabalhosa viagem, a China do Norte era o antigo Cataio. Em Pequim (Beijing 北京), Matteo Ricci continuou o seu labor de missionário, e os relógios que construía e consertava – e tinham a particularidade de bater as horas, algo até então desconhecido na China – mais os seus vastos conhecimentos de astronomia e geografia, davam dele cada vez mais, aos mandarins e letrados da corte, a imagem de um estranho homem sábio do Extremo Ocidente. Ricci continuava entretanto a redacção dos seus muitos textos em chinês, destinados à divulgação do catolicismo. Compôs, na sua bonita caligrafia, o primeiro dicionário chinês-português – recentemente editado em Macau. Nos textos didácticos e de formação religiosa, adaptava habilmente a terminologia usada nos cânones e catecismos da religião de Cristo aos poderosos conceitos e expressivos caracteres utilizados nos clássicos de Confúcio. Na prossecução do labor que tinha por fim último a divulgação do Evangelho, conseguia algo que continua a ser fundamental, a aproximação e entendimento de mentalidades e culturas tão diferentes entre gentes que quase tudo conheciam de forma diversa mas que, como o jesuíta italiano bem sabia, tinham um coração semelhante que batia e respirava em uníssono com o de todos os homens existentes debaixo do céu. As pequenas cristandades na China começaram a crescer e foi Ricci o primeiro grande responsável pela imensa seara chinesa. Ao entardecer do dia 11 de Maio de 1610, Matteo Ricci falecia na residência junto à porta de Xuanwumen 玄武門. Antes de morrer queimou o seu diário pessoal e pediu aos seus companheiros de missão que mostrassem sempre caridade e benevolência para com os novos missionários chegados da Europa. Disse-lhes “deixo-vos outros perigos e outros trabalhos”. Foi enterrado no cemitério de Zhalan 柵欄, junto à muralha oeste da cidade de Pequim (Beijing 北京), num lugar que, apesar das muitas vicissitudes por que passou, se tornou ao longo dos séculos a última morada dos mais brilhantes e humildes missionários europeus na China. [A.J.G.A.] Bibliografia: É vastíssima a bibliografia sobre o padre Matteo Ricci. Logo após a sua morte, alguns jesuítas que lhe sucederam no trabalho missionário, homens como Nicolas Trigault, De Ursis ou Álvaro Semedo, escreveram largamente sobre a sua vida. Os seus trabalhos em italiano e em chinês foram sendo pouco a pouco conhecidos. Já na segunda metade do século XX, os Institutos Ricci em S. Francisco, em Paris, em Roma, recentemente em Macau, no seu trabalho editorial de divulgação e ensino têm perpetuado a memória do seu patrono. Registamse aqui apenas alguns títulos de importantes obras sobre Ricci: CRONIN, Vicent, The Wise Man from the West, (Nova Iorque, 1955); D’ARELLI, Francesco, Matteo Ricci – Lettere, (Macerata, 2001); DEL GATTO, Maddalena, Matteo Ricci, Della Entrata della Compagnia di Giesú e Christianitá nella Cina, (Macerata, 2000); D’ELIA, Pasquale, Fonti Ricciane, 3 vols., (Roma, 1942-1949); SPENCE, Johnathan, The Memory Palace of Matteo Ricci, (Londres, 1985); TEIXEIRA, Padre Manuel, Macau e a sua Diocese, vol. XIII, (Macau, 1977).

1644

No dia 6 de Outobro de 1644, as autoridades chinesas concederam um pedaço de terreno em frente da Ilha Verde para nele ser sepultado o Pe. João Rodrigues; mais tarde, em vez desse terreno, deram outro em Oitem, na Ilha da Lapa Esta concessão teve a ver com o auxílio e pronta solicitude ao tempo do assalto de Li Zicheng, que ameaçou a cidade de Cantão.V. Seguimento no registo imediato. Na colecção Jesuítas na Ásia há o seguinte documento: “Aos 6 de Outubro de 1644, passou o Tequessy huma chapa para a terra da sepultura do Pe. João Rodrigues conforme o despacho que já tinha dado em Cantão o Chayem, e outros Mandarins grandes, e o de Ansão. Esta chapa era para a terra que fica defronte da Ilha Verde para dentro da parede nova: porem depois se tomou por melhor lugar para os Mandarins o dare o pé do Monte de Oitem junto a ribeyra d’água. Aos 26 de Outubro sendo reitor deste collegio o Pe. Gaspar de Amaral se tomou posse a 1.ª vez levantando quatro entenas com letras que dizião esta terra deo o Chayem em nome do Rey da China para sepultura aos padres de S. Paulo. Passados alguns dias se acharão tiradas as entenas. E aos 18 de Abril de 1645 se tomou posse em forma arvorando huma cruz no monte que fica ao Leste da Ribeyra, e se tratou de cortar pedra, em virtude da chapa de Tequessy”.

1823

(23 de Setembro de 1823) Posse, em substituição do Senado, de um conselho presidido pelo Bispo D. Fr. Francisco de Nossa Senhora da Luz Chacim, dele fazendo também parte o Major João Cabral d’Estefique e um vereador aos meses (liberal). O termo de posse foi lido no Senado, mas a provisão era do Governador de Goa, D. Manuel da Câmara. Exactamente por este motivo, as nomeações não foram bem acolhidas. Entre outras razões, foi invocado que “se o povo de Goa pode dar autoridade, por que o não poderá o de Macau?” (Cfr. esta Cronologia… 19 de Agosto de 1822). O Ouvidor Miguel de Arriaga Brum da Silveira, que fora violentamente arrancado de casa na noite de 25 de Março de 1823 e levado para bordo do navio Vasco da Gama, para ir responder a Lisboa, mas que tinha conseguido evadir-se para Cantão (Cfr. esta Cronologia…1823, Março, 25) reentrou em Macau (no dia 26 de Dezembro de 1823), a pedido do povo, por intermédio do Senado, da guarnição, do clero e dos chineses, sendo recebido em triunfo.

1854

No dia 6 de Outubro de 1854, declarou-se, pelas 11 horas, rijo temporal de leste, rondando no dia seguinte o vento para sudoeste. Houve vários estragos, pois, devido à abundantíssima chuva deste ano, abateram-se várias casas. O brigue Beliza desta praça desarvorou-se, encalhando e perdendo o leme, no Baixo de Prata, onde encalhou também o Chadwick. O navio chileno Caldera ficou desmastreado e roubado de toda a carga, pelos piratas, que raptaram também uma passageira francesa.

1945

A Repartição Técnica dos Correios e Telégrafos avisa no dia 25 de Setembro de 1945 que a partir desta data, fica restabelecido o serviço telegráfico entre Macau e as Ilhas Filipinas, assim como o serviço de malas directas de correspondências ordinárias entre Macau e Hong Kong.

1974

No Jornal Va Kio de 6 de Outubro de 1874, apareceu a notícia sobre a inauguração da Ponte Governador Nobre de Carvalho na página 4.

Mais

Aviso Importante: Anúncio sobre a actualização dos "Termos e Serviços" do website de Cultura e História "Memória de Macau"

Caros membros do website "Memória de Macau", olá!

Agradecemos o vosso apoio e confiança ao longo do tempo ao website de Cultura e História "Memória de Macau". A fim de otimizar a qualidade dos serviços a prestar aos membros e proteger os seus direitos e interesses, será implementada, oficialmente, uma nova versão dos "Termos e Serviços" que entrou em vigor a 28 de Abril de 2025. Por favor, leiam o texto completo da versão actualizada. O conteúdo pode ser consultado aqui:

👉 Clique aqui para tomar conhecimento da versão actualizada dos "Termos e Serviços"

Li, concordo e aceito o conteúdo actualizado dos "Termos e Serviços".

Caso tenha alguma dúvida sobre a versão atualizada, não hesite em contactar-nos.

Agradecemos o vosso contínuo apoio e confiança. O website de Cultura e História "Memória de Macau" continuará a prestar serviços aos seus membros de forma segura e conveniente.

Com os melhores cumprimentos,

Website de Cultura e História "Memória de Macau"

Data de actualização: 28 de Abril de 2025

Pesquisa avançada

Palavra-chave

    Tópico

    Tipo

    Local

    Período

    Instruções de uso

    Pesquisar em todo o site