熱門搜索

CONSTRUIR · PARTILHAR · LEGAR

"Memórias de Macau" lança a edição para download do calendário eletrónico "Afetos pela Zona Norte de Macau" de 2026, convidando a explorar e saborear a transformação e o charme da Zona Norte, revivendo a sinceridade e o calor da vida comunitária!
Download agora Calendário

Mais

O website lançou Programa de partilha de imagens "Minha Memória de Macau", que visa incentivar os residentes a capturar, através da sua perspectiva, momentos preciosos da vida, instantes subtis e comoventes, integrando as suas experiências pessoais na memória coletiva da cidade.

>>Ir à página

Mais

Os termos e serviços do website “Memória de Macau” já foram atualizados. Clique >>consultar para conhecer o novo conteúdo. O contínuo de uso significa que os aceitou. Em caso de dúvida, seja bem-vindo de contactar connosco.

Mais

O projecto “Memória de Macau” foi galardoado com “Estrela de Descobrimento” do “Prémio Global 2024 para Casos Inovadores em Educação do Património Mundial (AWHEIC)”.

Mais

Trata-se de um significativo conjunto de cerca de seis mil folhas manuscritas, cronologicamente situadas, na sua grande maioria, entre meados do século XVIII e a primeira metade da centúria seguinte. A temática desta documentação diz respeito às relações entre as autoridades portuguesas e chinesas a propósito do território de Macau, versando múltiplos e variados temas, no âmbito dos contactos ofic

Mais

1580

No dia 2 de Fevereiro de 1580, foi inaugurada a Igreja de S. Francisco, dedicada a Nossa Senhora dos Anjos. In Teixeira, Manuel, Os Franciscanos em Macau, Macau, 1978.

1580

Os conventos de Macau estão hoje reduzidos à expressão mais simples, mas foram no seu tempo de longe as maiores e mais amplas estruturas da cidade. Curiosamente todos eles foram construídos não pelos portugueses mas pelos espanhóis durante a dominação filipina, entre 1580 e 1640.

1705

No dia 2 de Fevereiro de 1705, morre em Macau André Coelho Vieira, macaense, filho de Inocêncio Vieira de Campos, sendo sepultado no meio da Capela de S. Francisco Xavier da Igreja de Madre de Deus. Tomou posse do cargo de Capitão-Geral e Governador de Macau a 31 de Julho de 1688, governando até 1691. Em 1698 foi nomeado Governador de Solor e Timor, por ser “homem de bom procedimento e sã consciência e de excelente opinião naquelas partes”, no dizer do Vice-Rei Luiz Gonçalves da Câmara Coutinho, em carta de 28 de Dezembro de 1698 a El-Rei.

1711

No dia 2 de Fevereiro de 1711, carta do Governador de Macau, Francisco de Melo e Castro, a D. João V, sobre as desavenças entre os Governadores e o Senado de Macau, pelo que considera que uma das duas instituições deve ser extinta.

1783

Ouvidor de Macau de 1787 a 1797. Natural de Lagos e formado em Direito, Lázaro da Silva Ferreira foi juiz em Esposende antes de passar à Relação de Goa, onde se encontrava em 1784. A 23 de Abril deste último ano, foi indigitado para ir a Macau, a fim de implementar algumas das medidas previstas na Instrução que Martinho de Melo e Castro tinha remetido a D. Frederico Guilherme de Sousa (governador da Índia de 1779-1786), a 4 de Abril de 1783. Tendo viajado com o bispo de Pequim, D. Frei Alexandre de Gouveia, que ia a caminho da sua diocese, Lázaro da Silva Ferreira chegou à Cidade do Nome de Deus, a 5 de Julho de 1784. Escudado pelas instruções que levava de Goa, o juiz, assim que desembarcou, intimou os vereadores a que lhe apresentassem os livros da contabilidade do Senado dos últimos dez anos. Com o tabelião que tinha levado da Índia, analisou as contas públicas da cidade, tendo constatado que as sucessivas vereações, entre 1761 e 1784, tinham acumulado a soma de 180 mil taéis. Aliás, o total entesourado seria bastante mais elevado se neste balanço tivessem entrado as dívidas insolúveis, decorrentes dos empréstimos concedidos pelo Senado a moradores que entretanto tinham falecido ou se encontravam em situação de falência. Enquanto examinava os cofres públicos, Lázaro da Silva Ferreira procedeu ao estabelecimento de uma alfândega e participou com o governador Bernardo Aleixo de Lemos e Faria (1783-1788) na instalação das tropas que o governador da Índia tinha enviado para reforçar a guarnição macaense. Por determinação de Goa, também acompanhou a criação do Seminário Real no antigo colégio de S. José, tendo-se pronunciado sobre a escolha do edifício e os recursos necessáriosà sua manutenção. Além destas diligências, Lázaroda Silva Ferreira procedeu ainda a uma aturada pesquisa nos diversos cartórios da cidade, para tentar localizar as alegadas chapas sínicas em que estariam explicitados os privilégios e as regalias concedidas pelos imperadores da China aos primeiros portugueses que se tinham fixado em Macau. Afanosamente procurados, os documentos não foram encontrados em nenhum dos arquivos. Face ao insucesso da investigação, o juiz decidiu inquirir os moradores mais antigos para averiguar se eles possuíam qualquer notícia certa sobre as almejadas chapas sínicas. Nenhum deles tinha jamais visto os diplomas, mas constava-lhes que uma cópia dos mesmos se encontrava nos arquivos do zongdu 總督 (suntó) em Cantão. Ainda que fosse verdade, não havia possibilidade de em tempo útil obter uma cópia dessa documentação, para elaborar a instrução que os moradores de Macau deviam entregar a D. Frei Alexandre de Gouveia para que este negociasse na corte chinesa a restituição dos alegados antigos direitos e privilégios da cidade. Sem provas documentais escritas, a instrução levada pelo bispo de Pequim baseava-se essencialmente na tradição oral. Em penhado no cumprimento das suas tarefas, o desembargador de Goa foi surpreendido com o levantamento de uma polémica que envolvia os portugueses e os funcionários cantonenses. Estes exigiam que o procurador do Senado lhes entregasse dois religiosos chineses que, estando a ser perseguidos na China, se tinham refugiado em Macau. A discussão prolongou-se durante algum tempo, tendo Lázaro da Silva Ferreira participado activamente nas conversações que permitiram a saída dos religiosos da cidade sem terem de se submeter aos ditames da justiça chinesa. Cumpridas as suas incumbências, o desembargador regressou a Goa no início de 1785, mas as deliberações tomadas em Lisboa, enquanto viajava para a Índia, fá-lo-iam regressar a Macau em 1787. Com efeito, tendo sido restabelecida a ouvidoria, o Conselho Ultramarino propôs a nomeação de Lázaro da Silva Ferreira para desempenhar as funções de ouvidor. A Rainha ratificou a nomeação a 2 de Fevereiro de 1785, mas a notícia só em Maio de 1786 chegou a Goa. Em Agosto do ano seguinte, o novo ouvidor tomava posse do cargo, mas os macaenses não apreciaram o regresso de Lázaro da Silva Ferreira à cidade. Além do rigor com que tinha executado em 1784 as directivas do governador da Índia, os moradores de Macau contestavam o muito poder concentrado na pessoa do ouvidor. De facto, por deliberação de Goa, Lázaro da Silva Ferreira, com a administração da justiça, passava a acumular as funções de Juiz e Administrador da Alfândega, as de Juiz dos Órfãos e ainda as de Provedor dos Defuntos e Ausentes. Em virtude destes cargos, o novo ouvidor superintendia na área da justiça, em todos os assuntos de natureza económica e ainda no processo eleitoral. Insatisfeitos, os moradores de Macau tentaram em 1788 afastar Lázaro da Silva Ferreira, mas as diligências que para este efeito foram efectuadas em Goa não foram bem sucedidas. O ouvidor, nomeado por 3 anos, ficaria, não obstante a oposição dos macaenses, a exercer o cargo até 1797, chegando mesmo a desempenhar as funções de governador interino entre 1789 e 1790, devido à inesperada morte de Francisco Xavier de Mendonça Corte Real. Acusado de se servir da administração dos fundos públicos para favorecer os seus partidários e os estrangeiros, o ouvidor foi contestado por alguns moradores, mas também pelo governador Vasco Luís Carneiro de Sousa e Faro (1790-1793). Sobreviveu não só a estas acusações, mas também às denúncias de que manipulava as eleições com o objectivo de colocar no Senado os seus apaniguados. Saliente-se, por fim, que esta contestação não impediu Lázaro da Silva Ferreira de organizar o intricado processo que levaria ao perdão das dívidas contraídas pelos moradores junto do Senado. Não estando, por morte ou por falência, em condições de honrar os compromissos assumidos, o ouvidor propôs o perdão régio dessas dívidas. A proposta acabaria por ser sancionada pelo Príncipe Regente em Março de 1799. Entregue o cargo ao seu sucessor, Lázaro da Silva Ferreira regressou a Portugal no início de1798, continuando a interessar-se pelos assuntos de Macau através da sua participação no Conselho Ultramarino, para que entretanto fora nomeado.Terminada a sua carreira, fixou-se em Lagos, onde viria a falecer em 1825. [A.V.] Bibliografia: ABREU, António Graça de, D. Frei Alexandre de Gouveia, Bispo de Pequim (1751-1808). Contribuição para o Estudo das Relações entre Portugal e a China, dissertação policopiada, (Lisboa, 1998); GUIMARÃES, Ângela, Uma Relação Especial: Macau e as Relações Lluso-chinesas (1780-1814), (Lisboa, 1996); TEIXEIRA, Padre Manuel, Macau no Século XVIII, (Macau, 1984); VALE, A. M. Martins do, Os Portugueses em Macau, (1750-1800), (Macau, 1997).

1849

No dia 2 de Fevereiro de 1849, o Governador João Maria Ferreira do Amaral nomeou o negociante estabelecido em Cantão, John Dent, Cônsul de Portugal em Cantão, e o negociante britânico, Thomas C. Beale, para o mesmo cargo, em Shanghai.

1856

No dia 17 Junho de 1856, faleceu de lesão orgânica de coração, José Severo da Silva Teles, natural de Lisboa. Veio para Macau em 1815; foi nomeado Cirurgião do partido desta cidade, em 1816; obteve, em 1817, o despacho de Cirurgião-mor do Batalhão Príncipe Regente; em 1846 serviu interinamente de Cirurgião-mor da Província. Foi reformado pelo Decreto Real de Janeiro de 1855. Pelos seus relevantes serviços foi galardoado por Decreto de 2 de Fevereiro de 1848, sendo armado Cavaleiro da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa. Serviu vários cargos no Leal Senado e na Santa Casa da Misericórdia.

1867

No dia 2 de Fevereiro de 1867, o Governador José Maria da Ponte e Horta decretou, por prejudicial aos costumes da sociedade, a abolição da Roda dos Expostos da Santa Casa de Misericórdia de Macau e proibiu a esta instituição o recolhimento das raparigas abandonadas. Em 1 de Janeiro de 1857, existiam 45 expostos e, em 31 de Dezembro de 1866, 107. O movimento total, nos dez anos, foi de 2.286 expostos. O presidente da comissão encarregada de estudar as necessidades da Santa Casa, Pe. Jorge António Lopes da Silva diz, em relatório: “A sua mortalidade é tão extraordinária que parece não ter exemplo em parte alguma pois, nos dez últimos anos, a mortalidade foi de 95,5 por cento, quase todos chineses”. O Decreto entrou em vigor a 8 do mesmo mês e ano, devendo no entanto a Santa Casa continuar a tratar dos enjeitados que tinha a seu cargo nessa data. Como a Portaria não conseguiu deter a prática, a “Roda” deixou de existir mas as crianças abandonadas à porta da Santa Casa continuaram a ser recebidas. (Cfr. esta Cronologia…, 1855).

1940

O Consulado do Japão em Macau começou a funcionar no dia 1 de Outubro de 1940. O primeiro cônsul foi Yasumitsu Fukui, natural da aldeia Kambaya de lkaruga de Kyoto, nascido em 1902. Em 1920, concluiu os seus estudos secundários e, em Setembro, foi admitido numa escola de chinês, sob a tutela do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão, que formava diplomatas para trabalhar na China, donde saíu em Junho de 1923 e foi mandado para Pequim, para continuar com os seus estudos. Em Abril de 1926, foi promovido a secretário do Ministério dos Negócios Estrangeiros e mandado em missão à China, com a patente militar de cabo do exército. Em Novembro de 1926, foi destacado para o vice-consulado de Xinmin 新民, subordinado ao Consulado de Fengtian 奉天. Em Fevereiro de 1927, foi promovido a tenente da infantaria. Em Abril do mesmo ano, foi promovido à 8.ª categoria da carreira. A partir do dia 1 de Agosto de 1943, Yasumitsu Fukui assumiu as funções de vice-cônsul no Consulado do Japão, em Macau. Segundo o Padre Manuel Teixeira, Yasumitsu Fukui era 'fino diplomata, era inteligente e tinha bom coração'. No dia 2 de Fevereiro de 1945, o governador de Macau, Maurício Teixeira informou telegraficamente Lisboa de que Yasumitsu Fukui fora objecto de um atentado, tendo morrido no dia seguinte. Pela posição japonesa em não ter insistido na investigação deste assassínio, que abalou Macau, pode-se afirmar que o acto terá sido preparado pelo rival de Yasumitsu Fukui, o coronel Sawa, chefe dos serviços secretos militares japoneses, em Macau, pois, caso tivesse sido pela mão dos agentes dos nacionalistas chineses, as autoridades japonesas nunca deixariam de investigar o caso. [J.G.P.] Bibliografia: Arquivo Histórico-Diplomático do MNE de Portugal, Arquivo Consulado de Cantão, M 116; BRAGA, Isabel Maria Peixoto, Macau Durante a II Guerra Mundial: Sociedade, Educação Física e Desporto, tese de mestrado, (Macau, 1999); CHAN Sek Hou, Macau durante a Guerra Anti-japonesa (1937-1947) , tese de mestrado; Deng Kaisong, História de Macau (1840-1949) , (Macau, 1995); DENG Kaisong et alii, As Relações entre Guangdong, Hong Kong e Macau na Era Modema, (Guangdong, 1996); DENG Kaisong, HUANG Hongzao; WUZhiliang; LU Xiaoming, Nova História de Macau, (Sijiazhuang, 2000); DENG Kaisong; WU Zhiliang; LU Xiaoming, História das Relações entre Guangdong e Macau, (Pequim, 2000); FANG Jianchang, ''As Actividades Japonesas em Macau após a Eclosão da Guerra do Pacífico, de acordo com o Arquivo do Consulado do Japão em Macau', in Literatura e História de Guangdong, n.o 4, (1998); FEl Chengkang, Macao 400 Years, (Xangai, 1996); HUANG Qichen, História Geral de Macau, (Guangdong, 1999); FERNANDES, Moisés Silva, Sinopse de Macau nas Relações Luso-Chinesas 1945-1995, (Lisboa, 2000); GINOZA, Shinji, 'As Relações entre Macau e o Japão duranre a Guerra do Pacífico- Uma Abordagem Preliminar da não Ocupação de Macau pelas Tropas Japonesas', in Boletim de Estudos de Macau, n. o 5; JIN Guo Ping; WU Zhiliang, Jinghai Piaomiao [Histórias de Macau - Ficção e Realidade], (Macau, 200l); OU Chu, 'Algumas Coisas da Luta Anti-japonesa na Terra Natal do Dr. Sun Yat-Sen', in Os Tempos da China, n. o 11, (Pequim, 1995); TAM,Camões C.K., Disputes Concerning Macau´s Sovereignity between China and Portugal (1553-1993), (Taipei, 1994); TEIXEIRA, Padre Manuel, 'Macau duranre a Segunda Guerra Mundial', in Boletim do lnstituto Luís de Camões, vol. 15, n. os 1-2, (1981); Torre do Tombo, Arquivo Salazar, Aos COUE 10 A PT 4; WUZhiliang, Segredos de Sobrevivência: O Sistema Político e o Desenvolvimento Político de Macau, (Macau, 1999).

Mais

Aviso Importante: Anúncio sobre a actualização dos "Termos e Serviços" do website de Cultura e História "Memória de Macau"

Caros membros do website "Memória de Macau", olá!

Agradecemos o vosso apoio e confiança ao longo do tempo ao website de Cultura e História "Memória de Macau". A fim de otimizar a qualidade dos serviços a prestar aos membros e proteger os seus direitos e interesses, será implementada, oficialmente, uma nova versão dos "Termos e Serviços" que entrou em vigor a 28 de Abril de 2025. Por favor, leiam o texto completo da versão actualizada. O conteúdo pode ser consultado aqui:

👉 Clique aqui para tomar conhecimento da versão actualizada dos "Termos e Serviços"

Li, concordo e aceito o conteúdo actualizado dos "Termos e Serviços".

Caso tenha alguma dúvida sobre a versão atualizada, não hesite em contactar-nos.

Agradecemos o vosso contínuo apoio e confiança. O website de Cultura e História "Memória de Macau" continuará a prestar serviços aos seus membros de forma segura e conveniente.

Com os melhores cumprimentos,

Website de Cultura e História "Memória de Macau"

Data de actualização: 28 de Abril de 2025

Pesquisa avançada

Palavra-chave

    Tópico

    Tipo

    Local

    Período

    Instruções de uso

    Pesquisar em todo o site

    Login