Mateus da Costa foi um luso-descendente que governou as ilhas de Solor entre 1671 e 1673, sob a tutela portuguesa. Pai de outra figura notável, Domingos da Costa, pertencia a um grupo de gente local conhecido como larantuqueiros, profundamente conhecedores das realidades locais. Conseguiam relacionar-se bem com os nativos das ilhas, assim como com os mercadores que visitavam a região à procura de produtos, nomeadamente o sândalo branco, madeira muito apreciada na China e da qual podiam extrair uma infindável variedade de substâncias. A família Costa e uma outra da sociedade dos larantuqueiros, os Hornay, desenvolveram desde a primeira metade do século uma acesa rivalidade, motivada pelo desejo de poder sobre as ilhas. Em 1673, António Hornay usurpou o poder a Mateus da Costa, governando as ilhas até ao seu falecimento em 1693. A reconciliação das duas famílias só teve lugar quando um filho de Hornay, Francisco Hornay, se casou com a neta de Mateus da Costa, filha de Domingos da Costa. Bibliografia: LOUREIRO, Rui Manuel, Onde Nasce o Sândalo – Os Portugueses em Timor nos Séculos XVI e XVII, (Lisboa, 1995); TEIXEIRA, Padre Manuel, Macau no Século XVII, (Macau, 1982).

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Data de atualização: 2020/07/09