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Data de atualização: 2019/09/19
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No dia 22 de Agosto de 1849, assassinato do Governador João Maria Ferreira do Amaral por sete chineses que o acometeram repentinamente, e à traição, próximo das Portas do Cerco. Sucedeu-lhe, na administração da Colónia, o Conselho do Governo, composto pelo Bispo Jerónimo José da Mata, Juiz Joaquim António de Morais Carneiro, Ludgero Joaquim de Faria Neves, Miguel Pereira Simões, José Bernardo Goularte e Manuel Pereira. • Sobre a morte de Ferreira do Amaral, cfr. a obra já citada Estudos de História Do Relacionamento Luso-Chinês. Séculos XVI-XIX de A. Vasconcelos de Saldanha. [Análise actualizada]
Assassinato do Governador Ferreira do Amaral por sete chineses
No dia 30 de Janeiro de 1863, partiu para a Metrópole, ao cabo de 14 anos de residência em Macau e 11 de governo, o Conselheiro Isidoro Francisco Guimarães. Ao tomar conta do Governo, encontrou a caixa pública exausta e com grandes dívidas aos servidores do Estado, mal chegando para as despesas o subsídio da Metrópole. O Conselheiro Guimarães não impôs um só tributo. Fiscalizou unicamente, com rigor, os existentes, empregando a mais severa economia, conseguindo, em menos de três anos, não só pagar mas dispensar o subsídio da Metrópole e, não obstante as despesas terem aumentado de ano para ano, com as obras públicas e a força naval e com socorros de avultadas somas, para outras províncias, deixou a caixa com um saldo de milhares de patacas. Introduziu notáveis melhoramentos na colónia dispendendo para isso grandes quantias, como com o novo Palácio do Governo, aumento sobre o mar de quase toda a linha da Praia Grande, além da reconstrução do Bazar, depois do incêndio que o reduziu a cinzas, reconstrução que tornou aquela parte importante da cidade, não só maior, pelos acréscimos sobre o rio, como muito mais regular e elegante. Foi também ele quem concluiu, satisfatoriamente para Portugal, os tratados com o Sião, Japão e China, que trouxeram muita honra para Portugal, bem como idênticas vantagens alcançadas com outras nações estrangeiras, abrindo um diálogo salutar.
Isidoro Francisco Guimarães partiu para Portugal
No dia 3 de Agosto de 1868, tomou posse do cargo de Governador, para o qual havia sido nomeado em 13 de Maio, o Vice-Almirante António Sérgio de Sousa. António Sérgio de Sousa exerce o cargo de Governador de Macau desde este ano até 1872. Sempre as relações/ralações no diálogo luso-chinês; sempre as alfândegas chinesas a asfixiarem o comércio de Macau e…ainda a questão da Emigração de Cules. O Monumento da Vitória, a inauguração do Arco das Portas do Cerco, a reconstrução depois do tufão de 2 de Setembro de 1871, são marcas do seu governo. (V. Governadores De Macau, pp. 249 a 252).
Tomou posse do Governador António Sérgio de Sousa.
No dia 22 de Novembro de 1850, foram dadas instruções, antes de sair de Lisboa, ao Conselheiro Francisco António Gonçalves Cardoso, nomeado em 17 de Outubro deste ano Governador de Macau.
Novo governador de Macau
No dia 2 de Janeiro de 1851, transladação do corpo do Governador João Maria Ferreira do Amaral, do Palácio do Governo para a Capela de N. Sra. do Carmo da Igreja de S. Francisco, onde foi sepultado. (Cfr. Boletim do Governo, Vol. VI, No. 8, de 11 de Janeiro de1851). Foi o Atáude conduzido aos ombros de 6 marinheiros, e as pontas do pano mortuário que o cobria pegaram, o Encarregado de Negócios de France na China, o Cônsul dos Estados Unidos da América, um Vereador, servindo do Presidente, da Câmara Municipal, o Comandante da Estação Naval, o Major Comandante do Batalhão Provisório, ou milícia nacional da Cidade. Precedia o Atáude um destacamento, e marinhagem das guarnições dos Navios de guerra surtos no Porto, e compunham o préstito funebre, o Corpo Municipal com o seu pendão em funeral, as Autoridades civis e militares, a oficialidade da Marinha e do Batalhão Provisório, o Corpo Diplomático e Consular aqui residente, e seus Empregaods, e numeroso sequito dos Moradores de Macao, e de portugueses e estrangeiros ora existentes na Cidade. Fechava este respeitável e ponposo acompanhamento o Batalhão de Linha, com o seu Tenente Coronel Comandante à frente. À porta da Igreja de S. Francisco achava-se o Presidente do Conselho do Governo, Sr. Exa. Rma. o Bispo Diocesano, rodeado de todo o seu Clero, e acompanhando os restos mortaes à referida capela, aqui lhes foi cantado o competente Memento. O préstito e o todo desta religiosa ceremónia apresentava um aspecto de triste, e solemne gravidade que muito impressionava e commovia, fasendo palpitar com sentimentos generosos e patrioticos os corações portugueses.
Transladação do corpo de Ferreira do Amaral
No dia 13 de Fevereiro de 1846, o Herói de Itaparica João Maria Ferreira do Amaral embarca para Macau no navio inglês Madrid, vindo a ser o primeiro Governador a administrar a Província, como independente da Tutela do Estado da Índia. No dia 22 de Abril de 1846, tomou posse do Governo da Província de Macau, Timor e Solor, o Conselheiro Capitão de Mar-e-Guerra, João Maria Ferreira do Amaral, até aí conhecido como “O herói de Itaparica”, que tinha chegado no dia 19 deste mês e ano. João Maria Ferreira do Amaral é o novo Governador de Macau e só não ultrapassa a data de 1849 no cargo porque é assassinado. O cavaleiro-fidalgo era natural de Lisboa e muito culto em línguas e Filosofia, em Matemática e Cálculo Astronómico. [Precisava, pensamos nós, de mais Psicologia para perceber no rosto que parecia oferecer-lhe flores, a expressão de quem ia derrubá-lo do cavalo e decapitá-lo!] Foi preso pelos miguelistas mas libertado por falta de provas, dezoito meses depois. Emigrou com outros liberais para Inglaterra e depois para a Ilha Terceira. Esteve, ao serviço de Portugal, em Turim e Roma, em Génova e portos de Espanha. Vigiou o contrabando e tráfego de escravos entre os Açores e a América Latina. Resgatou liberais em Brest, foi exercer funções em Luanda. Opôs-se ao desrespeito dos britânicos para com as autoridades portuguesas. Foi para o Brasil e perdeu lá um braço, em combate. Foi repetidamente agraciado pela Coroa. Trocou a marinha pela política e, como homem de confiança do Ministro da Marinha e Ultramar, Joaquim José Falcão, a acrescentar ao perfil firme e determinado de que Macau carecia, tomou posse como Governador a 22 de Abril de 1846. Começou por saldar dívidas à tropa e a funcionários com dinheiro da Pagadoria da Marinha e preparou-se para definir nova estratégia política em Macau. Em 1847 comunicou a QiYing que ia construir uma casa forte na Taipa. A posse da Taipa era, sobretudo, a posse de um porto com melhores condições do que Macau e mais avançado para defesa de qualquer investida estrangeira. Para reparação do cais de Macau, instituiu tributação de uma pataca mensal aos barcos “faitiões” que se registassem na Procuratura. Não foi aceite pelos “contribuintes” esta iniciativa e 1500 chineses em 37 “faitiões” vindos pelo rio abaixo romperam de madrugada pelo cais do porto interior e atacaram a cidade. Foram reprimidos pelos soldados e porque a população ribeirinha os escondeu na confusão de ruelas e casebres daquela parte da cidade. O Governo de Ferreira do Amaral é rico e controverso. Demos um apontamento nesta passagem sobre Governadores, mas a Cronologia indica fontes para seguir de perto o seu mandato até e depois do infeliz desenlace. Como Governador, (V. Governadores De Macau, op. e ed. cit., pp. 210 a 217). • João Maria Ferreira do Amaral concebeu o plano de despojar o Mandarim de parte dos poderes de que estava revestido, ampliando a esfera de atribuições da Procuratura (único tribunal, em Macau, para julgamento de chineses). Igualmente mandou fechar definitivamente a Alfândega Chinesa de Macau. V. nesta Cronologia…, 1849, Março, 5.
João Maria Ferreira do Amaral embarca para Macau
No dia 26 de Outubro de 1866, o Conselheiro José Maria da Ponte e Horta tomou posse do cargo de Governador desta Província. Até 1868 assiste-se ao Governo de José Maria da Ponte e Horta, em Macau. Procurou modernizar a administração pública. Olhou com dinamismo o processo de emigração de cules a partir de Macau, publicando Portarias e Regulamentos apertados. Quis abrir uma Escola para Macaenses e já tinha colaboradores mas não teve meios para a manter. Teve um repetido problema: o estabelecimento de hopu - várias estações fiscais chinesas ao redor de Macau. No seu tempo foi inaugurado o Clube Lusitano de Hong Kong (17 de Dezembro de 1866). (V. Governadores De Macau, pp. 145 a 148). No dia 30 de Outubro de 1866, o ex-Governador da província, Conselheiro José Rodrigues Coelho do Amaral, partiu na canhoneira a vapor Camões, tendo recebido dos habitantes as mais calorosas demonstrações de espontâneo agradecimento pelo bom governo que fez. A partida de Hong Kong foi também acompanhada por inequívocas provas de saudade e reconhecimento, por parte dos residentes portugueses naquela colónia.
José Maria da Ponte e Horta tomou posse do cargo de Governador
No dia 22 de Junho de 1863, tomou posse do cargo de Governador, para o qual havia sido nomeado em 7 de Abril de 1863, o Coronel de Engenharia, José Rodrigues Coelho do Amaral. Foi um Governador eficiente e mereceu o reconhecimento da população. Uma das mais entusiásticas memórias da sua acção encontra-se nas páginas 79 a 88 - incluindo retrato - da obra de A. Marques Pereira - As Alfândegas Chinesas de Macau. Análise do Parecer da Junta do Ultramar sobre este objecto. Macau, Typographia J. Da Silva, 1970.
José Rodrigues Coelho do Amaral tomou posse do Governador de Macau
| Personagem: | Sousa, António Sérgio de |
| Tempo: | Dinastia Qing entre 1845 e 1911 |
| 1868 | |
| Local: | Ilha de Taipa-Freguesia de Nossa Senhora do Carmo |
| Ilha de Coloane--Freguesia de S. Francisco Xavier | |
| Palavra-chave: | Governador de Macau |
| Fonte: | Silva, Beatriz Basto da. Cronologia da História de Macau. Macau, Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, vol. III, 1995, p. 224. ISBN 972-8091-10-9. |
| Idioma: | Português |
| Identificador: | t0003507 |
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