Informações relevantes
Data de atualização: 2020/07/20
Surgimento e mudança da Ribeira Lin Kai de San Kio
Macau e a Rota da Seda: “Macau nos Mapas Antigos” Série de Conhecimentos (I)
Escravo Negro de Macau que Podia Viver no Fundo da Água
Que tipo de país é a China ? O que disseram os primeiros portugueses aqui chegados sobre a China, 1515
Data de atualização: 2020/07/20
No dia 8 de Abril de 1546, sai de Lisboa para ajudar Francisco Xavier no Oriente uma expedição, a 3.ª, de nove jesuítas.
3.ª Expedição missionária jesuíta parte de Lisboa rumo ao Oriente
No dia 13 de Abril de 1851, foram presos a bordo de um tancar, no rio de Macau, dois famigerados cabeças de piratas, Sam-Uong-Sam e Pak-Lou-Siu. Um deles lançou-se ao mar, com uma faca na mão, procurando ferir o marinheiro da corveta D. João I que o perseguia e, como não conseguisse fugir, golpeou-se a si mesmo, sendo preso e tratado. Atribuia-se-lhe a morte de 60 soldados chineses dos cruzeiros, e humilhações e assassinatos de alguns Mandarins. Ambos se faziam entender bem em português, tendo um deles pedido ao comandante da corveta que entregasse 30 patacas à sua mãe, residente em Macau, donde parecia que ambos eram naturais. Não obstante toda a vigilância, estes dois piratas conseguiram suicidar-se, envenenando a comida.
Presos dois famigerados cabeças de piratas
No dia 29 de Outubro de 1850, uma horrível explosão destruiu a fragata D. Maria II, perecendo 188 dos 224 tripulantes, incluindo o Comandante J. de Assis e Silva. O navio estava fundeado na Taipa, dando-se a explosão às duas horas e meia da tarde. Da corveta americana Marion, que ali se encontrava também ancorada, correndo grande risco, acudiram com destemida coragem os seus oficiais e marinheiros; porém, apenas puderam recolher os restos mortais de algumas das vítimas. Escapou vivo o grumete Barbosa e cerca de 50 chineses que se encontravam em embarcações próximas. Obra de um louco, e também vingança. Lembrando o terrível acontecimento, que teve lugar no próprio dia do aniversário da Rainha D. Maria II, foi erigido um monumento e reservado o espaço de um pequeno jardim “in memoriam”. (Cfr. esta Cronologia…, 1851).
Uma horrível explosão destruiu a fragata D. Maria II
No dia 29 de Abril de 1544, sai a 2.ª expedição missionária jesuíta de Roma para Goa, via Lisboa. Foi forçada a voltar e a reorganizar-se, acabando por partir só em 1545.
2.ª Expedição missionária jesuíta parte de Roma rumo a Goa
No dia 17 de Março de 1548, parte a 5.ª expedição missionária, em duas carracas saídas de Lisboa rumo ao Extremo Oriente, com 10 jesuítas, entre eles Baltazar Gago e o noviço Luís Fróis (autor da História do Japão). (Cfr. Documenta Indica I (1540-49) – Carta do Padre Gaspar Berze, Goa, 13 de Dezembro de 1548, publicada por Joseph Wicki, S.J. - 1976, doc. 56, pp. 382 ff). V. Bibliografia: Luís Fróis, Proceedings of the International Conference, sponsored by Embassy of Portugal, ed. engl. and japanese. CTMCDP, Tokyo, 1997.
5.ª expedição missionária jesuíta parte de Lisboa rumo ao Extremo Oriente
No dia 22 de Março de 1745, D. João V proibe os casamentos de estrangeiros em Macau, visto que em poucos anos eles excederiam os portugueses.
D. João V proibe os casamentos de estrangeiros
No dia 1 de Abril de 1779, D. Alexandre Pedrosa Guimarães publica uma Pastoral contra o traje feminino usado em Macau desde 1557: …“He a primeira que as mulheres de qualquer condição, e estado nunca mais tornem a entrar nos templos com condes, que são estes trapos sujos e porcos, que amarrão na testa…” No dia 8 de Abril de 1779, o povo de Macau protesta contra esta Pastoral e a 30 de Junho de 1780 apresenta ao vigário-geral uma exposição de mais de 100 páginas, cujo resumo, segundo Mons. Teixeira, é o seguinte: “I. Em Goa as mulheres usam o sari, que se envolve pela cabeça e é diferente do trajo português. II. Idem, em Diu e Damão. III. As mulheres usam também os seus trajos tradicionais em Bombaim, Ceilão, S. Tomé, Costa de Coromandel e Bengala. IV. Nos domínios portugueses da América as mulheres envolvem-se numas toalhas, cobrindo a cabeça com um pano. V. Na Europa, incluindo Lamego, Coimbra e Porto, usam mantilhas”. Este uso é legítimo e necessário: 1.º “Por ser o denominado conde forrado de papel, fingindo um bró de fronte agudo de altura de três dedos sobre que se amarra um pano branco de três pontas para segurar a tal forma de bró de fronte, e nele se possa segurar o pano ou saraça com uma fita. (A saraça era um vestido fino de algodão que se usava por cima do baju ou quimão. Nos pés usavam chinelas). 2.º Também porque este uso é imemorial de dois para três séculos sem contradição, nem ter havido no dito uso escândalo nem ocasião de pecado. 3.º E sim porque o Exmo. Sr. D. Bartolomeu, Bispo que foi desta Cidade mais de dez anos e que nela teve geral aprovação por suas pias e virtuosas demonstrações de muita caridade; e com a mesma repartia as mulheres pobres os panos de segurar os denominados condes para que as mesmas pudessem ir às Igrejas gozar os ofícios c Santos Sacramentos. 4.º Logo, porque pela proibição feita por Sr. D. Alexandre, Bispo desta Cidade, se tem seguido escandalosas murmurações, procedimentos irregulares, descomposturas pelos adros das Igrejas, e muitas tem deixado de frequentar os Santos Sacramentos pelo pejo e vergonha de não irem compostas conforme a sua criação (...)” e seguia-se o protesto. Apesar desta Pastoral, as mulheres continuaram com o seu vestido tradicional, que ainda usavam em meados do sec. XIX.
Pastoral contra o traje feminino usado em Macau desde 1557
No dia 30 de Junho de 1851, a lorcha Adamastor que saiu de Macau armada em guerra para patrulhas nas costas do norte, devido às inúmeras queixas das lorchas portuguesas, encontrou fundeadas próximo da ilha de Miaow duas lorchas e algumas somas que tratou de registar. Como uma dessas embarcações hasteasse a bandeira inglesa, o comandante da Adamastor mandou-a visitar por um oficial. A lorcha era tripulada apenas por chineses e o único inglês que nela se encontrava e que se intitulava de capitão, sem possuir os documentos legais, foi levado a bordo da Adamastor, a fim de ser conduzido para Shangai. O inglês pediu, porém, para voltar para a embarcação, a fim de buscar a sua roupa, sendo acompanhado pelo passageiro Carlos José Caldeira, como intérprete de inglês, e pelo 2.º Tenente da Marinha, José António Pereira de Miranda, que tinha ordens para trazer o chinês, dono da embarcação. Tendo este resistido, Miranda impeliu-o para o portaló, sendo então atacado por 30 chineses que lhe cravaram um taifo no peito, sem lhe darem tempo para puxar pela sua espada para se defender. Carlos Caldeira conseguiu escapar e a Adamastor rompeu fogo sobre os piratas cuja embarcação, de melhor andamento, conseguiu fugir.
Em confronto com um lorcha com bandeira inglesa
| Tempo: | Dinastia Ming desde 1494 até 1644 |
| 23/09/1543 |
| Fonte: | Beatriz Basto da Silva, Cronologia da História de Macau, Macau, Livros do Oriente, vol. I, 3.ª ed., 2015, p. 39. ISBN 978-99937-866-8-9. |
| Idioma: | Português |
| Identificador: | t0001448 |
Caros membros do website "Memória de Macau", olá!
Agradecemos o vosso apoio e confiança ao longo do tempo ao website de Cultura e História "Memória de Macau". A fim de otimizar a qualidade dos serviços a prestar aos membros e proteger os seus direitos e interesses, será implementada, oficialmente, uma nova versão dos "Termos e Serviços" que entrou em vigor a 28 de Abril de 2025. Por favor, leiam o texto completo da versão actualizada. O conteúdo pode ser consultado aqui:
👉 Clique aqui para tomar conhecimento da versão actualizada dos "Termos e Serviços"
Li, concordo e aceito o conteúdo actualizado dos "Termos e Serviços".
Caso tenha alguma dúvida sobre a versão atualizada, não hesite em contactar-nos.
Agradecemos o vosso contínuo apoio e confiança. O website de Cultura e História "Memória de Macau" continuará a prestar serviços aos seus membros de forma segura e conveniente.
Com os melhores cumprimentos,
Website de Cultura e História "Memória de Macau"
Data de actualização: 28 de Abril de 2025
Instruções de uso
Já tem a conta da "Memória de Macau"? Login
Comentários
Comentários (0 participação(ões), 0 comentário(s)): agradecemos que partilhasse os seus materiais e histórias (dentro de 150 palavras).