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Data de atualização: 2020/07/21
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No dia 20 de Setembro de 1847, Édito do Leal Senado convidando os habitantes da cidade que ainda não colocaram candeeiros na frente das suas casas a seguir o exemplo de muitos outros que já o fizeram, lembrando-lhes as vantagens da iluminação pública. Em 1849 a Rainha aprova, estabelece e manda regular a iluminação da cidade de Macau, incumbindo tais trabalhos ao Leal Senado. Com isto se aboliu a anterior postura que obrigava os chinas a trazer lanterna transitando de noite, embora o assunto não fosse pacífico, decerto por ser mais seguro, até para eles próprios, que a transportassem.
Vantagens da iluminação pública
Pelo Edital de 10 de Dezembro de 1850, o Procurador (Marquês) faz saber ao público que constando ao Governo terem vindo a Macau alguns Lanchaes, e cometido roubos, ordens rigorosas tem sido dadas para d'uma vez se obstar esse mal; e os pacíficos moradores chinas podem viver descansados que o Governo saberá comprir com o seu dever; adverte-se a todos os chinas das lojas e embarcações para não darem agasalho a esses Lanchaes, do contrario serão rigorozamente castigados, e os bons chinas devem participar ao Procurador a moradia, e reuniões desses Lanchaes para serem agarrados.
Edital contra os Lanchaes
Pelo Edital de 5 de Maio de 1851, o Procurador faz saber ao Público, que ordena o mesmo Leal Senado, para que todos tenhão limpa a frente das casas em que morão, determina mais que desde esta data em diante só é permitido deitarem lixo nas covas, ou escavações além da porta do campo de S. António. Os contraventores desta Ordem pagarão uma multa de dois taeis ficando outro sim pelo advertidos, que nenhuma desculpa na falta de cumprimento desta Ordem será admissível.
Todos tenhão limpa a frente das casas em que morão
No dia 15 de Janeiro de 1898, o ofício reservado do Ministro de Portugal na China, solicita a vinda à sede da Legação em Macau, do Cônsul-Geral de Portugal em Cantão, a fim de conferenciar sobre a questão de exportação de arroz para Macau.
Questão de exportação de arroz para Macau
No dia 22 de Junho de 1846, o Procurador oficiou ao Mandarim Tso-Tang expondo que, não tendo sido dada providência ao roubo cometido na pessoa do zoólogo dinamarquês Behu da fragata Galathea, por quatro chineses, na falda da colina da Guia, os soldados receberam ordens do Governador Amaral para fazerem fogo sobre qualquer chinês que desse indício de querer roubar, ficando o Mandarim responsável por qualquer resultado. [A fonte desta notícia encontra-se em 1846, Abril, 13, desta Cronologia].
Fogo sobre qualquer chinês que desse indício de querer roubar
No dia 24 de Setembro de 1849, o Tenente Vicente Nicolau de Mesquita é substituído no comando da Taipa pelo Alferes Caetano Gomes da Silva. Mas este morreu pouco depois, afogado, sendo substituído pelo Tenente José António da Costa, em Outubro seguinte.
Alferes Caetano Gomes da Silva toma posse do Comando da Taipa
No dia 1 de Dezembro de 1898, funeral do Comandante do Grupo de Companhias de Infantaria de Macau, Coronel Porfírio Zeferino de Sousa, assassinado no Quartel de S. Francisco por um subordinado.
Funeral do Comandante do Grupo de Companhias de Infantaria de Macau
O Batalhão Príncipe Regente foi substituído, por Decreto desta data (13 de Novembro de 1845), pelo Batalhão d’Artilharia de Primeira Linha. • Foi estabelecida, por Decreto, a Enfermaria Militar do Batalhão d’Artilharia.
Batalhão d’Artilharia de Primeira Linha
Pelo Edital de 28 de Dezembro de 1850, tendo o Governo já dado providências para pôr cobro a tantos roubos cometidos pelos Lanchaes no Bazar, e mais partes da Cidade; de novo torna o Governo a fazer saber aos negociantes Chinas pacíficos que concorrem a esta Cidade d'outros pontos do Império, como também as embarcaçaões comerciantes e pescadores que podem sossegadamente vir comerciar e abrigar-se dentro do Rio desta Cidade, que toda a protecção se lhes dará, e nenhum imposto terão essas Embarcações de pagar; a Polícia portuguesa será sempre vigilante em manter à boa ordem, tanto no mar, como em terra.
Dado providências para pôr cobro a tantos roubos
| Tempo: | Época da República entre 1911 e 1949 |
| 07/04/1945 |
| Fonte: | Silva, Beatriz Basto da, Cronologia da História de Macau, Vol. III, Livro do Oriente, 2015, p. 279, ISBN 9789996575006 |
| Idioma: | Português |
| Identificador: | t0007727 |
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