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Data de atualização: 2024/04/18
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No dia 31 de Outubro de 1867, as ruas de Coloane passaram a ser iluminadas a capricho dos seus habitantes, acendendo-se, nesta noite, 24 candeeiros, na rua principal (Cfr. B.O. n.° 40).
Ruas de Coloane passaram a ser iluminadas
No dia 3 de Março de 1862, mandado proceder em Macau às cerimónias públicas pela subida ao trono do Rei D. Luís I. Em 1862 (27 de Dezembro) procedeu-se igualmente à solenização do seu casamento. No dia 10 de Março do mesmo ano, bando para dar conhecimento aos habitantes de Macau sobre os festejos da Câmara, no dia 13 seguinte, a propósito da coroação de Sua Majestade o Senhor D. Luís I, com Sermões, Te-Deum na Sé e luminárias, levantando-se só por este dia o luto anterior (pelo falecimento de D. Pedro V).
Cerimónias públicas pela subida ao trono do Rei D. Luís I
Em 1866, o Boletim Oficial n.º 49 dá notícia pormenorizada da visita do Governador José Maria de Ponte e Horta, a bordo do Camões, ao “Distrito da Taipa”, que abrangia Coloane, onde, de resto, o Governador desembarcou. Foi recebido pelos habitantes, que se mostraram gratos à Administração Portuguesa.
Visita do Governador José Maria de Ponte e Horta ao “Distrito da Taipa”
No dia 9 de Maio de 1878, na praia de Pac-sá-lane há 62 leprosos, sendo 46 homens, 14 mulheres e duas crianças. Nas povoações de D. João a cargo do Comando Militar da Taipa e Coloane, só há um outro “China leproso, que é rico e habita em Seong-Só”.
Na praia de Pac-sá-lane há 62 leprosos
No dia 20 de Março de 1871, portaria Régia cujo artigo 73.° manda que os professores do Seminário de Macau sejam só eclesiásticos portugueses. Segundo Luís Gonzaga Gomes em carta de 1 de Maio de 1950, publicada em O Clarim, essa Portaria não é mais do que o eco de um Memorial enviado pelo Pe. Rôndina, S.J., ao agente do Ministério Público, denunciando crimes na esfera humanitária praticados contra cules que iam de Macau para Cuba e Peru. Os crimes e os depósitos foram denunciados e, decorrido o conveniente processo, foram condenados os criminosos envolvidos e alguns indivíduos da “alta roda” que tinham interesses nesse comércio. Os jesuítas Francisco Rôndina, Tomás Gahill e José Virgili, foram, pelo exposto, a causa próxima da Portaria Régia. Solidários com os seus irmãos jesuítas, os Padres jesuítas portugueses José Joaquim da Fonseca Matos e Domingos Pereira, saíram também, ficando o ensino muito prejudicado. Por isso se fez uma representação de 300 macaenses e um telegrama do Leal Senado, protestando contra a Portaria de D. Luís I (Cfr. Ferreira, Leôncio - Um brado pela verdade ou a questão dos Professores Jesuítas em Macau e a instrução dos Macaenses, Typographia Mercantil, Macau, 1872). [Cfr. 1878 - Escola Comercial; 1893, Julho, 27 - Liceu de Macau; 1883, Setembro, 3 - Escola Central - Sexo Masculino, 1895, Julho, 9) - Escola Central - Sexo Feminino)].
Manda-se que os professores do Seminário de Macau sejam só eclesiásticos portugueses
No dia 30 de Novembro de 1867, os emigrantes chineses que deveriam seguir para Havana na galera francesa Orixá, surta na rada, amotinaram-se à hora do rancho da tarde, e atacaram os tripulantes com facas, achas de lenha e bandejas do rancho. A tripulação viu-se obrigada a fazer uso das suas espadas e, em consequência da revolta, morreram 5 dos amotinados e ficaram feridos alguns marinheiros (Cfr. B.B. da Silva - Emigração de Cules - Dossier Macau - 1851-1894. Ed. Fundação Oriente. Macau, 1994).
Motim na galera francesa Orixá
No dia 29 de Junho de 1871, entrou na barra de Macau o brigue Conceição de Maria. No dia 2 de Setembro do mesmo ano, passou pela cidade um violento tufão, afundando-se, na ponta de Ka Hó (Coloane) a barca holandesa Rolina Maria e a galera russa Vistula. A primeira perdeu 7 homens da sua tripulação de 16 homens e da segunda salvou-se toda a tripulação de 22 homens. O brigue português Conceição de Maria, pertencente a Francisco Manuel da Cunha, que saía para Yokohama, com carga de açúcar e vinho, naufragou na ponta de Kaikiao (Ponta Cabrita), salvando-se toda a sua tripulação. A corveta Duque de Palmela, do comando do Capitão-Tenente Gregório José Ribeiro, a galera D. Maria Pia e a canhoneira Camões sofreram grandes avarias, em consequência dos embates com os barcos chineses dos quais 150 ficaram danificados.
Entrou em Macau o brigue Conceição de Maria
No dia 26 de Março de 1871, inaugurada a Praça, agora Jardim, com o Monumento da Vitória, sendo Governador o Almirante António Sérgio de Sousa. Carlos José Caldeira, no Boletim do Governo, 28 de Junho 1851, p. 102, explica que a Missa de Acção de Graças é a mais antiga cerimónia histórica ligada ao local, porque tem a sua 1a. edição no próprio ano da invasão, 1622, por voto tomado em Sessão e Termo na Casa da Câmara. Cerca de 1844 a Missa passou a ser celebrada na Capela da Guia mas o Senado, mesmo assim, usava dar cinco patacas de esmolas e as crianças (como hoje se faz na Gruta de Camões a 10 de Junho) levavam flores e bandeiras ao local, também conhecido por Campo dos Arrependidos. Este monumento encontra-se situado em jardim próprio, entre a Av. Sidónio Pais e a Estrada da Vitória. (Cfr. esta Cronologia…, 1870, Junho, 23).
Inaugurada a Praça com o Monumento da Vitória
| Tempo: | Após o estabelecimento da RPC em 1949 até 1999 |
| 02/1950 | |
| Palavra-chave: | Exército Popular de Libertação |
| Slogan | |
| Automóvel |
| Fotografia: | Wong Tong Meng |
| Fonte: | Staci, Chio Ieong and Terence, Hun Kuong U (coordenação de edição), Cinquenta anos num olhar : meio século documentado pela Associação Fotográfica de Macau, Museu de Arte de Macau, 2008, p. 38. ISBN 978-99937-59-72-0 |
| Direito de propriedade: | Associação Fotográfica de Macau |
| Fornecedor de trabalho digital: | Associação Fotográfica de Macau |
| Autorização: | Autorização de uso concedida à Fundação Macau pela Associação Fotográfica de Macau. |
| Idioma: | Chinês |
| Português | |
| Inglês | |
| Tipo: | Imagem |
| Fotografia | |
| Preto e branco | |
| Identificador: | p0014261 |
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