
Informações relevantes
Data de atualização: 2019/08/04
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Data de atualização: 2019/08/04
Situa- se na Avenida Coronel Mesquita. Foi construído em 1908 e dedicado a Seng Vong (Chenghuang 城 隍). Trata-se do deus das muralhas e dos fossos, protector da cidade capital. A sua festa comemora-se no 21.º dia da 9.ª lua. Geralmente encontra-se representado com dois secretários, Niu Tau e Ma Min, e por um grupo de criados, que têm o dever de informá-lo.
Seng Vong Miu (Chenghuang Miao 城隍廟)
Quando a aldeia de Mong Há (Wangxia 望廈) cresceu, em função dos muitos refugiados que na segunda metade do século XIX acorreram a Macau, vindos da China, os incipientes aterros periféricos começavam, já, a contornar a Península. A Sudoeste da aldeia, numa das suas entradas pelo litoral, ficava San Tei (Xindi 新地), em mandarim, Novo Terreno ou Terra Nova em tradução literal). E foi nesse local de fácil acesso que foi erguido, então, um novo templo em honra de Sin Fong (Xianfeng 先鋒, Pioneira), uma divindade tutelar. Este templo data, pelo menos, do 4.º Ano do Reinado de Guangxu 光緒 (1878) pois existem nele ofertas com essa data inscrita. Contudo, é de admitir que a sua construção tenha sido anterior, a avaliar pela inscrição que podia ler-se numa placa sonora ali existente, peça que deve ter sido doada por ocasião da sua fundação e que datava do reinado de Daoguang 道光 (1821-1850). Porém, todos os demais vestígios antigos haviam desaparecido, menos esse teng (ding 鼎) (pedra sonora de ferro suspensa no pátio interior), que se ia desfazendo em ferrugem. O templo de Sin Fong (Xianfeng 先鋒), bem como o Lin Fong (Lianfeng 蓮峰), outrora à beira da água e frequentemente inundado, não pertencia propriamente à povoação de Mong Há (Wangxia 望廈), mas sim à chamada povoação marginal de San ti (San Tei) (Xindi 新地: San Tei Hó Pin Chün (Xindi Heping Cun 新地和平村). De facto, perdido nos confins da velha aldeia de Mong Há (Wangxia 望廈), entre as últimas casas que restavam entre prédios recentes, no extremo da actual travessa Coelho do Amaral, era onde se encontrava o Sin Fong Miu (Xianfeng Miao 先鋒廟) nos anos 1960-1970. O templo estava, então, decorado com cortinados de cretone chinês florido, que mãos piedosas haviam enriquecido com bordados a lantejoulas num contraste gritante, com o par de fan 幡) (faixas laudatórias) em pano de algodão suspensas do tecto. Quanto às estátuas das divindades, estas eram esculpidas em madeira e berrantemente pintadas de esmalte, o que deixava dúvidas quanto à sua antiguidade. As placas dos doadores ou benfeitores, que se encontravam, ainda, noutros templos, haviam já desaparecido, e por isso mais parecia, devido ao degrau da base de uma velha porta entaipada, que o templo fora talvez assaltado e roubado o seu recheio. À porta, um velho leão em pedra, parecia deslocado. É possível que tenha sido levado doutro templo ou residência abandonada, onde terá deixado o seu complemento simétrico. O templo, pintado de verde claro, conservava, num muro, um baixo relevo em estuque de delicado trabalho, onde ainda se podiam distinguir peónias e flores de ameixieira. Este era, aliás, o mais belo lavor de todo o recinto. O rodapé de granito e os umbrais da porta, os painéis de estuque em baixo relevo, onde apenas, mais se adivinhava do que via uma paisagem rochosa, dominada por flores e folhagem, atestavam, realmente, que a primeira construção do templo chinês era antiga e ditada pela devoção. Foi todo este valioso património arquitectónico de Macau que a Aldeia de Mong Há (Wangxia望廈) representava que foi esquecido e veio a perder-se. Se o primeiro golpe na Aldeia de Mong Há (Wangxia望廈) foi o grande incêndio nos bambuais, causado, segundo uns, pelo descuido de algumas devotas que queimavam papéis votivos e, segundo outros, atribuído aos Portugueses dentro do seu plano de saneamento e, ainda, de acordo com a opinião doutros velhos residentes, resultado da vingança dos aldeãos rivais de Sái Kong (Xijiang 西江), a verdade é que, foram, sem dúvida, as expropriações e os aterros levados a efeito pelas equipas das Obras Públicas, que deram os últimos golpes na mais antiga aldeia chinesa extramuros de Macau nas primeiras décadas do século XX. Aquando da implantação da nova dinastia manchu em meados do século XVII ergueuse uma bonzaria na Região do Monte do Caranguejo, na Colina do Ouro (Colina de Mong Há (Wangxia 望廈) contígua ao anterior templozinho dedicado a Kun lâm (Guanyin 觀音). Foi feita, então, uma reprodução da primitiva imagem encontrada a boiar no rio, que se conserva em Ku Lam Ku Miu (Guanyin Gumiao 觀音古廟) e uma nova compassiva “Deusa de Misericórdia” passou a proteger os bonzos de Pou Chai Sin Un (Puji Chanyuan 普濟禪院) que, entre as suas rezas, se ocupavam principalmente de política. Só mais tarde foi erguido o templo de Sin Fong (Xianfeng Miao 先鋒廟), general aguerrido, vencedor de demónios e malefícios, que foi construído para proteger a aldeia pelo lado ocidental, nos novos territórios que a circundavam pelo litoral em direcção a Sai Kong (Xijiang 西江). Este foi, afinal, o último templo que os moradores daquela região de Macau ergueram às suas divindades, as quais, ao que parece, não terão escutado as suas preces. [A.M.A.] Bibliografia: AMARO, Ana Maria, “O Velho Templo de Kun Iâm em Macau”, in Boletim do Instituto Luís de Camões, vol. I, n°s. 4 e 5, separata, (Macau, 1967); Arquivos dos Serviços de Obras Públicas de Macau, (1960-1970); Dados recolhidos pela autora na tradição oral entre os moradores da aldeia de Mong Há e monges do Kun Iâm Tong.
Sin Fong Miu (Xianfeng Miao 先鋒廟)
Localiza-se na Rua Almirante Sérgio, no Porto Interior, e a data de construção reporta-se a 1868. A sua divindade é Tou Tei (Tudi 土地) e existem dois templos em Macau onde se lhe presta culto. A edificação é conhecida como templo da justiça e da felicidade. A festividade tem lugar no 2.º dia do 2.º mês lunar. No entanto, existe um terceiro templo, que se encontra em estado de degradação e coberto de pó, sendo dos mais pobres que existem em Macau. Situa-se na Rua da Barca da Lenha e aí se celebram duas outras divindades que se completam: Long Mou (Longmu 龍母), deusa que ouve as preces dos que sofrem, e Choi Pak (Caibo 財帛), deus da prosperidade e da riqueza.
Fok Tak Chai (Fude Zhai 福德齋 – Pagode da Felicidade e da Virtude)
Pequeno templo situado junto do Mercado de S. Domingos. O mesmo pertence à Associação das Três Ruas (Rua dos Ervanários, Rua das Estalagens e Rua do Acampamento), a mais antiga sociedade de beneficência de Macau. A edificação funcionou como sede da associação, tendo sido construído em 1750 e restaurado em 1793, 1805-1836 e 1893. O telhado deste templo é feito de conchas de ostras, uma raridade em Macau. Kuan Tai (Guandi 關帝) é uma divindade taoista, considerada o deus da guerra e o patrono da literatura. Pode assumir vários nomes, como Kuan Kong (Guangong 關公), Kuan Yu (Guanyu 關羽), Kuan Tai (Guandi 關帝) e Wu Tai (Wudi 武帝). Antigamente, a festa em honra deste deus tinha grande imponência: construíam-se pavilhões na Rua dos Ervanários e os moradores ornamentavam as fachadas dos seus estabelecimentos com lanternas e decorações em forma de morcego e borboleta (símbolos da Felicidade). No templo também se encontra consagrada a divindade Tei Chong Vong (Dizangwang 地藏王), deus do mundo interior. A sua festa tem lugar no dia 13.º da 7.ª lua. É neste pagode que tem início a festa do dragão embriagado (Choi Long [Zuilong 醉龍]), no 8.º dia do 4.º mês lunar.
Kuan Tai Miu (Guandi Miao 關帝廟)
Consta apenas de uma capela e localiza-se na Estrada Coelho do Amaral e é um templo moderno, utilizado sobretudo para as exéquias e ofícios fúnebres. Tem uma atmosfera rica e cuidada, especialmente o jardim, onde existe um oratório com uma mesa e um altar. Neste templo, guardado pelos bonzos, existe uma peça de arte em jade branco representando Amida, um deus pessoal apenas reconhecido pelo Budismo do Norte, introduzido no ano 300 a.C. pela Escola Mahayana do Nepal. A capela não se encontra exposta ao público.
Chok Lam Miu (Zhulin Miao 竹林廟 – Pagode do Bambual)
| Tempo: | Época da República entre 1911 e 1949 |
| 1925-1941 | |
| Local: | Península de Macau-Freguesia de Nossa Senhora de Fátima |
| Templo Lin Fong | |
| Palavra-chave: | Templo |
| Ídolo | |
| Cang Jie | |
| Ju Song (Deus chinês) |
| Fotografia: | Catela, José Neves |
| Fonte: | José Neves Catela, Macau Memórias Reveladas, Museu de Arte de Macau, 2001, p.86. ISBN 99937-29-26-4 |
| Proprietário actual: | Fundação Macau |
| Local de depósito: | Museu de Arte de Macau |
| Fornecedor da digitalização: | Fundação Macau |
| Idioma: | Chinês |
| Inglês | |
| Português | |
| Tipo: | Fotografia |
| Preto e branco | |
| Formato das informações digitais: | TIF, 2939x4073, 45.68MB |
| Identificador: | p0000083 |
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Data de actualização: 28 de Abril de 2025
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