Em 1614, primeira edição da Peregrinação de Fernão Mendes Pinto. (cfr. Beatriz Basto da Silva, Cronologia da História de Macau. Macau, Livros do Oriente, vol. I, 3.ª ed., 2015. 1580). Na Peregrinação, cap. LXIX, descreve-se a missa solene em Liampó, aquando da chegada de António de Faria. É cantado o “Te Deum Laudamos” estando a execução a cargo de oito padres revestidos de capas de brocado e telas ricas, em procissão desde a entrada da Igreja. Uma soma “de cantores” respondia em “canto dorgao” com muito boas “falas” como se fosse ali a capela de qualquer grande príncipe. “Seis meninos de sacristia” em traje de anjo compareciam com seus “instrumentos dourados” em que ora tangiam, só, ora se acompanhavam de cânticos. O vigário tangeu uma “viola grande ao modo antigo”. E tudo causou grande devoção. Todo este aparato musical, em que o órgão quinhentista português é usado, foi forçosamente desenvolvido maioritariamente em Macau. (Cfr. Doderer, Gerhard, “Órgão e Carrilhão nas Relações Luso-Chinesas: Aspectos De Um Percurso Histórico”, in Cadernos Históricos, IX, Lagos, 1998).

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Data de atualização: 2020/07/20