
Informações relevantes
Data de atualização: 2024/04/18
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Macau e a Rota da Seda: “Macau nos Mapas Antigos” Série de Conhecimentos (I)
Escravo Negro de Macau que Podia Viver no Fundo da Água
Que tipo de país é a China ? O que disseram os primeiros portugueses aqui chegados sobre a China, 1515
No dia 12 de Janeiro de 1898, o Processo n.º 363 - Série P - da Adm. Civil (A.H.M.) contém o pedido feito por Ornar Cassam, na qualidade de gestor de negócios de seu pai, Cassam Moosa, para que lhe fosse paga, pela consignação em depósito que o ex-Juiz de Direito desta Comarca, Dr. Álvaro Maria de Fornelos, fizera na Fazenda, a quantia de $514,61 que o mesmo Juiz lhe devia. As poucas notícias relativas a mouros, levam-nos a incluir esta, que prova a presença de, pelo menos, duas gerações.
Presença de mouros, pelo menos, duas gerações
No dia 15 de Janeiro de 1898, o ofício reservado do Ministro de Portugal na China, solicita a vinda à sede da Legação em Macau, do Cônsul-Geral de Portugal em Cantão, a fim de conferenciar sobre a questão de exportação de arroz para Macau.
Questão de exportação de arroz para Macau
Nicolau Tolentino Fernandes faleceu em S. Lourenço a 17 de Janeiro de 1898. Nasceu em St. António a 10 de Setembro de 1823, irmão do Conde Bernardino de Senna Fernandes. Foi tipógrafo e proprietário da Tipografia Mercantil N. T. Fernandes.
Nicolau Tolentino Fernandes faleceu em S. Lourenço
No dia 4 de Janeiro de 1851, estando já próximo a findar o prazo d'arrematação dos contractos da Carne de Porco, são por este edital avisados todos aqueles que pretenderem arrematá-lo novamente, que 15 dias da data deste (19 do corrente), às 11 horas am, no Cartorio da Procuratura se porá em hasta pública o dito arrendamento, que será dado com as seguintes condições a quem mais alto preço oferecer. No dia 5 de Janeiro de 1851, estando já próximo a findar o prazo d'arrematação do contractos da Carne de Vaca, são por este edital avisados todos aqueles que pretenderem arrematá-lo novamente, que 15 dias da data deste (20 do corrente), às 11 horas am, no Cartorio da Procuratura se porá em hasta pública o dito arrendamento, que será dado com as seguintes condições a quem mais alto preço oferecer. Estes editais de arrementação de contratos lançadas pelo governo aparecem pela primeira vez em chinês no Boletim do Governo.
Arrematação dos contractos da Carne de Porco e de Vaca.
No dia 17 de Agosto de 1897, o Secretário Geral Mário B. de Lima aprovou e remeteu ao Administrador das Ilhas o “Regulamento para a Delegação do Correio no Concelho da Taipa e Coloane'.
“Regulamento para a Delegação do Correio no Concelho da Taipa e Coloane"
No dia 3 de Outubro de 1836, o Procurador Manuel Pereira propôs ao Governador João Maria Ferreira do Amaral: Os “faitiões” (embarcações chinesas de passagem e carga) deveriam ser registados e pagar 1 pataca/mês à Fazenda Pública. O Governador, em sessão do Senado, aprovou. Os faitiões que se recusassem seriam retidos. Os chinas dos faitiões começaram reuniões no Pagode Novo (zona reconquistada ao mar em frente da Ilha Verde, que se vê em mapas chineses). Aliam-se aos principais do Bazar (uma espécie de gente do mar mais a gente de terra daquela zona) contando com o apoio dos Mandarins; assim se criou o espírito de revolta. Os chinas vingavam-se do serviço das alfândegas. A tropa armou-se. De 7 para 8 de Outubro havia 36 faitiões “abicados” para Macau. De manhã desembarcaram muitos “lanchões” armados e com 3 peças de artilharia. A eles se juntaram os chinas de terra. Resultado: Confronto de mais de 1500 chinas com os portugueses que apareciam à frente. As nossas forças organizaram-se com ajuda de uma peça da alfândega e outra da Fortaleza do Monte, soldados e cidadãos, e os invasores recuaram, abandonando as peças e muito armamento. Quando os lanchões embarcaram, os faitiões foram atacados no mar por embarcações nossas: uns foram tomados, outros foram a pique, 8 ficaram encalhados. Briosas provas de união por parte dos macaenses. Os chinas fecharam todas as lojas do bazar, em conluio, única arma que lhes restou, e poderosa, para romper a nossa resistência, como era habitual. Mas desta vez Amaral avisou por Edital que arrasaria o Bazar com a artilharia do Monte se não abrissem dentro de 24 horas e todas as lojas estavam abertas na manhã de 9! A 10 estavam, com a comitiva, 2 Mandarins à porta da cidade. O Governador mandou-os dispensar a comitiva armada. A 11 apareceram de novo, sem comitiva: era só para “certificarem ao Governador os seus sentimentos de amizade”! A 9 tínhamos também fundeada na Rada a fragata a vapor Vulture, comandada pelo capitão de Mar-e-Guerra Dousal, posta à disposição do Governador pelo seu congénere de Hong Kong. A fragata regressou, sem ter necessidade de intervir, a 12. V. Leonel Barros, Jornal Tribuna de Macau de 30 de Janeiro de 1993, sobre o mesmo assunto.
Confronto de mais de 1500 chinas com os portugueses que apareciam à frente
No dia 5 de Novembro de 1834, um violento incêndio destruiu 500 moradias em Macau. No dia 17 do corrente mês, o Procurador da Cidade António Pereira exigiu em ofício ao Mandarim Tso-Tang que fosse proibida a construção de barracas e casas de madeira na Praia Pequena, a fim de evitar o perigo de incêndios. Esta ordem vai sendo repetida.
Violento incêndio destruiu 500 moradias
O ano 1849 foi a data aproximada da criação do jogo do “Fantan”, em Macau ou, pelo menos, data da l.ª licença para esse efeito, concedida por um governador, Ferreira do Amaral. Com as subsequentes lotarias chinesas “Vae-seng” e “Pacapio”, esta actividade lúdica foi negócio e equilíbrio financeiro de grande alcance para Macau, após o enfraquecimento económico causado pelo estabelecimento inglês em Hong Kong (1841). (Cfr. Luís Quental, “O Fantan em Macau. No Século XIX” - in Revista Macau, II série, n.º 4, Macau, Agosto 1992).
Criação do jogo do “Fantan”
No dia 20 de Novembro de 1845, D.Maria II declarou francos, por Decreto referendado pelo Ministro de Marinha e Ultramar, Joaquim José Falcão, os portos de Macau, “tanto o do rio como o da Taipa” ao comércio de todas as nações. O da Taipa era de ancoragem obrigatória para todos os navios com mais de 500 toneladas, impossibilitados de se aproximar da rada de Macau. Esta medida veio tarde por o comércio se ter desviado já para Hong Kong, desde 1842. Em consequência, Ferreira do Amaral extinguiu os postos aduaneiros chineses (Hopu Grande e Pequeno), que durante 171 anos tinham operado em Macau.
D.Maria II declarou francos os portos de Macau
| Tempo: | Após o estabelecimento da RPC em 1949 até 1999 |
| 1994 | |
| Local: | Ilha da Taipa-Freguesia de Nossa Senhora do Carmo |
| Ponte da Amizade | |
| Palavra-chave: | Ponte |
| Celebração | |
| Cerimônia de inauguração |
| Fotografia: | Lam Kin On |
| Fonte: | Staci, Chio Ieong and Terence, Hun Kuong U (coordenação de edição), Cinquenta anos num olhar : meio século documentado pela Associação Fotográfica de Macau, Museu de Arte de Macau, 2008, p. 200. ISBN 978-99937-59-72-0 |
| Direito de propriedade: | Associação Fotográfica de Macau |
| Fornecedor de trabalho digital: | Associação Fotográfica de Macau |
| Autorização: | Autorização de uso concedida à Fundação Macau pela Associação Fotográfica de Macau. |
| Idioma: | Chinês |
| Português | |
| Inglês | |
| Tipo: | Imagem |
| Fotografia | |
| A cores | |
| Identificador: | p0014422 |
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