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Data de atualização: 2024/04/18
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Em Abril de 1876, ficou concluído, com ajuda de subscrições várias, do governo e de particulares, o Hospital da Taipa que até incluía um pagode para culto dos doentes, em geral pagãos. Regulamento, Comissão e Direcção constituídas por chineses; inauguração... mas desinteresse, a começar pelos doentes de Coloane, ou pelo menos dos habitantes mais marcantes; parece tal atitude ter raiz no facto da Direcção escolhida para o Hospital só contar com habitantes da Taipa. O certo é que do desentendimento entre as povoações e posterior desinteresse resultou a mudança de finalidade do edifício, que passou, em 1879, a servir de Quartel e depois Centro de Recuperação Social, Escola da Polícia e Messe da D.S.F.S.M.
Ficou concluído o Hospital da Taipa
No dia 30 de Novembro de 1867, os emigrantes chineses que deveriam seguir para Havana na galera francesa Orixá, surta na rada, amotinaram-se à hora do rancho da tarde, e atacaram os tripulantes com facas, achas de lenha e bandejas do rancho. A tripulação viu-se obrigada a fazer uso das suas espadas e, em consequência da revolta, morreram 5 dos amotinados e ficaram feridos alguns marinheiros (Cfr. B.B. da Silva - Emigração de Cules - Dossier Macau - 1851-1894. Ed. Fundação Oriente. Macau, 1994).
Motim na galera francesa Orixá
No dia 13 de Agosto de 1875, o arrematante do exclusivo de fantan, não se contentando com a terra, arranjou duas embarcações ao largo da Taipa, onde se jogava até alta noite. Mas o Comandante do Posto proibiu-o. O jogo a bordo veio a crescer…
Arrematante do exclusivo de fantan
Na noite de 31 de Maio para 1 de Junho de 1875 passa em Macau mais um grande tufão que merece referência no B.O. n.º 23. A publicação oficial volta a mencionar este tufão e o de 22 de Setembro passado, de que faz relatórios, no seu N°. 25. O tufão de 31 de Maio causou vários prejuízos. A lancha Sérgio foi de encontro a uma pedra, arrombando-se; na povoação da Taipa perderam-se 70 barcos; dos 600 barcos acostados, estima-se que só 20% saíram ilesos; 50 casas ficaram arruinadas e houve alguns mortos. Em Coloane e “Laichivan” ficaram arruinadas 10 casas pequenas, 6 lorchas quebradas; não houve mortos aqui. Foram distribuídas 10 mil sapecas aos pobres. Notícias, no Boletim Provincial de Macau e Timor, n.º 23, de novo tufão a 31 de Maio (de 1875), quase tão horrível como o de Setembro de 1874. 'Habitantes de Macau, acaba esta cidade de sofrer novamente uma grande desgraça! O tufão da noite de 31 de maio último, quase tão horroroso como o da noite de 22 para 23 de setembro do ano passado, tem assolado de novo Macau, que estava prestes a levantar-se do abatimento em que parecia jazer. Insondáveis designios de Deus que devemos respeitar! Não percamos porém o nosso animo que n'esta difícil conjunctura mais só nos faz preciso. Unamo-nos pois o trabalhemos para que d'algum modo se consiga, com o auxílio Divino, reconquistar o perdido e preparar para um melhor futuro, mas lembrai-vos que isto só se consegue pelo trabalho aturado o melhor emprego dos recursos de que cada um passa dispor. Macaenses! Como austeridade velarei pela vossa segurança, no cumprimento do meu dever vos prestarei o maior auxílio que eu possa e de mim depender. Como vosso amigo, lamento os gerais infortunios e convosco partilhei os horrores do calamitoso acontecimento, que como é notório, esteve a ponto de me deixar sem a família. O Conselheiro Governador da província, José Maria Lobo d'Ávila.'
Mais um grande tufão
No dia 16 de Novembro de 1867, inauguração da Aula Regimental do Batalhão de Macau com 42 alunos, sob a direcção do Tenente Henrique Dias de Carvalho, sendo facultada a frequência a alunos externos.
Inauguração da Aula Regimental do Batalhão de Macau
No dia 20 de Março de 1871, portaria Régia cujo artigo 73.° manda que os professores do Seminário de Macau sejam só eclesiásticos portugueses. Segundo Luís Gonzaga Gomes em carta de 1 de Maio de 1950, publicada em O Clarim, essa Portaria não é mais do que o eco de um Memorial enviado pelo Pe. Rôndina, S.J., ao agente do Ministério Público, denunciando crimes na esfera humanitária praticados contra cules que iam de Macau para Cuba e Peru. Os crimes e os depósitos foram denunciados e, decorrido o conveniente processo, foram condenados os criminosos envolvidos e alguns indivíduos da “alta roda” que tinham interesses nesse comércio. Os jesuítas Francisco Rôndina, Tomás Gahill e José Virgili, foram, pelo exposto, a causa próxima da Portaria Régia. Solidários com os seus irmãos jesuítas, os Padres jesuítas portugueses José Joaquim da Fonseca Matos e Domingos Pereira, saíram também, ficando o ensino muito prejudicado. Por isso se fez uma representação de 300 macaenses e um telegrama do Leal Senado, protestando contra a Portaria de D. Luís I (Cfr. Ferreira, Leôncio - Um brado pela verdade ou a questão dos Professores Jesuítas em Macau e a instrução dos Macaenses, Typographia Mercantil, Macau, 1872). [Cfr. 1878 - Escola Comercial; 1893, Julho, 27 - Liceu de Macau; 1883, Setembro, 3 - Escola Central - Sexo Masculino, 1895, Julho, 9) - Escola Central - Sexo Feminino)].
Manda-se que os professores do Seminário de Macau sejam só eclesiásticos portugueses
Em 1866, o Boletim Oficial n.º 49 dá notícia pormenorizada da visita do Governador José Maria de Ponte e Horta, a bordo do Camões, ao “Distrito da Taipa”, que abrangia Coloane, onde, de resto, o Governador desembarcou. Foi recebido pelos habitantes, que se mostraram gratos à Administração Portuguesa.
Visita do Governador José Maria de Ponte e Horta ao “Distrito da Taipa”
No dia 26 de Março de 1871, inaugurada a Praça, agora Jardim, com o Monumento da Vitória, sendo Governador o Almirante António Sérgio de Sousa. Carlos José Caldeira, no Boletim do Governo, 28 de Junho 1851, p. 102, explica que a Missa de Acção de Graças é a mais antiga cerimónia histórica ligada ao local, porque tem a sua 1a. edição no próprio ano da invasão, 1622, por voto tomado em Sessão e Termo na Casa da Câmara. Cerca de 1844 a Missa passou a ser celebrada na Capela da Guia mas o Senado, mesmo assim, usava dar cinco patacas de esmolas e as crianças (como hoje se faz na Gruta de Camões a 10 de Junho) levavam flores e bandeiras ao local, também conhecido por Campo dos Arrependidos. Este monumento encontra-se situado em jardim próprio, entre a Av. Sidónio Pais e a Estrada da Vitória. (Cfr. esta Cronologia…, 1870, Junho, 23).
Inaugurada a Praça com o Monumento da Vitória
No dia 2 de Fevereiro de 1867, o Governador José Maria da Ponte e Horta decretou, por prejudicial aos costumes da sociedade, a abolição da Roda dos Expostos da Santa Casa de Misericórdia de Macau e proibiu a esta instituição o recolhimento das raparigas abandonadas. Em 1 de Janeiro de 1857, existiam 45 expostos e, em 31 de Dezembro de 1866, 107. O movimento total, nos dez anos, foi de 2.286 expostos. O presidente da comissão encarregada de estudar as necessidades da Santa Casa, Pe. Jorge António Lopes da Silva diz, em relatório: “A sua mortalidade é tão extraordinária que parece não ter exemplo em parte alguma pois, nos dez últimos anos, a mortalidade foi de 95,5 por cento, quase todos chineses”. O Decreto entrou em vigor a 8 do mesmo mês e ano, devendo no entanto a Santa Casa continuar a tratar dos enjeitados que tinha a seu cargo nessa data. Como a Portaria não conseguiu deter a prática, a “Roda” deixou de existir mas as crianças abandonadas à porta da Santa Casa continuaram a ser recebidas. (Cfr. esta Cronologia…, 1855).
Abolição da Roda dos Expostos da Santa Casa de Misericórdia de Macau
| Tempo: | Após o estabelecimento da RPC em 1949 até 1999 |
| 1994 | |
| Local: | Ilha da Taipa-Freguesia de Nossa Senhora do Carmo |
| Ponte da Amizade | |
| Palavra-chave: | Ponte |
| Celebração | |
| Cerimônia de inauguração |
| Fotografia: | Lam Kin On |
| Fonte: | Staci, Chio Ieong and Terence, Hun Kuong U (coordenação de edição), Cinquenta anos num olhar : meio século documentado pela Associação Fotográfica de Macau, Museu de Arte de Macau, 2008, p. 200. ISBN 978-99937-59-72-0 |
| Direito de propriedade: | Associação Fotográfica de Macau |
| Fornecedor de trabalho digital: | Associação Fotográfica de Macau |
| Autorização: | Autorização de uso concedida à Fundação Macau pela Associação Fotográfica de Macau. |
| Idioma: | Chinês |
| Português | |
| Inglês | |
| Tipo: | Imagem |
| Fotografia | |
| A cores | |
| Identificador: | p0014422 |
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