(3 de Junho de 1795) Em Macau houve sempre intérpretes, chamados jurubaças, normalmente de nomeação ocasional. O Senado emprega oficialmente um padre como intérprete: “Termo em que se obriga o Pe. Rodrigo da Madre de Deus a fazer todas as chapas, traduzir as que receber e ensinar a uma ou mais pessoas a lingua sinica”. Tinha sido 10 anos missionário em Pequim e era natural de Lisboa. [Em 1808, viria a servir de intérprete aos ingleses quando estes ocuparam Macau, acarretando sobre si o ódio dos chinas. Em 1 de Março de 1809, saiu ocultamente de Macau sem se despedir de ninguém. Foi substituído pelo P.e Xavier. Por carta régia de 6 de Junho de 1814, foi nomeado intérprete João José da Silva, macaense, com o ordenado de 480 taeis. Seguiram-se os macaenses João Rodrigues Gonçalves, Manuel Maria Dias Pegado, José Martinho Marques, José Joaquim Vieira; a estes seguiram-se outros dois macaenses, Pedro Nolasco da Silva e Eduardo Marques, nomeados por Portaria n.os 9 e 10, de 26 de Janeiro de 1871, e confirmados pelo Dec. de 25 de Abril do mesmo ano. O cargo viria a ser regular e comum, criando-se a carreira de intérprete e a multiplicação de funcionários].

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Data de atualização: 2020/07/22