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Data de atualização: 2020/09/03
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Data de atualização: 2020/09/03
No dia 13 de Agosto de 1956, chegou a Nagasaqui o Capitão-Mor Rui Mendes de Figueiredo, com a sua nau.
Capitão-Mor Rui Mendes
No dia 21 de Julho de 1573, morreu, no naufrágio da sua nau, que seguia para o Japão, o Capitão-Mor de Macau, D. António de Vilhena, que se distinguiu no cerco de Cananor, em 1559, e que neste ano fez, à sua custa, cobrir de telha a primeira igreja da Madre de Deus de Macau que então era apenas coberta de madeira.
Morreu o Capitão-Mor de Macau, D. António de Vilhena
João Corrêa Paes d'Assumpção faleceu em Macau (Sé) a 19 de Janeiro de 1895. Nasceu em Paço de Arcos a 4 de Maio de 1825, esteve em Macau pela 1ª vez como comissário da corveta «Infante D. Henrique», voltando novamente em 1854. Decidiu então fixar residência em Macau, onde ocupou, durante largos anos, o lugar de contador da Junta da Fazenda Pública de Macau, Timor e Solor. Foi também 1º oficial do Corpo dos Oficiais da Fazenda da Armada e inspector da Santa Casa da Misericórdia de Macau. Foi 1º e único Barão de Assumpção, título registado na Torre do Tombo a 6 de Maio de 1890. Cônsul do Brasil (1892), cavaleiro (dec. de 19.12.1865) e comendador da Ordem de Nª Srª da Conceição de Vila Viçosa (dec. de 15.11.1888), comendador da Ordem de Cristo e cavaleiro da Ordem da Corôa do Sião, e da Real Ordem do Cambodja. Em 1891, foi arrolado como um dos 40 maiores contribuintes de Macau. Era proprietário, entre outros bens, de 4 casas na Calçada do Tronco Velho (nºs 2,4,6 e 8 - residia no nº6) que, depois da sua morte, foram vendidas em 1897 à Santa Casa da Misericórdia que as demoliu passados muitos anos, construindo em seu lugar um único edifício a que deu o nome de «Edifício Caetano Soares», em memória do Dr. José Caetano Soares, médico do Hospital de S. Rafael durante mais de 20 anos.
João Corrêa Paes d'Assumpção faleceu em Macau
No dia 26 de Março de 1605, a esquadra holandesa do almirante Wijtrant Van Waryck tomou a nau St.º António, na sua torna-viagem da China, no porto de Patane (Sião). Interessante artigo recente remete-nos para outrora, ao abordar o bairro português em Ayuthaya (Sião), onde já no século XVI vivera Fernão Mendes Pinto - in Oliveira, Pedro Daniel, O Clarim, periódico de Macau, 24 de Fevereiro de 2012, p. 8.
Esquadra holandesa do almirante Wijtrant Van Waryck tomou a nau St.º António no porto de Patane (Sião)
Não houve viagem ao João em 1594, poruqe D. Francisco de Sá, o Capitão, perdeu a nau em Dacham.
Perda da nau
No dia 1 de Dezembro de 1594, falecimento de Tomé António que se encontra sepultado na igreja de Nossa Senhora da Graça, vulgo igreja de St.º Agostinho, sendo a pedra tumular da sua sepultura a mais antiga que até hoje foi encontrada em Macau.
Falecimento de Tomé António
No dia 9 de Setembro de 1607, tentativa holandesa para atacar e tomar Macau: oito navios holandeses, o Orange (capitânea), o Maurício, o Erasmo, o Eunhice, o Delft, o Pequeno Sol, o Pombinha e um iate, com uma tripulação de 551 homens e comandados pelo almirante Cornelio Metelieff, foram escorraçados das águas de Macau, por seis velas portuguesas do capitão-mor André Pessoa, tendo o inimigo perdido uma das naus e o iate. Assim se gorou a tentativa de impedir a largada da Nau do Trato para Nagasaqui. (Cfr. Pires, S. J. Padre Benjamim Videira. Taprobana e mais além … Presenças de Portugal na Ásia. Instituto Cultural de Macau. Macau, 1995, p. 234).
Tentativa holandesa para atacar e tomar Macau
Em 1614, primeira edição da Peregrinação de Fernão Mendes Pinto. (cfr. Beatriz Basto da Silva, Cronologia da História de Macau. Macau, Livros do Oriente, vol. I, 3.ª ed., 2015. 1580). Na Peregrinação, cap. LXIX, descreve-se a missa solene em Liampó, aquando da chegada de António de Faria. É cantado o “Te Deum Laudamos” estando a execução a cargo de oito padres revestidos de capas de brocado e telas ricas, em procissão desde a entrada da Igreja. Uma soma “de cantores” respondia em “canto dorgao” com muito boas “falas” como se fosse ali a capela de qualquer grande príncipe. “Seis meninos de sacristia” em traje de anjo compareciam com seus “instrumentos dourados” em que ora tangiam, só, ora se acompanhavam de cânticos. O vigário tangeu uma “viola grande ao modo antigo”. E tudo causou grande devoção. Todo este aparato musical, em que o órgão quinhentista português é usado, foi forçosamente desenvolvido maioritariamente em Macau. (Cfr. Doderer, Gerhard, “Órgão e Carrilhão nas Relações Luso-Chinesas: Aspectos De Um Percurso Histórico”, in Cadernos Históricos, IX, Lagos, 1998).
Publicada a primeira edição da Peregrinação de Fernão Mendes Pinto.
Em 1625, Manuel Tavares Bocarro estabelecido em Macau “para fundir nela toda a artilharia que lhe seja necessária para sua fortificação”, ficará na cidade onde se virá a destacar, social e politicamente, até c. 1672, data tida como da sua morte, já em Goa (V. Leão, Mário C. “Gentes da Índia Por Terras De Macau”. Separata do Boletim do Instituto Menezes Bragança, Nº 169. Goa, 1993). Entre 1625 e 1664, Manuel Bocarro, filho do dono da Fundição de Artilharia de Goa, funde canhões para Macau e China. (Cfr. Boxer, C.R., Estudos para a História de Macau. Séculos XVI e XVII – 1.º Tomo. Fundação Oriente. Lisboa, 1991) . V. Leão, Mário C. “Gentes da Índia Por Terras De Macau”. Separata do Boletim do Instituto Menezes Bragança, Nº 169. Goa, 1993.
Manuel Tavares Bocarro estabelecido “para fundir nela toda a artilharia ”
| Personagem: | Rangel, Jorge António Hagerdon |
| Tempo: | Após o estabelecimento da RPC em 1949 até 1999 |
| 1983 | |
| 1984 | |
| 1985 | |
| Palavra-chave: | Macaense |
| Fonte: | Arquivo de Macau, documento n.º MNL.03.25.001.F |
| Entidade de coleção: | Arquivo de Macau |
| Fornecedor da digitalização: | Arquivo de Macau |
| Tipo: | Imagem |
| Fotografia | |
| Preto e branco | |
| Formato das informações digitais: | TIF, 1511x2000, 2.88MB |
| Identificador: | p0004138 |
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