EM 1735, o Conde de Sandomil - Vice-Rei da Índia - tentou introduzir o Governador no Senado. Ora a ele apenas competia o governo militar; por isso, a sua tentativa de fazer do Governador o presidente do Senado falhou. No começo do século XVIII, “os governadores e capitães geraes vinham de Goa com a intenção de equilibrar a crescente preponderância do Senado”. Surgiram violentas disputas partidárias, mas em geral o Senado levava a melhor sobre os seus antagonistas. O Conde de Sandomil pretendeu que o Governador presidisse no Senado; negou-se-lhe isto, alegando-se um decreto régio, em virtude do qual o Governador não devia ter assento nem voto no Senado. Ao Senado competiam todos os negócios políticos e económicos; ao Governador, a repartição militar. De acordo com o Governador novamente nomeado, e por ordem do Senado é fixado e proclamado um dia para a sua instalação. Quando o cargo de Governador fica vago por falecimento, o cadáver é depositado na catedral, para onde os funcionários municipais têm de dirígir-se acompanhados por um médico. O vereador presidente do mês aproxima-se do caixão e por três vezes chama pelo nome do falecido. Depois disto, e quando o médico declara que o homem está morto, então são trazidas do Senado as listas de sucessão e aquela que está subscrita com referência ao corrente ano é aberta: contém ela o nome da pessoa ou pessoas que devem suceder no governo. “Estando decidido este ponto, o vereador tira da mão do falecido o bastão que é tido como signal do comando, e o entrega ao seu sucessor. Desde este momento ele é considerado como investido no poder e autoridade, que o falecido tinha o direito de exercer. De todo o ocorrido o secretario lavrará um documento publico, que é assinado por ele e pelo novo Governador”.

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Data de atualização: 2019/10/14