
Informações relevantes
Data de atualização: 2020/09/03
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Macau e a Rota da Seda: “Macau nos Mapas Antigos” Série de Conhecimentos (I)
Escravo Negro de Macau que Podia Viver no Fundo da Água
Que tipo de país é a China ? O que disseram os primeiros portugueses aqui chegados sobre a China, 1515
Macau continuava a manter a estrutura espacial do período antecedente, em que a área portuguesa se desenvolvia entre a Igreja de S. António, Patane, o forte e a Igreja de S. Paulo e o mar. Os núcleos conventuais de Santo Agostinho, S. José e S. Lourenço passaram também a atrair alguns moradores portugueses e estrangeiros. Até aos finais do século XVIII a Rua Central, que ligava a Sé à Igreja da Penha, estendeu-se até à Barra. A malha urbana continua a organizar-se por edifícios religiosos, S. Paulo, S. Francisco, Santa Clara e Sé, definindo-se grandes quarteirões com amplos espaços livres que os envolviam. S. Lázaro manteve-se como o núcleo aglutinador dos chineses cristãos, encontrando-se os demais repartidos pelos aldeamentos em torno do Templo de Ma Kok Mil (Mage Miao 媽閣廟), a norte do Largo de Santo António, Patane, SáKong (Shagang 沙崗) e San Kiu (Xinqiao 新橋). Na parte setentrional de S. Paulo fixara-se, entretanto, a Companhia Holandesa das Índias Orientais. Durante o século XVIII foram introduzidos em Macau novos modelos arquitectónicos de raiz europeia, os quais se irão manifestar, sobretudo, na arquitectura civil. Aparece um conjunto significativo de edifícios ao longo da Baía da Praia Grande, que são propriedade das companhias, residências da nobreza e o Palácio do Governo, os quais, para além da inspiração arquitectónica e decorativa de raiz portuguesa revelam, também, influências inglesas, evidentes nos elementos típicos de um classicismo tardio. A estética barroca é patente em alguns edifícios religiosos como o Seminário de S. José. Nas zonas chinesas aparecem novos templos como os de Ling Fong (Lianfeng Miao 蓮峰廟), Lin K’ai (Lianxi Miao 蓮溪廟), Soi Ut Kum (Shuiyue Gong水月宮) e Kuan Tai (Guandi Miao 關帝廟).
PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO de Macau do Século XVIII
A estrutura da cidade vai-se modificando, surgindo uma arquitectura que é o resultado de uma especial síntese de tradições e inovações. São construídos os aterros nas zonas da Praia Pequena e do Manduco que se traduzem em mais espaços para novas construções. É nesta época que se iniciam as obras do Jardim Botânico, mais tarde conhecido por Jardim de Camões, o primeiro de um conjunto mais vasto de jardins que surgiriam na segunda metade do século XIX. A arquitectura começa a inspirar-se nos modelos do neoclassicismo académico que, progressivamente, acabará por integrar a linguagem do ecletismo oitocentista. Lugar destacado teve o arquitecto José Tomás de Aquino que projectou diversas residências, teatros, igrejas, sendo de sublinhar a reedificação, em 1834, da casa Joseph Jardim, na Rua do Bom Parto; a construção, em 1837, de uma nova Ermida da Penha; o Teatro Luso-Britânico, em 1839; a sua própria residência, em 1846, na chácara de Santa Sancha, mais tarde residência do governador; o Palacete da Flora, em 1848. Pouco depois abriram-se as ligações entre a zona da Porta de Santo António e Mong Há (Wangxia 望廈), passando pela Porta do Cerco. A par da reparação e modernização das velhas fortificações, construíram-se novas, como o Forte de Mong Há (Wangxia 望廈), a Fortaleza de D. Maria II e a bateria Primeiro de Dezembro. No interior da cidade procedeu-se à melhoria de alguns edifícios civis e religiosos e foi estabelecido a numeração de prédios e casas. Por esta altura, década de cinquenta, Macau contava com mais de 25.000 habitantes, dos quais 20.000 eram chineses. A partir dos anos 50, a política de regeneração estendeu-se também a Macau, levando ao melhoramento das suas comunicações, do sistema viário, das medidas de saneamento e das grandes obras públicas. É também a partir desta época que a influência de Hong Kong mais se faz sentir em Macau, bem evidente na reconstrução e na expansão da cidade. O neo-classicismo, já definido como um estilo internacional com adaptações às condições locais, vai sendo um modelo que, através da Inglaterra, vai aparecendo na Índia, Viet Nam, em algumas cidades portuárias da China, Hong Kong e, através desta, em Macau. Já nos finais da década seguinte, por portaria de 12 de Março de 1869, é nomeada uma comissão para classificar as ruas da cidade, composta por Félix Hilário de Azevedo, Lourenço Marques, João Correa Paes de Assunção e Manuel de Castro Sampaio. Posteriormente, a referida comissão elaborou e apresentou, a 16 de Junho do mesmo ano, um relatório ao governador Sérgio de Sousa (1868-1872). Foram restituídos os nomes originais a várias ruas, outras obtiveram novos nomes, num total de 529 vias públicas. O recenseamento de Junho de 1867 apresentava um total de 56252 habitantes. As áreas de maior concentração eram a cidade cristã, com 20.177 habitantes, e o Bazar, com 14.573 habitantes. Os europeus residiam em maior número na Sé e em S. Lourenço. O Hospital português de S. Januário é construído a partir de 1872, filiando-se no modelo neogótico inglês, da autoria do barão do Cercal, também autor do projecto do Cemitério de S. Miguel, no qual se encontra a capela neogótica, de 1875. O Grémio Militar, mais tarde Clube Militar, é igualmente do barão do Cercal, datado de 1872, assim como a fachada principal do Teatro D. Pedro V (1863-79), ambos de inspiração clássica. Já o Quartel da Polícia Marítima na Barra (1879) é do risco do arquitecto italiano Cassuto, de inspiração neoindiana de tipo inglês. Em 1881 fizeram-se obras de regularização das margens do Porto Interior, tornando possível a abertura de uma marginal que, mais tarde, se ligaria ao passeio da Praia Grande. Obedecendo aos novos gostos, a antiga fachada lisa da Santa Casa da Misericórdia é transformada numa arcada em dois andares, vulgarizando-se as arcadas nos edifícios das ruas comerciais como os do Largo do Senado e da Avenida Almeida Ribeiro.
PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO de Macau do Século XIX
Durante os governos de Horta e Costa (1894-1897/1900-1904) procedeu-se ao saneamento do Tap Seac (Tashi 塔石), Sa Kong (Shagang 沙崗) e Mong Ha (Wangxia 望廈) e foi planeada a Avenida Horta e Costa, cujos trabalhos teriam início apenas em 1915, e abertas as de Vasco da Gama e da República. Tocada por alguma prosperidade financeira, Macau foi objecto de um plano de saneamento geral determinado pela portaria de Janeiro de 1905, e por um movimento de expansão que é acompanhado pelo primeiro “regulamento dos serviços das obras particulares e de salubridade das edificações urbanas da cidade de Macau”. Os censos de 1910 davam a Macau uma população total de 65.733 habitantes, contando a comunidade chinesa com 62.732 elementos. As fachadas em arcada e varanda começam a caracterizar a paisagem urbana dos finais de oitocentos e de princípios do século seguinte, restando hoje alguns belos exemplares dessa linha, nomeadamente, a N°. 83, da Rua da Praia Grande; N°. 29 da Rua do Campo, os palacetes e moradias conhecidos por “Casa Branca”(1916), “Vila Flor” e “Vila Alegre” (1917/18), actual Escola Leng Nam (Lingnan Xuexiao 嶺南學校), as habitações das Ruas Pedro Nolasco, N°s. 33/35 e 24/28, D. Belchior Carneiro, N°. 15, Estrada Coelhodo Amaral, N°. 44, Travessa dos Bombeiros, N°. 8, Rua do Volong, N°. 36, assim como vários edifícios públicos e unidades hoteleiras. Dos anos vinte são também as moradias da Avenida Cons. Ferreira de Almeida, cujo restauro deu a Macau o “Grande Prémio Anual da Defesa do Património”, instituído pela PATA (Associação de Turismo da Ásia-Pacífico), edifícios onde ainda hoje se encontram instalados a sede da Biblioteca Central, o Arquivo Histórico, o edifício que foi da Direcção dos Serviços de Educação, adaptado nos anos 90 para galeria de exposições, e as moradias adquiridas pela Fundação Oriente nas quais se encontra a sede do Instituto Português do Oriente (N°. 95). Em 1927 foram inaugurados o bairro social Tamagnini Barbosa, o Hipódromo e, em 1931, o Edifício dos Correios. Começam então a surgir em Macau os sinais que já a arquitectura europeia e americana iam apresentando. Aparecem alguns exemplos de arte de decoração Arte Nova, como as fachadas do edifício com os números 73/77 da Avenida Almeida Ribeiro e as portas laterais da Caixa Escolar. Mas é nas décadas de 30 e 40 que vamos encontrar exemplos mais evidentes do modernismo em Macau, como são os casos da Escola Primária Pedro Nolasco da Silva e Escola Luso-Chinesa Sir Robert Ho Tung. No dia 10 de Dezembro de 1953, o governador Marques Esparteiro (1951-56) nomeou uma comissão para estudar a situação do património arquitectónico macaense. Com o governador Silvério Marques (1959-62), continuou o interesse pelo património construído, pelo que foi nomeada uma outra equipa de trabalho. O desenvolvimento económico que Macau experimentava na altura deu lugar a uma expansão urbana desenfreada, facto que levou aparecimento dos “arranha-céus” e ao desaparecimento de edifícios mais antigos. A inauguração do Hotel-Casino Lisboa, em 1970, simboliza o início da expansão acelerada desse fenómeno. Começou-se, então, a sentir que era urgente uma política de preservação do património, numa vertente mais moderna, em que não só os monumentos mas também os conjuntos de edifícios, ou lugares, com autenticidade e valor antropológico, passassem a ser tidos em conta. Tais medidas só foram postas em prática no tempo do governador Nobre de Carvalho (1966-1974), que nomeou uma nova comissão em 1974, agora não somente interessada em classificar monumentos ou edifícios de apreciável concepção arquitectónica, mas, igualmente, os conjuntos e lugares que, segundo as novas concepções, deveriam ser preservados. Já em tempo do governador Garcia Leandro (1974-79), é inaugurado o Jardim de Lou Kau (Lujiu Gongyuan 盧九公園), em 1974 (reabilitado em 1993; também conhecido por Lou Lim Iok (Lulianruo Gongyuan 盧廉若公園)), um marco na preservação patrimonial de Macau. Contudo, ter-se-ia que esperar até 1976 para ver surgir a legislação mais importante sobre a temática. Trata-se do Decreto-Lei N°. 34/76/M, considerado como uma legislação “verdadeiramente pioneira em toda a Ásia”. Deste modo, é nomeada a Comissão de Defesa do Património, com o objectivo principal de gerir o parque patrimonial macaense, fazendo parte dela historiadores, intelectuais e arquitectos, nomeadamente, Padre Manuel Teixeira, Padre Videira Pires, Luís Gonzaga Gomes, Dr. Túlio Tomaz e o Arquitecto Francisco Figueira. A este último se ficou a dever muito do esforço que, na altura, ainda poucos sectores da população de Macau direccionavam para a preservação do seu património construído, porque “Defender o património é defender Macau”, na conhecida expressão de Figueira. Esta luta viria a dar os seus frutos, pois logo em 1984 a legislação sobre a preservação do património foi revista, através dos Decreto-Lei N°56/84/M, vindo a consolidar definitivamente a política de preservação patrimonial, nomeadamente com o recurso a incentivos fiscais. No início da década seguinte é publicada no Boletim Oficial, N°. 52, de 31.12.92, a Relação de Monumentos Classificados, assim como o Decreto-Lei N°. 83/92/M, sobre o Património, distinguindo, para além da mencionada na referida Relação, 44 edifícios de interesse arquitectónico, 11 conjuntos e 21 sítios na cidade de Macau e nas ilhas da Taipa e Coloane. Neste período, que vaidos finais da década de 80 e princípios da seguinte, verificou-se um grande surto de progresso em Macau que libertou dividendos suficientes para a aquisição e reabilitação de peças arquitectónicas importantes, não só pela Administração do Território como da parte da Fundação Oriente, organismo oficialmente criado em 1988 e largamente dotada de fundos financeiros. São de mencionar, entre outras, as obras de beneficiação na Avenida Cons. Ferreira de Almeida, no Bairro de S. Lázaro, do Teatro D. Pedro V e do conjunto da Avenida Almeida Ribeiro, aqui com verbas geridas pelo Instituto Cultural de Macau (ICM) e Leal Senado (LS). Mas uma iniciativa legislativa, mais ligeira porém, vem marcar o período que vai de 1991 a 1993, assistindo-se ao finalizar da reabilitação do decadente edifício onde funcionou o Liceu Central e depois a Direcção dos Serviços de Saúde, o restauro dos templos chineses de Hong Kong Mil (Kanggong Miao 康公廟) (Templo do Bazar), Lin Ka Mil (Lianxi Miao蓮溪廟), do Hotel Bela Vista, actualmente residência do Cônsul-Geral de Portugal em Macau, e do antigo Hospital de S. Rafael, onde se encontra instalado o Consulado-Geral de Portugal em Macau. Em resumo, o Património Arquitectónico de Macau é parte integrante de um conjunto mais vasto de bens e valores herdados do passado, o qual, para além de constituir o suporte histórico, participa do presente das suas comunidades. Esse património possui um conjunto de características que se expressam nas arquitecturas seguintes: 1. Cidade Cristã ou Cidade Tradicional Portuguesa. 2. Bazar Chinês. 3. Porto Interior. 4. Praia Grande. 5. Barra e Penha. 6. Envolvente da Avenida Cons. Ferreira de Almeida e Rua Ferreira do Amaral. 7. Mong Ha (Wangxia 望廈) e envolvente das Avenidas Horta e Costa e Coronel Mesquita. [J.A.A.]Bibliografia: AMARO, Ana Maria, Das Cabanas de Palha às Torres de Betão: Assim Nasceu Macau, (Lisboa, 1998); ANDRADE, António, “Do Portuguesíssimo Sentimento da Última Lágrima”, in MacaU, 2a. ser., n.° 14, (Macau, Jun. 1993), pp.04-23; CALADO, Maria et alii, Macau: Cidade Memória no Estuáriodo Rio das Pérolas, (Macau, 1985); COSTA, M. Lourdes R., “Testemunhos Demolidos da História”, in MacaU, 1a. série,n.° 12, (Macau, 1988), pp. 24-28; FIGUEIRA, Francisco, “Defendero Património, Defender Macau”, in MacaU, 1a. série, n.°1, (Macau, Jan.-Mar. 1981), pp. 20-29.
PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO de Macau no Século XX
Macau era então um entreposto onde as matérias-primas da China eram exportadas para a Malásia de onde traziam a pimenta, outras especiarias e o sândalo. Esta actividade fez surgir armazéns, junto ao porto, e um local para depositar as mercadorias limitado pela R. de Tercena, pelo templo de Sam Kai Ui (Sanjiehui Guan 三街會館), à direita, tendo em frente S. Paulo, e na retaguarda o Porto Interior. Macau era um centro de mercadores e de navegadores, cuja organização do espaço reflecte ainda hoje a acção da Igreja Católica. Ali se foram fixando diversas Ordens Religiosas que indelevelmente marcaram o povoado com a construção das suas igrejas e conventos, cabendo especial relevo à Companhia de Jesus. Junto a estas edificações foram surgindo as casas decariz mais definitivo dos cristãos, na sua maioria portugueses.A cidade portuguesa seiscentista, que se ia desenvolvendo resguardada por muros de taipa e chunambo, uma mistura de terra e cal de ostra, não possuía ainda uma estrutura consolidada, sendo os edifícios religiosos e os armazéns chineses os mais relevantes. Entre S. Paulo e o mar encontravam-se as melhores casas, habitadas por gente abastada, maioritariamente constituída por mercadores ocidentais. Segundo Bocarro, a população de Macau, para além da chinesa, era de 850 portugueses e 5100 escravos, além de pilotos e navegadores. A comunidade chinesa ocupava o sector ocidental que se foi expandindo ao longo do Porto Interior, residindo em construções feitas de tijolo, constituindo a zona que, noséculo XIX, era conhecida por Grande Bazar. Este progresso foi atraindo a cobiça de outros povos que acabariam por assaltar a cidade em 1604, 1607, 1622 e 1627. Necessidades prementes de uma defesa mais conseguida levaram ao melhoramento das velhas fortalezas, após terem procurado obter autorização do vice-rei de Cantão, em 1612, para fortificar Macau, explicando que as fortificações não eram contra os chineses mas para defesa contra um eventual ataque dos holandeses, o que veio a acontecer em 1622. As instalações fortificadas do Monte ofereceram condições suficientes de defesa e os portugueses rechaçaram o ataque holandês. Depois desse acontecimento, o governador D. Francisco Mascarenhas, procedeu à edificação da muralha e a diferentes obras de fortificação. Nessa altura as muralhas eram de taipa feita com argila, palha e cal de ostra, em camadas horizontai ssucessivas e muito apertadas, com cerca de cinco metros de altura. No final do século XVII, às edificações e locais anteriormente referidos, juntavam-se então outras. 1. Templos Cristãos. Convento de S. Paulo, Capela de Nossa Senhora da Guia, Convento de Santa Clara, Capela de N a. Sr a. da Penha de França. 2. Templos Chineses. Kun Yam Mil (Guanyin Miao 觀音廟). 3. Edificações Militares. Baluarte de S. João, Fortim de S. Januário, Fortaleza de N a. Sr a. da Guia, Fortim de S. Pedro, Fortaleza de N a. Sr a. do Bom Parto, Forte de N a. Sr a. da Penha de França. 4. Aldeias Chinesas. S. Lázaro, Lon T’in Tchin (Longtiancun 龍田村), San Kiu (Xinqiao 新橋), Macau Seac (Majiaoshi馬交石), Tanque Mainato. 5. Fábricas. Cal de ostra “chunambo”, Fundição de bronze, de Manuel Bocarro. Se no início do Séc. XVII as construções eram ainda de Taipa, nos finais do mesmo século passaram a ser de pedra, mais amplas e ornamentadas. Todos os templos cristão fundados no século XVI, de madeira, ou no princípio do século seguinte, de taipa, caracterizados por uma só nave, capela-mor simples e fachada plana, acabaram por ser remodelados, ampliado se dotados, alguns, de fachadas em pedra, apenas nos finais do século XVII. Serve de exemplo a Igreja do Convento de S. Paulo, fundada pelos jesuítas no final do século XVI, remodelada em 1603-1640 e destruída pelo incêndio de 1835, da qual resta hoje o pavimento interior, transformado em museu, e a imponente fachada de pedra que se ergue no cimo uma ampla escadaria. A fachada, de tipo jesuítico, é composta por três ramos separados por igual número de colunas, com quatro andares no ramo central e dois nos laterais. A decoração integra elementos barrocos de tipo ocidental e iconografia de inspiração oriental. Também no século XVI os dominicanos de Acapulco ergueram o Convento de S. Domingos, cuja madeira viria a ser substituída, no século seguinte, pela actual. Trata-se de um edifício que apresenta a fachada principal com um corpo central desenvolvido em três andares e rematado por frontão triangular, articulando-se com os laterais, mais baixos, através de uma aleta simplificada. Já a Igreja de N a. Sr a. da Graça do Convento dos Agostinhos apresenta uma fachada mais simples ao gosto clássico. Menos elaboradas dos que as conventuais, as igrejas paroquiais quinhentistas e seiscentistas deixam ver ainda a organização espacial e formalda época, pese embora todas as alterações e restauros que foram sofrendo através dos tempos. De uma forma geral apresentam planta de uma só nave com capelas laterais, fachadas simples enquadradas por uma ou duas torres, como é o caso das Igrejas de Santo António, S. Lourenço e Sé Catedral.
PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO de Macau do Século XVII
| Fonte: | Arquivo de Macau, documento n.ºMNL.17.186.F |
| Entidade de coleção: | Arquivo de Macau |
| Fornecedor da digitalização: | Arquivo de Macau |
| Tipo: | Imagem |
| Fotografia | |
| Preto e branco | |
| Formato das informações digitais: | TIF, 1387x2000, 2.65MB |
| Identificador: | p0004428 |
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