Anotações: Fotografia é proveniente do Documento AH/EDU/0152(A4396)do Departamento de Educação.

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Data de atualização: 2020/09/03
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Data de atualização: 2020/09/03
No dia 15 de Julho de 1860, o n.º 68 do jornal Echo do Povo escreve-se: “A Câmara Municipal d’esse ano, composta de homens de ideias liberais (Manoel António de Souza, Maximiano António dos Remédios, Lourenço Pereira, Gonçalo Silveira, João Joze Vieira, Lourenço Marques e o escrivão Maximiano Feliz da Rosa), animada pelo patriotismo, procurou obstar, com quanto estava ao seu alcance, aos progressos da ignorância que avançava a passos de gigante. Com mui razoável zelo fizeram os membros d’essa camara uma subscrição, tomando por base $5.000, legadas pelo ilustre negociante Jardine Matheson, no seu regresso a Europa, e conseguiram estabelecer uma pequena escola, composta de um director que ensina o portuguez e o latim, de um professor de primeiras letras, e de um outro de lingua inglesa e franceza. Esta escola apezar do seu limitado pessoal, e vários outros defeitos na sua organisação, tem sido mui útil á juventude pobre de Macáo, e chegou a ter mais de 300 alunos. Mas o espirito de ignorância e egoísmo e de patronato, que tem prevalecido n’esta desgraçada terra, não contente de ver prosperar aquella pequena escola, excogitou meios para dar cabo d’ella. O mestre director, o Rvmo. Padre Jorge (Lopes da Silva), foi obrigado a largar a cadeira que ocupava com grande utilidade publica, porque obrigaram-n’o a acceitar o vicariato de S. Lourenço; e a direcção da escola foi confiada a outro eclesiástico. Um anno depois a camara teve de o despedir, ou por ter achado n’elle inaptidão, ou por sua summa severidade, pois que no cabo de um anno, estava deserta a aula das línguas portuguesa e latina”.
Reportagem do estabelecimento de uma escola de Macau
No dia 21 de Outubro de 1867, foi encerrada a Nova Escola Macaense criada pelo Barão do Cercal, por falta de meios para a sustentar, sendo oferecido o seu remanescente ao Governo da Colónia, para a criação dum liceu.
Encerrada a Nova Escola Macaense
No dia 15 de Fevereiro de 1861, o Barão do Cercal propôs, em circular, a criação duma escola de ensino de línguas, principalmente a portuguesa e inglesa, para o sexo masculino, intitulada Nova Escola Macaense, por existir grande carência de meios de instrução, como então se verificava na Colónia, sendo os estatutos desta Escola aprovados, em 6 de Abril deste ano.
Proposta de criação da Nova Escola Macaense
No dia 20 de Março de 1847, o Senado dirige-se ao Pe. Leite, porque não dispõe de local apropriado para albergar em Macau um Estudo Público, solicitando-lhe que disponibilize no Colégio de S. José “alguns lugares acomodados” para esse efeito, onde se ensinam primeiras letras, contas, doutrina cristã, gramática portuguesa, aritmética, álgebra e geometria, geografia, história geral, e particular de Portugal. Mas o Pe. Leite escusa-se, porque o Seminário se destina a fins que exigem retiro e ainda por ter falta de espaço disponível. Tendo-lhe sido feito convite para Inspector da dita escola, quando existisse, aceitou, em termos pessoais.
Senado dirige-se ao Pe. Leite falando do Colégio de S. José
No dia 12 de Março de 1847, J. Matheson, comerciante em Macau, deixou, ao retirar-se para a Europa, ao Governo de Macau na pessoa de Adrião Acácio da Silveira Pinto, o presente de 5.000 patacas espanholas para um fim beneficente e duradouro. O Governador entendeu aplicá-lo à educação e fez presente dele ao Senado, a quem encarregou de elaborar os Estatutos de uma escola para meninas. Na verdade e com o evoluir do projecto, o dinheiro veio a ser aplicado à Escola de Instrução Primária do mesmo Senado. (Cfr. esta Cronologia…, 1847, Junho, 16).
Comerciante J. Matheson deixou 5.000 patacas espanholas
No dia 20 de Julho de 1882, há nas Ilhas escolas particulares para crianças de famílias abastadas, mas as outras estão entregues ao ócio e a um futuro incerto. O Administrador Correia de Lemos pede e justifica a criação de instituições de ensino. No dia 21 de Julho do corrente ano, o Secretário Geral José Alberto Corte Real, na ausência e em nome do Governador Joaquim José da Graça, responde ao Administrador das Ilhas (Cfr. assento anterior) a 22 de Julho, no dia seguinte, portanto, deferindo a proposta, e dizendo que se iria apoiar no Cofre Municipal. São assim autorizadas – e louvada a iniciativa – duas escolas, uma na Taipa e outra em Coloane, para ensino do chinês às crianças do sexo masculino das “famílias pobres que não possam pagar a mestres”. A maior ambição, ainda não possível na altura, por falta de livros elementares de história portuguesa em chinês, entre outras circunstâncias, é proporcionar às crianças chinesas o ensino da língua e cultura portugueses. No dia 4 de Agosto, é aberta da Escola de Coloane, para 26 crianças chinesas do sexo masculino. A Escola da Taipa está também organizada, mas ainda não foi encontrado edifício apropriado. É uma das raras iniciativas das Ilhas que toma corpo em Coloane antes da Taipa, sede concelhia. No dia 21 de Agosto, é inaugurada e aberta a 25 estudantes a Escola da Taipa para crianças chinesas do sexo masculino. A referida Escola não conseguiu donativos dos habitantes como a de Coloane, pelo que o cofre municipal, além do ordenado de $75 patacas anuais para o mestre, teve que comprar utensílios e mobílias.
Escolas para crianças de famílias pobres
No dia 20 de Março de 1871, portaria Régia cujo artigo 73.° manda que os professores do Seminário de Macau sejam só eclesiásticos portugueses. Segundo Luís Gonzaga Gomes em carta de 1 de Maio de 1950, publicada em O Clarim, essa Portaria não é mais do que o eco de um Memorial enviado pelo Pe. Rôndina, S.J., ao agente do Ministério Público, denunciando crimes na esfera humanitária praticados contra cules que iam de Macau para Cuba e Peru. Os crimes e os depósitos foram denunciados e, decorrido o conveniente processo, foram condenados os criminosos envolvidos e alguns indivíduos da “alta roda” que tinham interesses nesse comércio. Os jesuítas Francisco Rôndina, Tomás Gahill e José Virgili, foram, pelo exposto, a causa próxima da Portaria Régia. Solidários com os seus irmãos jesuítas, os Padres jesuítas portugueses José Joaquim da Fonseca Matos e Domingos Pereira, saíram também, ficando o ensino muito prejudicado. Por isso se fez uma representação de 300 macaenses e um telegrama do Leal Senado, protestando contra a Portaria de D. Luís I (Cfr. Ferreira, Leôncio - Um brado pela verdade ou a questão dos Professores Jesuítas em Macau e a instrução dos Macaenses, Typographia Mercantil, Macau, 1872). [Cfr. 1878 - Escola Comercial; 1893, Julho, 27 - Liceu de Macau; 1883, Setembro, 3 - Escola Central - Sexo Masculino, 1895, Julho, 9) - Escola Central - Sexo Feminino)].
Manda-se que os professores do Seminário de Macau sejam só eclesiásticos portugueses
No dia 27 de Fevereiro de 1862, foi confirmada a concessão ao Barão de Cercal de uma lotaria anual, com o capital limitado a doze mil patacas; bem como um subsídio anual de 1.000$000 reis para auxiliar a fundação dum estabelecimento de instrução primária e secundária, cujo ensino deveria ser gratuito para os pobres, cessando, porém, tal concessão logo que estivesse reorganizada a Instrução Pública em Macau. Foi inaugurada em 5 de Janeiro de 1862 a “Nova Escola Macaense”, cujos estatutos foram aprovados por P.P. de 6 de Abril do mesmo ano. As aulas funcionaram até 1867, data em que a Escola acabou. Com os fundos deste instituto e com o produto das acções subscritas fundou-se a “Associação Promotora da Instrução dos Macaenses”.
Inauguração “Nova Escola Macaense” e a oncessão de uma lotaria anual
| Tempo: | Após o estabelecimento da RPC em 1949 até 1999 |
| 1963 | |
| Local: | Península de Macau-Freguesia de São Lourenço |
| Instituto Salestiano | |
| Palavra-chave: | Escola |
| Edifício escolar | |
| Estudante | |
| Padre |
| Fonte: | Arquivo de Macau, documento n.ºMNL.06.35.027.F |
| Entidade de coleção: | Arquivo de Macau |
| Fornecedor da digitalização: | Arquivo de Macau |
| Tipo: | Imagem |
| Fotografia | |
| Preto e branco | |
| Formato das informações digitais: | TIF, 2000x1350, 2.58MB |
| Identificador: | p0004253 |
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