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Data de atualização: 2019/09/19
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Data de atualização: 2019/09/19
No dia 30 de Novembro de 1867, os emigrantes chineses que deveriam seguir para Havana na galera francesa Orixá, surta na rada, amotinaram-se à hora do rancho da tarde, e atacaram os tripulantes com facas, achas de lenha e bandejas do rancho. A tripulação viu-se obrigada a fazer uso das suas espadas e, em consequência da revolta, morreram 5 dos amotinados e ficaram feridos alguns marinheiros (Cfr. B.B. da Silva - Emigração de Cules - Dossier Macau - 1851-1894. Ed. Fundação Oriente. Macau, 1994).
Motim na galera francesa Orixá
No dia 2 de Fevereiro de 1867, o Governador José Maria da Ponte e Horta decretou, por prejudicial aos costumes da sociedade, a abolição da Roda dos Expostos da Santa Casa de Misericórdia de Macau e proibiu a esta instituição o recolhimento das raparigas abandonadas. Em 1 de Janeiro de 1857, existiam 45 expostos e, em 31 de Dezembro de 1866, 107. O movimento total, nos dez anos, foi de 2.286 expostos. O presidente da comissão encarregada de estudar as necessidades da Santa Casa, Pe. Jorge António Lopes da Silva diz, em relatório: “A sua mortalidade é tão extraordinária que parece não ter exemplo em parte alguma pois, nos dez últimos anos, a mortalidade foi de 95,5 por cento, quase todos chineses”. O Decreto entrou em vigor a 8 do mesmo mês e ano, devendo no entanto a Santa Casa continuar a tratar dos enjeitados que tinha a seu cargo nessa data. Como a Portaria não conseguiu deter a prática, a “Roda” deixou de existir mas as crianças abandonadas à porta da Santa Casa continuaram a ser recebidas. (Cfr. esta Cronologia…, 1855).
Abolição da Roda dos Expostos da Santa Casa de Misericórdia de Macau
No dia 26 de Março de 1871, inaugurada a Praça, agora Jardim, com o Monumento da Vitória, sendo Governador o Almirante António Sérgio de Sousa. Carlos José Caldeira, no Boletim do Governo, 28 de Junho 1851, p. 102, explica que a Missa de Acção de Graças é a mais antiga cerimónia histórica ligada ao local, porque tem a sua 1a. edição no próprio ano da invasão, 1622, por voto tomado em Sessão e Termo na Casa da Câmara. Cerca de 1844 a Missa passou a ser celebrada na Capela da Guia mas o Senado, mesmo assim, usava dar cinco patacas de esmolas e as crianças (como hoje se faz na Gruta de Camões a 10 de Junho) levavam flores e bandeiras ao local, também conhecido por Campo dos Arrependidos. Este monumento encontra-se situado em jardim próprio, entre a Av. Sidónio Pais e a Estrada da Vitória. (Cfr. esta Cronologia…, 1870, Junho, 23).
Inaugurada a Praça com o Monumento da Vitória
Último Regulamento do Governo de Macau sobre Cules, promulgado a 28 de Maio (de 1872). Estabelece a liberdade de emigrar e de ser repatriado no caso de mudar de intenções. No Boletim da Província de 1 de Junho de 1872, n.º 23 é previsto o seguinte em português e chinês: O colono que embarcar, não poderá mais voltar para terra. Havana e Perú ficam na América, o para ir da China a qualquer d'estes dois países, predisa-se pouco mais ou menos de três meses de viagem. Os chinas que se acham n'esta superintendência, devem saber que estão para o fim de emigrar. Aquela que não quiserem emigrar o poderão declarar, em qualquer dos dois dias de exame, sem nenhum receio, na certeza de que poderão livremente voltar para as suas aldeias. O Colono depois de receber o adiantamento e assinar o contrato, fica obrigado a emigrar, por isso que é proviamente avisando. O que não quiser emigrar não assine pois sem reflexão o seu contrato, nem receba o adiantamento.
Último Regulamento do Governo de Macau sobre Cules
No dia 5 de Fevereiro de 1865, grande incêndio na povoação da Horta da Mitra, em que 200 barracas de chineses foram devoradas pelas chamas. (Provavelmente acidente provocado por panchões do Ano Novo Chinês).
Grande incêndio na povoação da Horta da Mitra
Na noite de 31 de Maio para 1 de Junho de 1875 passa em Macau mais um grande tufão que merece referência no B.O. n.º 23. A publicação oficial volta a mencionar este tufão e o de 22 de Setembro passado, de que faz relatórios, no seu N°. 25. O tufão de 31 de Maio causou vários prejuízos. A lancha Sérgio foi de encontro a uma pedra, arrombando-se; na povoação da Taipa perderam-se 70 barcos; dos 600 barcos acostados, estima-se que só 20% saíram ilesos; 50 casas ficaram arruinadas e houve alguns mortos. Em Coloane e “Laichivan” ficaram arruinadas 10 casas pequenas, 6 lorchas quebradas; não houve mortos aqui. Foram distribuídas 10 mil sapecas aos pobres. Notícias, no Boletim Provincial de Macau e Timor, n.º 23, de novo tufão a 31 de Maio (de 1875), quase tão horrível como o de Setembro de 1874. 'Habitantes de Macau, acaba esta cidade de sofrer novamente uma grande desgraça! O tufão da noite de 31 de maio último, quase tão horroroso como o da noite de 22 para 23 de setembro do ano passado, tem assolado de novo Macau, que estava prestes a levantar-se do abatimento em que parecia jazer. Insondáveis designios de Deus que devemos respeitar! Não percamos porém o nosso animo que n'esta difícil conjunctura mais só nos faz preciso. Unamo-nos pois o trabalhemos para que d'algum modo se consiga, com o auxílio Divino, reconquistar o perdido e preparar para um melhor futuro, mas lembrai-vos que isto só se consegue pelo trabalho aturado o melhor emprego dos recursos de que cada um passa dispor. Macaenses! Como austeridade velarei pela vossa segurança, no cumprimento do meu dever vos prestarei o maior auxílio que eu possa e de mim depender. Como vosso amigo, lamento os gerais infortunios e convosco partilhei os horrores do calamitoso acontecimento, que como é notório, esteve a ponto de me deixar sem a família. O Conselheiro Governador da província, José Maria Lobo d'Ávila.'
Mais um grande tufão
No dia 17 de Setembro de 1871, foi fundada a Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM), destinada à educação dos filhos da terra. Em 1878 cria a “Escola Comercial”, procurando conciliar esta com o Seminário. Em 1872 foi acordado o apoio monetário da APIM ao ensino técnico no Seminário (Aritmética, Arte de Guarda-livros, Operações Bancárias e Língua Chinesa, Cantonense e Mandarim, falada e escrita, conforme se lê no Boletim da Província de 31 de Agosto de 1872). Mais tarde a Escola Comercial pretende entender-se com o Liceu para estabelecimento de um “Instituto Comercial, de forma a dar corpo à segunda secção do curso comercial”. No dia 29 de Setembro do mesmo ano, a Portaria Provincial n.º 51 publica os estatutos da Associação Promotora da Instrução dos Macaenses, renovados pela P.P. n.º 68 de 4 de Setembro de 1885.
Fundada a Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM)
| Tempo: | Dinastia Qing entre 1845 e 1911 |
| 27/06/1854 | |
| Palavra-chave: | Tabaco |
| Marca |
| Fonte: | Silva, Beatriz Basto da. Cronologia da História de Macau. Macau, Livros do Oriente, vol. II, 3.ª ed., 2015, p. 138. ISBN 978-99937-866-9-6. |
| Idioma: | Português |
| Identificador: | t0002160 |
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