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Data de atualização: 2019/09/19
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Macau e a Rota da Seda: “Macau nos Mapas Antigos” Série de Conhecimentos (I)
Escravo Negro de Macau que Podia Viver no Fundo da Água
Que tipo de país é a China ? O que disseram os primeiros portugueses aqui chegados sobre a China, 1515
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AZEVEDO, JORGE PEREIRA DE (?-?). Soldado, capitão e comerciante português que viveu no século XVII. Pouco se sabe dele. No entanto, deixou um manuscrito sobre o relato das suas viagens pelo Oriente, encontrando-se uma das cópias na Biblioteca da Ajuda, com o título Advertência de muita Importância há Magestosa Coroa del Rey N. Sor D. João V e Apresentadas ao Conselho de Estado da Índia na Mão do V Rey D. Filipe por Jorge Pereira(?) de Azevedo, Morador na China em 1646 (cód. 54-XI-21-9). No referido documento fornece uma visão geral do império português do Oriente, por onde passou, realizando em simultâneo uma análise crítica sobre a decadência do mesmo, sugerindo diversas maneiras de ultrapassar a crise utilizando os recursos existentes. Refere que o Estado da Índia se encontrava completamente miserável e era pouco evangelizado, indicando que a Coroa portuguesa corria sérios riscos de o perder. Na sua opinião, havia uma má gestão do mesmo. Começa o texto destacando que teve uma experiência de vinte e quatro anos na Índia, servindo como militar, mas ao mesmo tempo como comerciante, referindo ser prática na época. Fundamenta as advertências que faz ao rei D. João V através da experiência adquirida nas zonas em análise, como militar, mas essencialmente como comerciante. O relato das suas viagens começa em Moçambique, onde afirma ter conhecido a zona dos rios Cuama, e as cidades de Mombaça e Melinde. Ao longo do texto vai indicando nomes de capitães, como o de Nuno Álvares Botelho, capitão do navio onde viajou, atravessando o estreito de Mascate e aportando a Diu. Percorreu também a área de Samatra, dizendo que foi através dos holandeses que visitou Jacarta. No entanto, diz concretamente que até à data da redacção do documento não tinha estado no Bornéu, Macassar, Solor e Timor. Indica que a época mais próspera para a gente lusa no Oriente foi quando se deslocavam por ano nove naus com cerca de quinhentos a mil homens. Relativamente a Macau, a que dedicou uma parte do manuscrito, visitou-a por volta de 1643, referindo haver um número muito elevado de mulheres cristianizadas. Considera que a viagem do trato ao Japão já não era suficiente, devido ao crescimento excessivo da cidade. No texto vai tomando em consideração várias hipóteses de como Macau se recuperar devido à perda do comércio com o Japão e a tomada de Malaca pelos holandeses, sugestões baseadas em rotas comerciais alternativas dentro da zona. Todo o texto está escrito de forma fluente e, aparentemente, com conhecimento directo dos lugares indicados. Bibliografia: MATOS, Artur Teodoro de (ed.), “‘Advertências’ e ‘Queixumes’ de Jorge Pinto de Azevedo a D. João IV, em 1646”, in Povos e Culturas, n.° 5, (Lisboa, 1996), pp.431-545.
AZEVEDO, JORGE PEREIRA DE (?-?)
Nascido em Inglaterra e falecido num dramático naufrágio quando dirigia o seu navio comercial, o Henrich, em viagem mercantil entre a China e a Índia, William Allanson pertence a esse importante grupo de comerciantes britânicos que, ao longo do período oitocentista, conseguiu desenvolver prósperos negócios entre Macau, Cantão e Xangai. Em 1854, Allanson inaugurou no território macaense com o seu sócio Frederick John Angier – personagem com fortes ligações à família local dos Nolasco da Silva – uma firma comercial denominada “Angier & Allanson”. Descobre-se uma dessas típicas companhias do século XIX organizadas em torno da exportação de produções chinesas, sobretudo chá, porcelanas e sedas, circulando lucrativamente entre Macau e a Inglaterra que, nesta altura, alargava o consumo económico e social dos chás orientais. A firma não resistiria à morte infeliz de William Allanson, mas a família gerada com o seu casamento com Mary Allanson, depois de obtida licença para a consumação de um matrimónio em disparidade de culto, viria a criar uma descendência católica com alguma importância nas actividades religiosas em Macau e Hong Kong. Assim, uma das filhas deste casamento entre este abonado comerciante protestante e uma mulher católica, recebendo o nome completo de Maria Joana Allanson, mas mais popularmente conhecida por “Mariquinhas”, nascida e baptizada já em S. Lourenço, concretizaria missão significativa na abertura e desenvolvimento do trabalho das Canossianas em Hong Kong, seguindo o exemplo caritativo e o empenho educacional que esta ordem feminina havia já difundido em Macau e, ainda mais longe, em Timor. Bibliografia: FORJAZ, Jorge, Famílias Macaenses, (Macau, 1996), pp. 75-76.
ALLANSON, WILLIAM (1818-?)
ARAÚJO, ALBINO JOSÉ GONÇALVES DE (1797-1832). Nascido no Rio de Janeiro em 1797, Albino José Gonçalves de Araújo pertence a esse muito pouco estudado grupo de funcionários, militares e comerciantes brasileiros que viria a deixar o Brasil após a sua declaração de independência, em 1822, dispersando-se por vários outros horizontes coloniais portugueses. Araújo decidiria fixar-se em Macau ainda na década de 1820 para encetar próspera actividade mercantil. Beneficiando do seu conhecimento das produções das terras brasileiras, conseguiu tornar-se proprietário de um navio em Macau, o Conde de Rio Pardo, imediatamente especializado em tratos com o novo país independente, sobretudo na importação lucrativa de tabaco em pó, depois vendido com grandes vantagens económicas nos mercados chineses e asiáticos. A sua promoção económica sustentou, como era normativo na sociedade macaense epocal, o seu acesso aos dois principais pilares do “regime” da cidade: o Leal Senado e a Santa Casa da Misericórdia. Assim, em 1824, encontrámos já Albino de Araújo a desempenhar o cargo de almotacé do Senado para, a seguir, em 1829, ser consensualmente eleito irmão da Santa Casa, uma consideração absolutamente indispensável para integrar a sua actividade económica e situação social na comunidade da burguesia comercial católica que continuava a dominar os tratos animados por Macau. Falecido no enclave em 1832, o rico comerciante deixava ao seu único filho uma importante fortuna, em capitais mobiliários e imobiliários, avaliada em fartos quatrocentos contos que o seu singular descendente se encarregou de dissipar ao longo da sua europeia vida. Chamava-se Albino Francisco de Araújo este dissoluto varão que, nascido em S. Lourenço, em 1832, rumou para as atractivas boémias parisienses, percorreu as outras grandes capitais da Europa, instalou-se com excessiva generosidade nas noites portuenses e lisboetas, acabando por se suicidar em Paris, em 1872. Uma “história” que vários outros grandes comerciantes macaenses da primeira metade de Oitocentos foram dramaticamente partilhando: quando não era a concorrência económica a destruir-lhes firmas e negócios existia sempre essa transmissão de uma fortuna a filhos que preferia dirigir-se para o mundo europeu, entre educação e fascínio cultural, muitos acabando rapidamente por dissolver os fartos cabedais paternos. Uma sorte de legado e transformação sócio-simbólica, convidando os capitais da burguesia comercial macaense de outrora a investir na educação quase aristocrática dos filhos nos meios mais elitários europeus. Muito poucos conseguiram acumular e utilizar esta educação, muitos outros destruíram celeremente as operosas fortunas paternas destes grandes comerciantes oitocentistas de Macau. Bibliografia: FORJAZ, Jorge, Famílias Macaenses, vol. I, (Macau, 1996), 261-263; MOURA, Carlos Francisco, “Relações entre Macau e o Brasil no Século XIX”, in Revista de Cultura, n.° 22 (Macau, 1995), pp. 31-49.
ARAÚJO, ALBINO JOSÉ GONÇALVES DE (1797-1832)
Francisco António Pereira da Silveira faleceu na Sé a 16 de Setembro de 1873. Filho mais velho de Gonçalo Pereira da Silveira, nasceu na Sé a 2 de Dezembro de 1797. Frequentou o Seminário de Macau até à morte de seu pai, tendo desistido da ideia de ir para Coimbra cursar Direito, a fim de assumir a chefia da família e da casa comercial. Foi almotacé da Câmara em 1815, vereador do Leal Senado em 1822, escrivão do juiz de direito de Macau, irmão, tesoureiro e provedor da Santa Casa da Misericórdia. Casou com D. Francisca Ana Benedita Marques. Tem 5 filhos, o terceiro filho é Albino Pedro Pereira da Silveira.
Francisco António Pereira da Silveira faleceu
CAMPOS, JOÃO FONSECA E (1735-?). A história de vida deste “reinol” chegado a Macau para ficar em meados do século XVIII, quase poderia animar um guião cinematográfico. Nascido em Oliveira do Conde por volta de 1735, João Fonseca e Campos começaria por optar pelo ingresso na Companhia de Jesus como irmão leigo, mas deixaria o convívio dos Jesuítas já em Macau para tentar a sorte no agitado mundo dos negócios mercantis. Um primeiro casamento estratégico abriu-lhe as portas de entrada no selectivo meio da grande burguesia comercial católica macaense. Assim, em 1760, o antigo irmão Jesuíta conseguiria matrimoniar-se com Mariana Leite Pereira, filha natural do muito poderoso comerciante e senador Manuel Leite Pereira. A partir de finais da década de 1760, descobre-se documentadamente João Fonseca e Campos a investir em várias viagens comerciais, regularmente associado a figuras de proa do mundo mercantil macaense epocal, como António José da Costa e Simão Vicente Rosa. Na década de 1770, mobiliza vários milhares de taéis de prata nos negócios comerciais animados por Macau, sobretudo com a Índia, acumulando fortuna considerável. Este poder económico começa a ganhar expressão política desde 1768 quando é eleito pela primeira vez almotacé camarário, depois vereador e, em 1774, juiz do Leal Senado. A sua biografia parece, porém, não o ter beneficiado nesta promoção política, porque se viu demitido do cobiçado cargo de juiz com acusação de “ter sido Jesuíta”. A complicada memória da expulsão dos Jesuítas de Macau ainda se encontrava excessivamente viva. O mesmo aconteceria no ano seguinte. Eleito para o importante e poderoso posto de provedor da Santa Casa da Misericórdia, João Fonseca e Campos acabaria por resignar ao fim de alguns meses, perseguido por esse passado de ligação à Companhia de Jesus, estranhamente caída em desgraça também no seio da irmandade que a Sociedade tinha ajudado a fundar ainda no século XVI. Um segundo casamento parece ter ajudado o nosso (por pouco tempo…) provedor e juiz. Casado segunda vez em 1770 com Maria Xavier da Cruz, João Fonseca e Campos conseguiu alargar alianças e movimentações no seio da “classe” mercantil de Macau. Ao mesmo tempo, as alianças matrimoniais e vocações religiosas da sua descendência também ajudaram. As suas duas filhas do primeiro casamento rumaram para o recato da clausura do mosteiro de Santa Mónica, em Goa. As outras duas filhas do segundo casamento, consolidaram alianças políticas e mercantis no seio da burguesia macaense. Uma primeira filha conseguiu casar-se em 1796 com um raro “reinol”, Manuel de Oliveira Reis, personagem rapidamente instalada na política e comércio do enclave. Uma filha segunda matrimoniou-se mais cedo, em 1790, com António Dias da Cunha, um outro reinol oriundo de Penafiel que chegaria a ser proprietário da escrivania do juízo dos órfãos e de dois navios, condições suficientes para acumular fortuna. Por fim, o único filho varão de João Fonseca e Campos, nascido em 1780 do seu segundo casamento, abraçaria com devoção a carreira religiosa que o seu pai não conseguira cumprir, chegando na viragem para o século XIX a cónego da Sé de Macau. Quanto a Fonseca e Campos, a sua agitada actividade deixa de documentar-se nos anos finais de Setecentos, desaparecendo a sua presença dos registos camarários e da Misericórdia, certamente testemunhando o fim da sua vida. Bibliografia: FORJAZ, Jorge, Famílias Macaenses, vol. I, (Macau, 1996), pp. 625-626; SOUSA, Ivo Carneiro de, A Outra Metade do Céu de Macau. Escravatura e Orfandade Femininas, Mercado Matrimonial e Elites Mercantis (séculos XVI-XVIII), (Macau, 2006); TEIXEIRA, Padre Manuel, Macau e a sua Diocese, vol. 7.
CAMPOS, JOÃO FONSECA E (1735-?)
BOWRING, SIR JOHN (1792-1872). Filho mais velho de Sarah Jane Ann Lane e de Charles Bowring, mercador unitário inglês, John Bowring torna-se também mercador, além de diplomata e escritor. Desde novo, enquanto funcionário de uma firma comercial, demonstra uma enorme aptidão para as línguas estrangeiras, dominando cerca de seis idiomas, entre os quais o português e o chinês, viajando frequentemente por razões comerciais, nomeadamente a Lisboa (1815). O diplomata é defensor do comércio livre, político Whig, amigo do ministro dos negócios estrangeiros inglês, George Villiers, e secretário pessoal de Jeremy Bentham, que conhecera em 1821, e que financia a sua Westminster Review e o recomenda, em termos profissionais, nesse mesmo ano, ao ministro português da Justiça. Após ter sofrido enormes prejuízos comerciais em 1847, em 1849 Bowring é nomeado cônsul inglês em Cantão por Lord Palmerston, tendo-se familiarizado rapidamente com as especificidades quer do China Trade quer da cultura chinesa, enquanto luta pelo alargamento dos direitos defendidos no Tratado dos Portos sino-britânico assinado após a primeira Guerra do Ópio. Com o início da revolta dos Taiping 太平, e face ao assassinato do governador João Maria Ferreira do Amaral, diversos portugueses emigram para Hong Kong, mas uma parte da comunidade inglesa refugia-se em Macau, onde o diplomata redige, provavelmente em 7 de Julho de 1849, no álbum do Conselheiro Lourenço Marques, o “Sonnet to Macao”. Em 1852, Sir Samuel George Bonham, ausenta-se de Hong Kong (1852-1853) e Bowring, aos sessenta e dois anos de idade, é nomeado ministro plenipotenciário, governador da colónia e superintendente do comércio inglês durante esse período, tendo sucedido oficialmente a Bonham dois anos depois, em Abril de 1854, após uma curta viagem a Inglaterra durante a qual recebe o título de Sir. Em Hong Kong, o português J. M. D’Almada e Castro é proposto para o cargo de secretário-geral do Secretariado Colonial, o que não acontece devido à oposição da comunidade inglesa em entregar um cargo tão importante a um residente não britânico. O governador planeia a construção de uma estrada ao longo da marginal do território, desde Navy Bay até Causeway Bay, projecto denominado “praia”, em honra da acção e influência dos portugueses no delta do rio das Pérolas, e, em 1854, é formado um grupo de 127 voluntários para defesa do território dos quais dezasseis são portugueses, o que demonstra a importância, empenho e estatuto da comunidade lusófona emigrada de Macau durante o período de formação da colónia britânica, nomeadamente durante a administração de Bowring. O diplomata demite-se em 1859 e volta a Inglaterra para casar, mais uma vez, aos sessenta e oito anos de idade e escrever sobre o Oriente. De acordo com alguns biógrafos do poeta, a cruz no topo da fachada das ruínas de São Paulo inspira os versos iniciais de um dos seus mais famosos hinos religiosos, que referem “a cruz de Cristo”. O escritor publica algumas das suas poesias na revista The Chinese Repository (Cantão, Outubro de 1851), a par de obras como “Some Account of the State of the Prisons in Spain and Portugal”, Pamphleteer, Londres, 1813, e The Kingdom and People of Siam (1853). Durante a sua estada em Hong Kong, Bowring visita várias vezes Macau, con¬tacta com a administração portuguesa e escreve sobre o pitoresco enclave, refúgio e casa oriental dos ingleses desde o século XVII até à fundação de Hong Kong. O diplomata-poeta redige ainda o já referido “Sonnet to Macao”, gravado numa lápide na Gruta de Camões em Macau, datado erroneamente de 30 de Julho de 1840, pois nesse ano Bowring ainda não tinha partido para o Extremo Oriente. Bibliografia: AAVV., Memoria dos Festejos Celebrados em Hong Kong por Occasião do Tricentenário do Principe dos Poetas Portuguezes Luiz de Camões, (Hong Kong, 1880); AA. VV., “Album da Gruta de Camões Copia Enviada à Sociedade de Geographia de Lisboa pelo Governo de Macau por Occasião de se Preparar a Reunião do Congresso Internacional dos Orientalistas em Lisboa (1892)”, in Boletim da Sociedade de Geographia de Lisboa, 12.ª série, n.°2, (Lisboa, 1893), pp. 81-100; BARTLE, G. F., “The Political Career of Sir John Bowring (1793-1872) between 1820 and 1849”, Dissertação de Mestrado, (Londres, 1959); BOWRING, John, in BOWRING, Lewin B. (ed.), Autobiographical Recollections of Sir John Bowring (Londres, 1877); BRAGA, J. M., Hong Kong and Macao: A Record of Good Fellowship, (Hong Kong, 1960); DYSON, Verne, “A Hong Kong Governor and his Famous Hymns”, in The Macao Review, vol. 2, n.° 2, (Macau, Agosto 1930), pp. 48 e 69; ENDACOTT, G. B., A History of Hong Kong, (Hong Kong, 1977); PUGA, Rogério Miguel, “Macau na Poesia Inglesa: Sir John Francis Davis; Sir John Bowring; W. H. Auden; Gerald H. Jollie e Alexandre Pinheiro Torres”, in AMARO, Ana Maria; MARTINS Dora (coords.), Estudos Sobre a China VII, vol. 2, (Lisboa, 2005), pp. 847-882; TEIXEIRA, Padre Manuel, A Gruta de Camões (Macau, 1999); YOUINGS, Joyce (ed.), Sir John Bowring 1792-1872: Aspects of his Life and Career, (Plymouth, 1993).
BOWRING, SIR JOHN (1792-1872)
Nicolau Tolentino Fernandes faleceu em S. Lourenço a 17 de Janeiro de 1898. Nasceu em St. António a 10 de Setembro de 1823, irmão do Conde Bernardino de Senna Fernandes. Foi tipógrafo e proprietário da Tipografia Mercantil N. T. Fernandes.
Nicolau Tolentino Fernandes faleceu em S. Lourenço
Faleceu Francisco João Marques em S. Lourenço a 16 de Fevereiro de 1869. Primeiro filho de Domingos Pio Marques de Noronha e Castelo Branco, da 4ª geração da família macaense 'Marques', nasceu em S. Lourenço a 25 de Junho de 1807. Capitão de navios. Em 1837 comandava a barca «Tranquilidade», que viajava para Bombaim e Singapura. Mais tarde fixou residência em Ning-Pó, no norte da China, onde foi cônsul de Portugal. Aí recebeu em 1854 a visita da corveta «D. João I» que fora enviada pelo governo de Macau para combater o pirata Apak.
Faleceu Francisco João Marques
| Fonte: | Forjaz, Jorge, Família Macaense, Vol. III, Albergue SCM e Bambu-Sociedade e Artes Limitada, Macau, 2017, p. 544. |
| Idioma: | Português |
| Identificador: | t0006214 |
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