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Data de atualização: 2020/07/21
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Data de atualização: 2020/07/21
No dia 24 de Fevereiro de 1870, saíu o último número do Semanário político, O Noticiário Macaense, cuja publicação principiou em 1869.
Último número do Semanário político, O Noticiário Macaense
No dia 3 de Janeiro de 1824, saiu o Primeiro número do periódico Gazeta de Macao, substituto de A Abelha da China. Durou até fins de Dezembro de 1826. De periodicidade semanal, era impresso na Tipografia do Governo, a cargo do Leal Senado. O parque tipográfico veio a ser posteriormente emprestado ao Superior do Colégio de S. José, Pe. Nicolau Rodrigues Pereira de Borja. No dia 30 de Dezembro de 1826, cessou a publicação da Gazeta de Macao, lançada em 3 de Janeiro de 1824.
Primeiro número do periódico Gazeta de Macao
Em 11 de Agosto de 1842, o Senado resolveu acabar com os revisores ou censores das publicações, declarando a Imprensa livre de censura, ficando a mesma sujeita apenas à lei de 10 de Novembro de 1837. Idêntica medida é também assinada pelo Conselho do Governo. Foi reposta em 1844 (governava Gregório Pegado) e assim se manteve até final do século. (Em 1910 é abolida mas não em definitivo.) De 1845 ( com O Procurador dos Macaístas) a 1868 (com O Independente) não existem jornais em Macau, mas há o Boletim Oficial que cobre esta lacuna e o Ta-Ssi-Yang-Kuo (de 1863 a 1866). Entretanto em Cantão sai em 1852 o Verdade e Liberdade, de utilidade comercial, e em Hong Kong sai o Echo do Povo, ambos em português mas fora de Macau. Em 1888 O Progresso era editado em Shanghai, para satisfazer a numerosa colónia portuguesa ali fixada.
Imprensa livre de censura
No dia 8 de Outubro de 1863, principiou a publicar-se o semanário Ta-Ssi-Yang-Kuo, que produziu 134 números e terminou em 22 de Abril de 1866, sendo seu fundador José Gabriel Fernandes, natural de Goa, e director António Feliciano Marques Pereira. Inspirado no mesmo título, veja-se 1899, nesta Cronologia. Deste periódico eram redactores, entre outros, António Marques Pereira, José Gabriel Fernandes, Pereira Rodrigues, Castro Sampaio, Osório Cabral de Albuquerque, José da Silva e Meireles de Távora.
Primeiro número do semanário Ta-Ssi-Yang-Kuo
António Feliciano Marques Pereira faleceu em Bombaim, Índia, a 11 de Setembro de 1881. Nasceu em Lisboa a 1 de Junho de 1839, matriculou-se em 1856 na Faculdade de Direito de Coimbra, mas por motivos particulares desistiu de estudar. Regressou a Lisboa e dedicou-se ao jornalismo, entrando em 1858 para o corpo redactorial do periódico Lei e Ordem de José Bernardo da Silva Cabral, mais tarde Conde de Tomar. Nesse jornal publicou alguns romances em folhetim, ao mesmo tempo, que colaborava no Archivo Pitoresco, Revista dos Espectáculos, Revista de Lisboa, Arquivo Familiar, Illustração Luso-Brasileira, etc. Em 1859 decidiu ir para Macau, onde veio a exercer as funções de superintendente da emigração chinesa e procurador dos negócios sínicos. Em 1862 foi nomeado secretário da Missão Diplomática à Corte de Pequim. Foi o redactor do Boletim do Governo de Macau desde 20.3.1860 até Abril de 1862 e fundou o seminário Ta-ssi-yang-kuo, que se publicou de 8.10.1863 a 22.4.1866. Em 1869 demitiu-se do cargo de procurador dos negócios sínicos para poder defender-se de graves acusações que lhe fazia o jornal O Echo do Povo, que se publicava em Hong Kong. Passado pouco tempo regressou a Lisboa, com seus filhos para os educar em Portugal. Foi então nomeado cônsul de Portugal no Sião e nos Estabelecimentos do Estreito (Singapura e Malaca), sendo mais tarde transferido para as mesmas funções em Bombaim, onde faleceu. Publicou em Macau as seguintes obras: Relatório da emigração chines em Macau, 1864; Relatório das atribuições da procuratura dos negócios sínicos da cidade de Macau, 1867; As Ephemerides comemorativas da história de Macau, 1868; As alfândegas chinesas de Macau, 1870; O Padroado Português na China, 1873.
António Feliciano Marques Pereira faleceu em Bombaim
No dia 28 de Fevereiro de 1882, principiou a publicação do Semanário político, literário e noticioso O Macaense, impresso na Tipografia Popular e, depois, na Mercantil, sendo seu editor e redactor principal Manuel José Maria Gonçalves da Silva. Este Semanário terminou a sua publicação em 28 de Outubro de 1886 (com pausa de Setembro de 1884 a Junho de 1885).
Principiou a publicação de O Macaens
No dia 10 de Outubro de 1869, foi iniciada a publicação do hebdomadário político O Oriente, fundado pelo Dr. Francisco da Silva Magalhães e tendo por administrador João Albino Ribeiro Cabral. Impresso na tipografia de José da Silva, suspendeu a sua publicação em 21 de Janeiro de 1870, mas reapareceu em Janeiro do ano seguinte, sendo suspenso em 14 de Outubro de 1872, pelo Governador Januário Correia de Almeida, Visconde e depois Conde de S. Januário.
Primeiro número de O Oriente
No dia 15 de Setembro de 1868, primeiro número do periódico O Independente, que termina com o número de 18 de Junho de 1869.
Primeiro número do periódico O Independente
No dia 27 de Abril de 1929, foi criada a Revista Arquivos de Macau cujo primeiro número saiu em Junho de 1929. A notícia oficial é transmitida pela Portaria n° 268: “Artigo 1° – Como dependência do Boletim Oficial da Colónia, publicar-se há (sic) mensalmente, um folheto, com o formato que fôr julgado conveniente, que irá inserindo todos os documentos de interesse histórico que forem encontrados nos arquivos da colónia. Artigo 2° – Da direcção dessa publicação fica encarregado, em comissão gratuita, o professor do Liceu de Macau Dr. Telo de Azevedo Gomes.”
Foi criada a Revista Arquivos de Macau
| Tempo: | Época da República entre 1911 e 1949 |
| 15/07/1932 | |
| Palavra-chave: | Tai Chung Pou (Jornal) |
| Jornal | |
| Edição |
| Fonte: | Silva, Beatriz Basto da, Cronologia da História de Macau, Vol. III, Livro do Oriente, 2015, p. 240, ISBN 9789996575006 |
| Idioma: | Português |
| Identificador: | t0006627 |
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