Cheng Ho (Zheng He 鄭和) foi um dos mais famosos navegadores chineses da história, senão mesmo o maior, devido às sete expedições (1405-1433) em que cruzou os oceanos, do Pacífico à Costa Oriental de África. Ficou conhecido para a história sob o título de “Eunuco do Triplo Tesouro” (Sanbao Dataijian 三寶大太監), por comandar uma frota com os maiores navios que o mundo até aí jamais conhecera. Estes juncos oceânicos eram apelidados de “Navios Tesouro”. O seu papel histórico, reconhecido por estudiosos ocidentais, levou um deles, Debenham, a chamar-lhe “Vasco da Gama da China”. Nasceu em 1371, em Kunyang 昆陽, Yunnan 雲南, com o nome de Ma He 馬和. O seu nome e o de seu pai “Ma 馬” (do árabe Mohamed) Hazhi 哈只, e o de seus avós Hajji (Baiyan Hazhi 拜颜哈只), sugere igualmente, para além de terem sido muçulmanos, que terão feito a peregrinação a Meca. Com a idade de dez anos, foi feito eunuco para ingressar no serviço da corte imperial. A sua capacidade de aprendizagem e de iniciativa leva-o, posteriormente, a destacar-se em várias campanhas militares (como contra os Mongóis em 1399) e a assessorar o futuro imperador Yongle 永樂 (reinou 1403-1424), o qual lhe conferiu, em 1404, um novo apelido – Zheng 鄭 – e o nomeou Neiguanjian Taijian 內管監太監, “grande eunuco da corte” ou “director dos assuntos dos eunucos”. Em 1405, Zheng He 鄭和 tem a oportunidade de dar corpo à nova política de abertura política e diplomática da China, face ao exterior, organizando e comandando, como almirante, uma frota chinesa que navegou pelo Mar do Sul da China e pelo Oceano Índico, tendo contactado com múltiplos países (cerca de 37, durante os 28 anos de expedições) da Ásia de Sudeste, do continente Indiano, da Península Arábica e da África (Somália e Zanzibar). A frota partiu de Liu Jia Gang 劉家港 (actual Liuhe 瀏河, próximo de Suzhou 蘇州), e, entre 1405 e 1407, navegou pela costas do Sudeste do Vietname, Java, Samatra, Malaca e Sião, Ceilão e Calecute (Costa Ocidental da Índia do Sul). Entre 1407 e 1409, aportou a Cochim, Calecute e Ceilão; em 1409, no regresso, Zheng He 鄭和 erigiu em Changle (Fujian 福建) um templo em honra de Tianfei 天妃, a deusa dos mares.O texto da estela aí erigida, está publicado em chinês por Louis Gaillard, e foi parcialmente traduzido em Francês por Claudine Salmom. Recordemos que Zheng He 鄭和 viria a adoptar igualmente o nome budista de Fu-Shan 福善. Entre 1409 a 1411, visitou Malaca, Sião, as costas do Malabar e de Ceilão. Na quarta expedição (1413 a 1415), de alcance excepcional, por ter ultrapassado os limites antes alcançados, aportou a Ormuz na entrada do Golfo Pérsico. Uma parte da rota navegou, sem qualquer escala, a extensão de 6.000 km, ligando a Ilha de Samatra à Costa Oriental de África, aportando à Somália, e dirigindo-se depois para Adem (Iémen). Na viagem de 1417 a 1419 volta a aportar a Ormuz, enquanto uma parte da frota navega directamente, de novo, de Samatra à Costa da Somália e da Arábia. Entre 1421 e 1422 visita novamente Samatra. Uma parte da frota viaja para a Costa Oriental de África e para o Golfo Pérsico. Com a subida ao poder do novo imperador Hongxi 洪熙 (reinou durante o ano de 1425), cessaram as expedições marítimas da responsabilidade da corte, tendo Zheng He 鄭和, que realizara até então seis viagens oceânicas, passado a ocupar o cargo de comandante militar do distrito de Nanjing 南京. Com a chegada ao poder de um novo imperador – Xuande 宣德 (reinou de 1426 a 1435), o qual necessitando de reforçar a sua legitimidade no poder, decide uma ofensiva político-diplomática através do relançamento das missões tributárias dos países estrangeiros. Assim, Zheng He 鄭和 é autorizado a comandar uma última expedição marítima de 1431 a 1433, que ligou a maioria das rotas por si anteriormente navegadas. A frota aportou a Java, Malaca, Camboja, Tailândia, Samatra, Ceilão, Bengala, Ilhas Maldivas, Cochim, Calecute, Karmar, Ormuz, Adem, Meca, Magadoxo, Ilha de Socotorá, Cabo Guardafui, Melinde, Mombaça, entre outros locais. A parte da frota vinda de Calecute visitou Meca, aportando a Djedda. A partir de 1433, não existem informações seguras quanto ao destino de Zheng He 鄭和. Segundo uma fonte posterior (T’ung-chih Shang Chiang Liang-hsien chih, (1874), Zheng He 鄭和 teria morrido em Calecute (em 1433) e teria sido sepultado em Nanjing 南京. Contudo, é habitualmente considerado pelos estudiosos, que Zheng He 鄭和 teria regressado à China e retomado o seu cargo em Nanjing 南京, onde faleceu entre 1435/6. Segundo fontes da dinastia Ming 明, como A história da Dinastia Ming 明, no capítulo “Biografia de Zheng He 鄭和”, e as obras A Genealogia de Zheng He 鄭和; A viagem do Navio Celeste; A Viagem aos Mares Longínquos; bem como Crónicas e Registos Antigos, refere-se que cada uma destas expedições marítimas foi composta por mais de 200 navios, chegando a tripulação dos mesmos a envolver cerca de 28.000 pessoas, comandadas por Zheng He 鄭和, auxiliado por outros eunucos (como o vice-almirante Wang Jinghong 王景弘). A frota era constituída por juncos de diferentes tamanhos, que podiam possuir de cinco a nove mas¬tros, os maiores. Os grandes juncos oceânicos mediam 44,4 zhang 丈 de comprimento (1zhang 丈 = 3,33 metros; logo, 44,4 zhang 丈 equivalem a 148 metros) e 18 zhang 丈 de largura (mais de 54 metros de largura), com uma capacidade de carga de 2.500 toneladas, podendo transportar mais de 1.000 pessoas. Os juncos médios mediam 37 zhang 丈 (123 metros) de comprimento e 15 zhang 丈 (50 metros) de largura, (entre grandes e médios chegavam a ser mais de 60 navios). Os navios pequenos (a maioria) mediam 24 zhang 丈 (80 metros) de comprimento e 9,4 zhang 丈 (31 metros) de largura. A frota era escoltada por navios de guerra que mediam 18 zhang 丈 (60 metros) de comprimento e 6,8 zhang 丈 (23 metros) de largura. Sedas, porcelanas e outras preciosas mercadorias chinesas, eram transportadas para trocar pelas especiarias e outras drogas exóticas dos países visitados. A China já era a maior potência marítima desde o século XI, e durante este curto período dos inícios do século XV exerceu efectivamente o domínio dos mares que navegou. Estas expedições e a enorme capacidade naval chinesa que elas representam, só foram possíveis por se enquadrarem no desenvolvimento técnico-científico que teve lugar na China, pelo menos desde o século XI, como a introdução de métodos quantitativos de orientação marítima, em que se destaca o compasso marítimo, da invenção da bússola, e com o aparecimento de um novo tipo de navio – o junco oceânico. Segundo a crónica chinesa da embaixada à Coreia, em 1124 (Xuanhe Fengshi Gaoli Tu Jing 宣和奉使高麗圖徑), o piloto utilizara a orientação dada por estrelas como a Ursa Maior. Tubos de mira ou observação estelar para determinação das respectivas altitudes, teriam passado a fazer parte dos instrumentos utilizados nos navios de guerra, a partir de 1129 (dinastia Song 960-1279), segundo a obra Rascunho da História dos Estatutos Administrativos da Dinastia Song 宋 (Song Hui Yao Gao 宋會要稿). Estas expedições inserem-se igualmente numa longa tradição de desenvolvimento da navegação marítima. Com o século IV, os navios chineses passaram a fazer uma navegação não só de cabotagem, mas também de alto mar, chegando a Penang (Malásia), em 350. Alguns historiadores apontam para a chegada de navios chineses, no final desse século IV, a Ceilão, e no século V, à foz do Eufrates (Iraque). Segundo fontes chinesas, foram documentadas viagens de navios chineses, no século VII, às ilhas Ryukyu, à Formosa, a Samatra e às Costas Orientais do Vietname. Tradicionalmente, o ponto extremo da navegação chinesa, no século IX (850), é considerado o porto de Siraf (Golfo Pérsico), mas o livro Youyang Za Zu 酉陽雜俎 desse mesmo período, já traz uma interessante descrição de “Berbera a Sul do Golfo de Adem”. O grande desenvolvimento do comércio marítimo árabe retira a vantagem e a necessidade de os navios chineses se arriscarem em tão longínquas paragens. Mas a perda de vitalidade do comércio marítimo árabe, bem como a importância que o poder político Song do Sul 南宋 (1127-1279) e Yuan 元 (1280-1368) deu à navegação e em especial às armadas, foram igualmente elementos que criaram condições ao movimento de expansão marítima chinesa. Sob os Song 宋 tornara-se regular a navegação para a Ásia dO Sueste: Filipinas, Java, Timor, Bali, Bornéu, Sarawak e Molucas. O livro, Informação sobre o que fica para lá da passagem (Ling Wai Dai Da 岒外代答), escrito em 1178, por Zhou Qufei 周去非, descreve uma parte de Madagáscar. Sob a dinastia Yuan 元 acrescentou-se o Japão ao conhecimento marítimo chinês. No final da época Mongol chinesa (até 1368), grande parte do comércio marítimo chinês era de origem privada e nele enriqueciam poderosos comerciantes, alguns dos quais tinham uma íntima ligação com a elite comercial e parte da elite política do baixo Yangtze (Yangzi 揚子). Parte deste apoiou as forças Yuan 元 que se opuseram à implantação dos Ming 明. A dinastia Ming 明 mudou a sua capital para Nanjing 南京 (mais próxima do Mar) e o seu primeiro imperador Hungwu 洪武 (1368-1398), estabeleceu a proibição de todo o comércio privado marítimo. Pensando assim restabelecer a segurança ao longo litoral da China contra a pirataria e, simultaneamente, reduzir a importância daqueles poderosos mercadores. O comércio marítimo passou a ser legal só quando inserido num sistema centralizado de missões tributárias dos países estrangeiros para com a China. Os objectivos para a realização das expedições marítimas comandadas por Zheng He 鄭和 foram essencialmente de carácter político, como o reforço da legitimidade do novo imperador, complementados com um marginal interesse económico e com a intenção de aprofundamento dos conhecimentos geográficos. A localização do imperador destronado Jianwen 建文 (1399-1402), foi o objectivo oficialmente expresso pelos Anais chineses, mas não se revela suficiente para explicar a organização das viagens. Entre os interesses políticos implícitos contava-se a identificação do poderio dos estados vizinhos a Sul e a Ocidente, e fazer reconhecer aos seus chefes a suserania ou o domínio político formal do Imperador da China. A nível económico pretendia-se encorajar o comércio marítimo oficial entre aqueles estados através de missões tributárias; finalmente, procurava-se desenvolver os conhecimentos geográficos, das rotas marítimas e das características desses países, que resultariam no reforço da defesa costeira chinesa, bem como na recolha de produtos, drogas e de animais exóticos, para colecção e utilização da corte imperial. Na realidade, a afirmação política e diplomática da China, como grande potência dominante e suserana na esfera política do Pacífico ao Índico, esteve intimamente ligada ao carácter económico, consubstanciado pelo incentivo à frequente visita de missões tributárias estrangeiras (todos os principais potentados locais do Oceano Índico enviaram delegações), aos imperadores da China, à margem das quais parece ter sido autorizado um certo comércio privado (as fontes não são, contudo, claras neste aspecto) por parte dos delegados estrangeiros. Podemos referir a visita pessoal de alguns sultões ou chefes locais, como o do Bornéu (que visitou Nanjing 南京, em 1408, onde morreu), o de Malaca e o de Sulu; referimos ainda as embaixadas e tributos que o Egipto mameluco enviou, com certa regularidade, ao imperador Ming 明; bem como a embaixada de Meca e de Medina que, em resposta à ultima expedição de Zheng He 鄭和, visitou a capital chinesa, Nanjing 南京, em 1433. Os historiadores têm-se debruçado sobre o impacto destas expedições para o conhecimento científico chinês e asiático, desde o geográfico, ao desenvolvimento da náutica, da cartografia (feitura de portulanos), da astronomia, da geologia e da botânica. A China ampliou o seu conhecimento geográfico (das terras, dos mares e das correntes marítimas), passou a aceder mais facilmente a produtos exóticos (minerais, vegetais) e animais (girafas, zebras, avestruzes entre outros). O impacto destas expedições extravasou o inicial carácter político-diplomático, assumindo uma complexa circulação de elementos socioculturais, desde ideais filosófico – religiosos à arte e cultura em geral, como a criação de uma escola de tradutores (Siyiguan 司鐸官), que deixou vários interessantes vocabulários. A equipe de Zheng He 鄭和 incluiu, em algumas via¬gens, importantes sábios chineses, como Hasan 哈三, Ma Huan 馬歡, Guo Chongli 郭祟禮, Fei Xin 費信 e Gong Zhen 鞏珍, alguns dos quais deixaram os principais relatos destas viagens. O impacto destas viagens tem sido estudado em inúmeras obras e iniciativas cul¬turais e científicas, das quais destacamos pela sua trans¬disciplinaridade e amplitude o projecto de Estudo integral das “Rotas da Seda – Rotas do Diálogo”, da iniciativa da UNESCO (1990-1997). Com o fim das expedições marítimas chinesas, os largos milhares de pessoas envolvidas nas navegações, na construção naval e na preparação de tudo o que era necessário, desde o comércio marítimo, às actividades agrícolas e às artesanais necessárias à alimentação, vestuário e sobrevivência destes milhares de chineses, viram prejudicados e afectados o seu modo de vida e diminuídos os seus rendimentos. Muitos destes integrariam futuramente uma rede de apoio, quando não mesmo de participação pessoal, em actividades de contrabando e pirataria maríti¬mas. Com o retorno à política de isolamento que caracterizou a dinastia Ming 明, a China perdeu a supremacia dos mares asiáticos e, cerca de 50 anos depois, seriam os Portugueses a dominar o Índico, durante todo o século XVI e inícios do XVII, seguidos posteriormente por outras potências europeias como a Holanda e a Inglaterra. 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Data de atualização: 2020/07/09